Estamos a 233 dias do pontapé inicial da Copa do Mundo (11 de junho de 2010). Hoje foram sorteados os confrontos que vão decidir as últimas quatro seleções europeias do Mundial. Portugal x Bósnia. França x Irlanda. Rússia x Eslovênia. Grécia x Ucrânia. Os quatro play-offs será disputados em 14 e 18 de novembro. Osvencedores do mata-mata vão à África do Sul. Veja quem já está lá e quem pode ficar com as outras 5 vagas. Continuar lendo “Últimos 9 lugares para a África do Sul”
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Mais 8 passaportes carimbados
O Chile de “El Loco Bielsa” e do mago Valdivia se juntou a Brasil e Paraguai e garantiu vaga na África do Sul, ao derrotar a Colômbia de virada e em Medellín: 4 a 2. Com um gol de Palermo aos 47´ do 2º tempo, a Argentina de Maradona penou para bater o Peru por 2 a 1 na cancha do River Plate. Decisão da última vaga sul-americana direta na quarta-feira, 20h, em Montevidéu: Uruguai x Argentina. Celeste com 24 pontos, alviceleste com 25. Correndo por fora, o Equador visita o Chile.
Na Europa, Dinamarca, Alemanha, Sérvia e Itália pegaram 4 das 13 vagas da zona Uefa. Holanda, Inglaterra e Espanha já estavam lá. Faltam 6 vagas – 4 delas serão decididas em mata-mata entre segundos colocados dos grupos. França e Portugal estão vivos nessa luta.
México e Estados Unidos garantiram 2 das 3 vagas diretas da Concacaf.
A Costa do Marfim também vai à Copa da África do Sul, como Gana. Faltam 3 lugares do continente africano. Apostaria em Camarões e Egito, pela classificação e tabela. Entre Tunísia e Nigéria, não faço ideia de quem leva.
1954, o milagre de Berna
55 anos da grande final da Copa de 54, decidida num 4 de julho. Os alemães(ocidentais) ganharam dos húngaros, favoritos, por 3 a 2. E de virada. Bom motivo para pegar o DVD do interessante filme O Milagre de Berna (leia sobre esse docudrama aqui.
A final do Mundial disputado na Suíça aparece em 8º lugar entre Os 50 Maiores Jogos das Copas do Mundo, livro do Paulo Vinícius Coelho. Lá, PVC conta que Puskas jogou no sacrifício e publica um “campinho” – a tradicional prancheta do PVC – um gráfico com o 4-2-4 húngaro do escrete húngaro. Sim, quatro atacantes! Buda, Kocsis, Puskas e Czibor.
Alemanha versus Alemanha
35 anos de um dos jogos mais estranhos da história das Copas. Em 22 de junho de 1974, no Volksparkstadion de Hamburgo, jogaram Alemanha contra Alemanha, digo a Ocidental, dona da casa (e da Copa) e a Oriental. Na Alemanha Ocidental, Maier, Vogts, Beckenbauer, Breitner, Overath, Gerd Muller e outros jogadores que seriam campeões do mundo em 7 de julho. E não é que a irmã do lado de lá do muro, a Alemanha Oriental, com aquela linda camisa azul escura da DDR, venceu a partida? E com um golaço! Sparwasser, o nome da fera. A partida, da última rodada do grupo 1 da primeira fase do Mundial disputado na Alemanha, aparece em 39º lugar na lista de Os 50 Maiores Jogos das Copas do Mundo, livro do jornalista Paulo Vinicius Coelho, o PVC. Que lembra: “Se vencesse, a Alemanha Ocidental terminaria em primeiro lugar e cairia no grupo de Brasil, Holanda e Argentina”. Tudo que eles queriam evitar, escreve PVC no livro da Panda Books. O time de Helmut Schöen perdeu e ficou num grupo com a Iugoslávia, a Polônia do artilheiro Lato e a Suécia. A estranha partida e o uso do futebol pelas mãos de ferro do governo da DDR é um dos temas abordados no documentário Comunismo e Futebol, da BBC, que o Sportv passou no final de 2008.
Para saber mais sobre a queda do muro de Berlim (1989) e a vida dos alemães orientais no fim do comunismo, indico um excelente livro: Stasilândia-Como Funcionava a Polícia Secreta Alemã, da australiana Anna Funder.
“O Milagre de Berna”

Este filme passou rapidinho pelos cinemas brasileiros no final de 2004, começo de 2005, mas vale a pena procurar o DVD. É uma ficção que tem como pano de fundo a campanha campeã da seleção da Alemanha (Ocidental), na Copa da Suíça, em 1954. E por que o feito é considerado o Milagre de Berna? É que na época o gigante do futebol era a Hungria, de Puskas e companhia. Na primeira fase, a Alemanha tomou de 8×3 do time de Puskas. Verdade que poupou titulares, sim. Na final, a favoritaça Hungria e a Alemanha voltaram a se enfrentar. O time vermelho chegou a abrir 2×0 no placar, mas tomou a virada (tá certo que o juiz anulou um gol húngaro). Final, 3×2, Alemanha campeã do mundo pela primeira vez. E esta simpatícissima produção alemã ajuda a entender porque jogadores como Fritz Walter e Rahn são lembrados até hoje nesta grande potência do futebol. O roteiro é OK e chamam muita atenção as elogiadas cenas que recriam -em cores- lances decisivos da Copa do Mundo de 54, com ótima caracterização da época. Até o ator Henrik Benboom, que faz o papel de Puskas, usa aquele topete repartido ao meio do maior craque húngaro de todos os tempos… Golão, golão, golão.