Um registro ainda que tardio: o Shakthar Donetsk, da Ucrânia, pintou a Copa da Uefa de laranja – e também verde-amarelo. Afinal, os três gols da final contra o Werder Bremen foram marcados por brasileiros. O ex-colorado Luiz Adriano abriu o marcador. Naldo empatou para o time alemão. Ex-meia do Furacão, Jádson definiu, na prorrogração. Veja os gols em Espn.com.br. Também jogaram o Ilsinho (ex-Palmeiras e São Paulo), Willian (ex-Corinthians) e Fernandinho (outro ex-Atlético-PR). Para alegria do presidente Lula, presente na decisão, em Istambul. O boliviano Marcelo Moreno, que foi ídolo recente da torcida cruzeirense, também é campeão da Copa da Uefa 08/09, a última com esse nome, antes de virar Liga Europa.
Por falar em cruzeirenses, o amigo Paulo Morais me lembrou do moderníssimo estádio – digo, arena – do clube ucraniano. Veja fotos no sensacional site World Stadiums. “Os caras querem a Europa”, avisa o Paulo. A ver.
Capa da nova edição de “Diamante Negro – Biografia de Leônidas da Silva”, agora pela editora Cia dos Livros
E por falar em Carmen Miranda e Marcos Sacramento, que gravaram música sobre Leônidas (“Deixa Falar”, de Nelson Petersen), esta semana ouvi na sala dos Gols, no Museu do Futebol, a narração do primeiro gol de bicicleta do Diamante Negro no futebol paulista. Foi no terceiro jogo de Leônidas pelo São Paulo, em 14 de junho de 1942. Vitória por 2×1 do Palestra Itália, que ainda durante aquele campeonato mudaria de nome para Palmeiras (e seria campeão). Aos 44 do primeiro tempo, Leônidas fez o gol tricolor no Pacaembu, Para explosão de alegria do locutor Geraldo José de Almeida, da rádio Record: “o bonde… o bonde de 200 contos fez um gol de bicicleta“. O sensacional livro do André Ribeiro, O Diamante Eterno [Diamante Negro, Biografia de Leônidas da Silva, no relançamento pela Cia dos Livros], registra que alguns dias antes da estreia de Leônidas, o jornal “A Hora” manchetou: “São Paulo compra Bonde de 200 contos”. O livro do André Ribeiro explica que os redatores do tablóide “A Hora” usaram a palavra “bonde”, que na época significava mau negócio, para rotular o artilheiro da Copa de 38. Leônidas chegou ao São Paulo com 29 anos, por 200 contos, depois de problemas na relação com o Flamengo. O tal “bonde de 200 contos” seria campeão paulista cinco vezes nos anos 40. Marcou 140 gols em 211 jogos pelo São Paulo. Para um “bonde”, tá bom, não?
Não será mera coincidência qualquer semelhança com a história recente de outro grande atacante carioca, que também teve passagem pelo São Cristóvão, caso de amor tumultuado com o Flamengo, também jogou no exterior, foi artilheiro de Copa do Mundo e chegou meio desacreditado ao futebol paulista. E já foi campeão estadual. O nome dele são vocês que vão dizer: Ronaldo, o Fenômeno.
Surpresa na Libertadores ano 50. O Defensor Sporting eliminou o Boca Juniors em pleno alçapão de La Bombonera e agora pega Estudiantes de La Plata nas quartas-de-final. Os uruguaios marcaram aos 27 do 1º tempo num tiro de Diego de Souza. Graças a muita marcação, a tradicional garra uruguaia, que odeia perder dividida e a uma gigantesca atuação do arqueiro Martín Silva, o Defensor segurou a contínua pressão do Boca até o apito final. E ainda teve umas três chances de fazer o segundo gol. Zebra? Olha, para quem viu as dificuldades que o São Paulo teve para vencer o Defensor na fase de grupos, não dá para falar em zebra, não. Classificação merecida.
O outro finalista da Copa do Brasil será do Sudeste. O Corinthians garantiu a vaga na semifinal ao abrir 2×0 no Fluminense logo no começo do jogo, em noite de grande público no Maraca. No segundo tempo, o Flu ensaiou uma reação e empatou o jogo: 2×2. Em Salvador, o Vitória saiu na frente, mas o Vasco logo empatou. 1×1. No placar agregado, 5×1 pro time de São Januário. O Corinthians levantou em 95 e 2002 a Copa do Brasil, taça ainda inédita pro Vasco.
P.S. – No primeiro jogo, nesta quarta-feira, Ronaldo deve desfalcar o Corinthians. Há uma coincidência que marca este duelo. No ano passado, o Corinthians disputava a série B e foi avançando na Copa do Brasil, chegando à final. Em 2009, o Vasco disputa a B e encontra o alvinegro do Parque São Jorge, no jogo do “eu sou você amanhã”. O Globo Esporte (entre no site do programa) desta terça-feira exibiu reportagem do Felipe Diniz sobre essa coincidência (veja aqui).
Sairá do Sul um dos finalistas da Copa do Brasil. O Inter se classificou para a semifinal ao derrotar o Flamengo por 2×1 no Beira-Rio, ao som da versão colorada para Brasília Amarela, dos Mamonas. O gol da classificação só saiu aos 43 do segundo tempo. Cobrança de falta de Andrezinho, ex-Fla (veja). O Inter (campeão em 92) decidirá contra o Coritiba, que eliminou a Ponte Preta com um gol do argentino Ariel.
