A página da edição brasileira da Rolling Stone destaca uma notícia de agências internacionais: três álbuns do Nirvana vão ser relançados em vinil pela gravadora ORG (Original Recordings Group). São eles o sensacional Nevermind, o In Utero e o Unplugged, lindo acústico para MTV. Já o primeirão, o pesadão Bleach, será relançado pela SubPop, célebre gravadora independente de Seattle que lançou a banda de Aberdeen.
Categoria: Rock
Maiden ganha mais uma “taça”

Flight 666, filme sobre a turnê do Iron Maiden, ganhou o prêmio “24 beats per second” como melhor documentário musical no gigantesco festival SXSW, em Austin, no Texas. Palmas para banda, diretores Sam Dunn e Scot McFadyen e fãs (ou melhor, torcedores, como bem definiu o Vitor Birner em seu blog.) Este ano, o Maiden já tinha faturado o Brit Awards como melhor banda britânica ao vivo.
Aliás, lembrei de uma curiosidade que esqueci de inserir no texto sobre Flight 666: na Colômbia, a banda aparece usando máscaras de oxigênio por causa da altitude (2.600 metros). Os cinquentões Bruce Dickinson e o Steve Harris se movimentam bastante em duas horas de show, não tenho idéia de quanto. Agora, imagine a situação de jogadores de futebol, que correm de 5 km a 10 km por jogo, nas alturas… O Iron deixou no You Tube um trechinho de Rime of the Ancient Mariner, tirado do filme!
P.S. : Flight 666 estreia em cinemas de algumas cidades brasileiras no próximo feriadão, na madrugada da segunda, dia 20, para terça, 21 de abril, à meia noite e um. Também haverá algumas sessões na sexta, 24/04, e no sábado, 25. Consulte nos sites MovieMobz e Ingresso.com se Flight 666 passa na sua cidade. Segundo este último site, em SP o rock vai rolar em salas das redes Cinemark e UCI.
Deixa o clip rolar
A página da revista britânica Classic Rock chamou a atenção para o novo clip do AC/DC: Anything Goes (clique aqui para assistir), novo single tirado do bem sucedido álbum Black Ice.
Cool! Leia aqui meu post anterior sobre AC/DC.
Musique Non-Stop

Aleluia. Enfim, o Radiohead estreia hoje no Brasil. Show na praça da Apoteose. Domingo em São Paulo (Chácara do Jóquei). Já viu o clip de House of Cards? O vídeo não usou câmeras, mas sensores que captaram objetos próximos em 3D.
De quebra, a noite tem Los Hermanos e Kraftwerk. Boing Boom Tschak! Muito bom o show dessas papas da eletrônica e/ou do rock progressivo, como lembra hoje o Arthur Dapieve.
Para quem não pode pagar quase meio salário mínimo toda vez que um bom concerto internacional pinta no Brasil, uma dica: o canal Multishow transmitirá pelo menos parte dos shows de domingo, ao vivo de São Paulo.
Judas Priest toca “British Steel” na íntegra
Breaking the Law. Rapid Fire. Metal Gods. Grinder. United. Living After Midnight. Don´t Have to Be Old To Be Wise. The Rage. Steeler. O Judas Priest vai tocar as 9 canções de um álbum clássico do heavy metal, British Steel, na turnê norte-americana que começa em 1º de julho (veja datas na página da banda), antecipando o 30º aniversário de lançamento do disco, que é de 1980. Notícia pra entortar qualquer pescoço. O site da revista Classic Rock especula que o Halford, Tipton, KK Downing e cia podem levar em 2010 à Inglaterra esse show que toca British Steel de cabo a rabo. Apesar de o quinteto de Birmingham ter vindo recentemente ao Brasil (final de 2008), vamos torcer pra que este showzão venha parar aqui. Ah, existe em DVD o programa da série Classic Albums sobre British Steel. Uma aula!
Randy Rhoads

- Guitarra da Jackson, modelo Randy Rhoads
Com a imagem de uma guitarra fabricada pela Jackson, modelo Randy Rhoads, o blog Fut Pop Clube faz sua homenagem ao jovem guitarrista que morreu em 1982, num 19 de março, depois de gravar apenas dois ótimos discos com Ozzy Osbourne. Com 17 anos, Randy Rhoads foi um dos fundadores do grupo de hard rock californiano Quiet Riot – mesmo à epoca do jovem guitar hero, um som bem glam, à beira da farofa. No fim dos 70, a banda gravou dois LPs, lançados apenas no Japão – anos mais tarde, resumidos num CD da Rhino, Quiet Riot: The Randy Rhoads Years. Na virada para os 80, Randy Rhoads entrou pra banda que Ozzy Osbourne (ex-Black Sabbath) estava formando – o capítulo de heavy metal da série Seven Ages of Rock revela que a empresária Sharon Osbourne participou dessa escolha. Seja como for, o primeiro resultado da parceria entre o desvairado ex-vocalista do Sabbath e o virtuoso guitarrista ex-Quiet Riot foi o ótimo disco Blizzard of Ozz. Tem o hit desgovernado Crazy Train (belo riff), a balada Goodbye to Romance, a polêmica Suicide Solution, a dobradinha Revelation (Mother Earth)/Steal Away – a primeira bem na linha No More Tears. Continuar lendo “Randy Rhoads”
O hardcore do Dead Fish. Hardcore mesmo.

