“E novamente ele chegou com inspiração…”

Ubirajara Alcântara, Aloísio, Fred, Reyes, Paulo Henrique, Liminha, Rodrigues Neto, Rogério, Caio (depois Samarone), Paulo César e Arilson (depois Fio). Com esse time, citado pelo excelente site Fla Estatística.com, em 15 de janeiro de 1972 o mais querido derrotou o glorioso Benfica por um a zero, em partida do Torneio Internacional de Verão do RJ, disputado no Maracanã. Esse Fio, que entrou no lugar de Arilson e fez o gol da vitória rubro-negra sobre os encarnados de Lisboa, é o Fio Maravilha, imortalizado no samba-rock superclássico do homem-gol da MPB, sucesso de público até hoje nos shows de Jorge Ben Jor, como o que Fut Pop Clube curtiu sábado, no Circo Voador. “Foi um gol de anjo/Um verdadeiro gol de placa”, escreveu Jorge Ben Jor, torcedor do Flamengo que chegou a jogar no clube de coração.
Como bem lembrou o Memória EC no mês passado, em janeiro fez 40 anos da “jogada celestial” que inspirou o “gol de classe” da música brasileira que fala de futebol. Jorge Ben Jor lançou “Fio Maravilha” pela primeira vez no discão “Ben” (capinha ao lado), no mesmo ano: 1972. Continuar lendo ““E novamente ele chegou com inspiração…””

Brasileirão de 74 e Série B 2009

O campeão da Terceirona em 2008  lidera a Segundona 2009. Na sexta-feira, em Campinas, o Atlético Goianiense derrotou o ex-líder Guarani por 3×1. Foi a quarta vitória seguida do Dragão, que abre 3 pontos de vantagem. Tem 32 contra 29 do novo vice-líder. O Vasco da Gama, que conseguiu contra o Juventude uma importante vitória fora de casa (2×1), no 1º de agosto em que os vascaínos lembraram dos 35 anos de outro 2×1 que representou uma grande conquista. O título do Brasileirão de 74 – o primeiro dos quatro do Vasco. Num polêmico jogo extra no Maracanã, o Vasco – de Roberto Dinamite, artilheiro com 16 gols, do técnico Mário Travaglini, do goleiro Andrada, Fidélis, Miguel, o xerife Moisés, Alfinete, Alcir Portela, Zanata, Ademir, Luís Carlos e Jorginho Carvoeiro – derrotou o Cruzeiro (Vítor, Nelinho, Darci Menezes, Perfumo, Vanderlei, Piazza, Dirceu Lopes, Zé Carlos, Eduardo Amorim, Palhinha e o saudoso Roberto Batata). A final de 1974 é tema do blog Memória E.C, que tem um compacto da partida em vídeo, e do programa Loucos Por Futebol, que passa de novo amanhã, 3 de agosto, às 9h e às 20h, e na quinta, dia 6, às 21h30.

Voltando a 2009.Um ponto abaixo do Vasco  está outro ex-campeão brasileiro, o Guarani, que parou nos 28 pontos. Mesmo perdendo para o ABC em Natal, a Portuguesa se segurou no G4 da série B com 27 pontos, porque o Figueirense também perdeu fora de casa.

75 anos da primeira Copa da Azzurra

Há 75 anos, a seleção italiana levantou sua primeira Copa do Mundo. O Mundial de 34 foi disputado na própria Itália, sob o fascismo de Mussolini.

Poster da Copa do Mundo de 1934
Poster da Copa do Mundo de 1934

A finalíssima, virada da Squadra Azzurra sobre a Tchecoslováquia por 2 a 1, gol decisivo de Schiavio na prorrogação, num 10 de junho como hoje, figura em 34º lugar no livro Os 50 Maiores Jogos das Copas do Mundo, do jornalista Paulo Vinícius Coelho. Segundo PVC, o técnico italiano, Vittorio Pozzo, sabia que vencer a Copa era questão de sobrevivência. Pouco antes do Mundial, o treinador contornou o pedido do ditador, que queria os jogadores num desfile militar. “Que Deus o proteja se Seleção fracassar”, ameaçou Mussolini, de acordo com o relato de PVC.