A semifinal do centenário
P.S. – Primeira partida no Beira-Rio. A volta será no Couto Pereira. E como bem nota o blog do Fernando Magalhães, Internacional e Coritiba começam no Beira-Rio a semifinal do centenário! É que o Colorado já comemorou seus 100 anos em 4 de abril. O Coxa sopra 100 velinhas em 19 de setembro (muito bom o site dos 100 anos). Muito bacana essa promoção da semifinal, que está nos sites tando do lado vermelho como do lado verde. Acho bom os clubes do Sudeste abrirem o olho: Inter, Grêmio, Atlético-PR e Coritiba estão dando de goleada em termos de marketing e fidelização de torcedores. No mínimo, no mínimo, um passo à frente.
Você coleciona algo relacionado ao futebol? Camisas? Flâmulas? Times de botão? Então, vai ficar louco com a segunda exposição temporária do Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu (a primeira foi sobre Pelé). Mania de Colecionar traz mais de 5 mil objetos como esses, num “grande painel da paixão pelo futebol e pelo ato de colecionar”. Para o público em geral, abre nesta quarta-feira, 20 de maio. O ingresso mais caro custa seis reais e você pode percorrer todas as salas do Museu, da Grande Área ao Jogo de Corpo. Confira neste link a entrada ao vivo sobre a exposição feita pelo repórter Ivan Moré, no Globo Esporte SP. Veja nos textos abaixo um representante de cada item da nova exposição. Leia outros textos do blog Fut Pop Clube sobre o Museu clicando aqui.
Flâmula da Copa 70, coleção de Marcelo Monteiro. FOTO: Bruno Gabrielis, Museu do Futebol
Flâmula aqui no Brasil, galhardete em Portugal, banderín na Espanha, pennant na Inglaterra. Nomes daquelas peças que capitães dos times trocam, geralmente antes de jogos internacionais entre clubes e seleções. A exposição temporária Mania de Colecionar leva 250 flâmulas ao Museu do Futebol. Copas, seleções e clubes representados. Ao lado, temos um exemplar da coleção de Marcelo Monteiro, do Memória E.C., reverência ao Tri na Copa do México, em 1970. Ele tem 40 flâmulas expostas no Museu, a maioria relativa às Copas. No blog Memória E.C., você encontra mais fotos da mostra Mania de Colecionar.
Abaixo, mais exemplos, tirados de celular.
Eu já comecei a minha pequena coleção. No “verso”, digo, clicando em LEIA MAIS, a flâmula do Sparta Praga que uma amiga querida trouxe de viagem da República Tcheca… Continuar lendo “Mania de Colecionar: 250 flâmulas”→
Camisa do Mixto, acervo José Cassio Erbist. Foto: Bruno Gabrielis, Museu do Futebol
Interessantíssima esta camisa do tradicional Mixto Esporte Clube, o Tigre de Cuiabá, com estampa de tuiuiu em homenagem ao Pantanal. É da coleção de José Cássio Erbist. E está entre os 119 uniformes raros da mostra Mania de Colecionar, no Museu do Futebol. O objetivo dos curadores foi ter times dos 27 estados brasileiros representados. Legal.
Este é o Ceará, coleção Gabriel Mott. Foto: Bruno Gabrielis/Museu do Futebol
Para craques do futebol de botão de todas as idades, a mostra Mania de Colecionar deve ser enlouquecedora. Estão expostos 5 mil botões, quase 500 times, de tudo quando é material e fabricante, como este do Ceará, da coleção do Gabriel Mott, em foto do Bruno Gabrielis, do Museu do Futebol. Há quatro vídeos, que trazem detalhes sobre a fabricação dos times, depoimentos de botonistas, colecionadores e o que promete ser mais engraçado: uma simulação de Brasil 4 x 1 Itália, numa mesa de futebol de botão! É uma hilária ficção, em que o botão do Baggio isola um pênalti contra o gol de Félix. Gérson é “o único botão canhoto”. Garrincha, “o botão das pernas tortas”… Narração do Paulo Bonfá, do Rock Gol da MTV. Mania de Colecionar fica no Museu do Futebol até 16 de agosto. Vale lembrar: não abre segunda nem em dia de jogo no estádio do Pacaembu. Continuar lendo “Mania de Colecionar: 5 mil botões”→
“Que fase!”, diria o locutor Milton Leite, do Sportv, sobre o momento do São Paulo. Jogadores se machucam a toda hora. O capitão Rogério Ceni fora pelo menos quatro meses. Agora, não é que o Bosco, reserva de Rogério, sofre uma contusão no joelho? Quem deve jogar no gol tricolor no clássico de domingo contra o Palmeiras é o terceiro goleiro, Denis, de 22 anos, que veio da Ponte Preta no começo do Ano. Não será a primeira fogueira que o jovem camisa 12 encara no tricolor. No clássico contra a Lusa, pelo Paulistão, em 25 de janeiro, Rogério se machucou durante o segundo tempo. Era Denis quem estava no banco. O moço de Jaú entrou e não decepcionou.