Inauguro hoje uma nova seção do blog, FLYER. Para falar de agenda de shows, peças de teatros e o que mais der na telha.
Neste fim de semana, o Dead Fish, bom grupo cabixaba de hardcore, lança seu sexto disco de estúdio, Contra Todos. A página da banda no MySpace, que tem 14 sons. Paulada pura, sem frescura. Só que o vocalista Rodrigo sabe cantar.
P.S. – Leia sobre o novo compacto em vinil do Dead Fish, na minha Coluna de Música.
Shine a Light
Já reparou como são boas as trilhas de filmes de Martin Scorsese? Pega Cassino. Tem Muddy Waters, Otis Redding, Little Richard, Ray Charles, Cream, Jeff Beck, Devo, BB King e … várias dos Stones. A de Inflitrados também é muito boa. O diretor nova-iorquino já dirigiu filmes sobre Bob Dylan (No Direction Home), The Band (O Último Concerto de Rock/The Last Waltz), produziu série sobre blues … e em 2008 lançou o seu filme concerto sobre os Rolling Stones, Shine a Light.. Sim, porque há vários filmes com os Stones. Let Spend the Night Together, Gimme Shelter, One Plus One/Sympathy for the Devil etc. Nos anos 90, eu me lembro de ter visto Rolling Stones Live at the Max, feito para IMAX, em Nova York, numa sala dessas que só agora há pouco chegaram ao Brasil. Pois acabo de descobrir que nos EUA Shine a Light passou em cinemas IMAX, que raiva! Seria uma boa passar Stones em IMAX em São Paulo (alô Ademar…)
Bom, depois desse nariz de cera, expressão jornalística para começo de textos que fazem firula demais em vez de ir direto ao gol, vamos a Shine a Light, filmado em 2006 num aconhechante teatro de N.York, o Beacon. Seus primeiros 10 minutos servem como uma espécie de making-of: mostram os bastidores dos últimos acertos pra filmagem dos shows e chegada de Bill Clinton com 30 convidados. Depois, aumenta, que isso aí é roquenrol. Pra começar Jumping Jack Flash, que tantos roqueiros tocaram, mas é da dupla Jagger/Richards. Continuar lendo “Shine a Light”
Próximas atrações
Iron Maiden, Apoteose, 14/03/2009
Para quem estava em 11 de janeiro de 1985 no Rock in Rio I, é impossível se esquecer do concerto do Iron Maiden, para trocentas mil pessoas. O impacto do primeiro gigante do metal mundial a pisar no Brasil – e logo quem? Iron Maiden!- bem na turnê de um disco clássico, o Powerslave. E é esse álbum que inspira boa parte da turnê Somewhere Back in Time. Do cenário ao repertório (4 das 16 músicas são da safra 1984).
Mas pode colocar uma tag de showzão no concerto do Iron Maiden, na noite de sábado, na praça da Apoteose. Saíram as escolas de samba, entrou o Iron Maiden, um exército de três guitarras (Dave, Adrian, Janick), mais o baixo que Steve Harris toca como se fosse guitarra, a superbateria de Nicko e um vocalista que já foi comparado à sirene de ataque aéreo. Saíram os carros alegóricos, entrou Eddie, em duas versões, uma gigantesca, uma Eddie de Itu, enquanto rola Iron Maiden, e a outra, operada por controle remoto, durante The Evil That Men Do. Dessa vez, Eddie trouxe um grande cenário, com direito a muitos fogos no palco e panos de fundo que se revezam conforme a música. Os caras prometeram trazer uma produção maior e cumpriram.
O som foi muito bom, alto, cristalino, praticamente sem embolar. Dava para ouvir bem os instrumentos, reparar em detalhes como um novo dedilhado aqui, outro acolá. Um teclado aqui, ao fundo de Powerslave, com seu imortal riff de guitarra, outro ali, em Fear of the Dark, um dos grandes momentos da noite, com o público em coro. Aliás, com o passar do tempo, o grupo perdeu (só um pouquinho) do peso e da velocidade, mas isso permite que o espectador escute melhor o trabalho dos músicos. É impressionante como o Bruce Dickinson continua cantando muito bem, isso apesar do duplo emprego agora, como piloto de aviões.
Show do Iron Maiden: sempre um grande espetáculo. Como o pessoal que foi comigo comentou na saída. Impressionante como o Iron faz uma turnê dessa, centrada em 8 discos, e ainda deixa um bocado de música boa desses mesmos discos de fora. Em 2011 tem mais, promete Bruce (e ano que vem, novo álbum de inéditas). Vá e veja.
Leia sobre o filme do Iron, Flight 666. Se você quer saber qual foi o setlist, clique aqui ao lado. Continuar lendo “Iron Maiden, Apoteose, 14/03/2009”