Livro do PVC
O livro do PVC

O livro do comentarista trata a semifinal com o Wunderteam (time-maravilha) da Áustria como decisão antecipada e posiciona em 23º lugar na lista dos jogões  dos Mundiais as duas partidas entre Itália e Espanha pelas quartas-de-final (como houve empate no primeiro jogo, foram necessários mais 90 minutos, no dia seguinte! E a Fúria não contou aí com o mítico goleiro Zamora, atingido por um azzurri na véspera).

A campanha italiana começou com goleada. 7 a 1 sobre os Estados Unidos. Deste “match”, participou o oriundi Amphilócchio Guarisi, que antes de se naturalizar italiano e defender a Lazio, jogou como Filó, na Lusa, Paulistano, Corinthians e Seleção Brasileira. A Azzurra contou com outros oriundiContinuar lendo “75 anos da primeira Copa da Azzurra”

VERDE-amarelo contra a Celeste Olímpica

Publicado originalmente em 6/7/2009 e atualizado em 9/8/2015

7 de setembro de 1965. Alviverde de amarelinha. Foto: Academia de História do Palestra-Palmeiras
7 de setembro de 1965. Alviverde de amarelinha. Foto: Academia de História do Palestra-Palmeiras

Está na ficha técnica do jogo Brasil 3×0 Uruguai, em 7/9/65, publicada no livro  sobre a Seleção Brasileira, do Roberto Assaf e Antonio Carlos Napoleão. A Seleção jogou com Valdir Joaquim de Moares (depois Picasso), Djalma Santos, Djalma Dias, Valdemar Carabina (Procópio) e Ferrari; Dudu (Zequinha) e Ademir da Guia; Julinho Botelho (Germano), Servílio, Tupãzinho (Ademar Pantera) e Rinaldo (Dario). Opa! Todos os que entraram jogando (em negrito) eram do Palmeiras em 65!!! Sim, exatamente. O time chamado de Academia do Futebol vestiu a camisa amarelinha num dos amistosos de inauguração do Mineirão. E ganhou da Celeste por 3 a 0, gols de Rinaldo, Tupãzinho e Germano. Até o técnico palmeirense, Filpo Nuñez (que era argentino!), serviu a seleção brasileira no amistoso.

Por causa disso, para comemorar o centenário do Palmeiras (2014), em outubro de 2013 a Adidas lançou uma camisa amarela pro alviverde – com o mote Pátria Amada Palmeiras. Essa camisa voltou a ser usada em 9 de agosto de 2015, na partida contra o Cruzeiro, exatamente no Mineirão.
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Veja o anúncio da camisa na loja oficial do clube. A pré-venda fez um incrível sucesso. Atenção: o anúncio e o preço são de outubro de 2013.

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Anúncio e preço de 2013. http://www.mundopalmeiras.com.br/

Leia também o texto do Memória E.C. sobre a histórica partida.

Há 25 anos…

flamula_fluminense_fcPaulo Vítor, Aldo, Duílio, Ricardo Gomes e Branco; Jandir, Delei e Romerito; Tato, Washington e Assis. Com esse time, o Fluminense treinado por Parreira se sagrou campeão brasileiro em 27 de maio de 1984, após dois jogos decisivos contra o Vasco: 1×0 e 0x0. O blog Memória E.C. tem um especial sobre o aniversário da conquista, incluindo compactos das finais.  Vale navegar.

Louquinhos pela Copa do Brasil

A Copa do Brasil  é uma competição interessante, com equipes de todos os estados. Mas poderia ser ainda melhor se não excluísse os classificados para a Libertadores. O Sport não pode defender o bi, este ano. Verdade que de nada adiantaria se as equipes classificadas para Libertadores entrassem na Copa do Brasil com times mistos, ou com aquele desprezo que muitos dos grandes dedicam à Copa Sul-Americana (bem, pelo menos antes de o Inter conquistá-la). A ESPN Brasil fez um guia super legal da edição deste ano que pode ser baixado no site do canal esportivo – se imprimir, fica com cara de revista. Já os interessados nas histórias e curiosidades de Copa do BR contam agora com  um livro de Alex Escobar e Marcelo Migueres, como noticia o blog Memória EC.