A capital da Espanha parou duas vezes no domingo. Logo de manhã, para receber os campeões europeus. No começo da noite, mais festa, quando o elenco do Real Madrid mostrou a sua 11ª”orelhuda” na prefeitura e na sede da Comunidade de Madri e no Santiago Bernabéu. Na Fnac madrilenha, encontrei um single de vinil, com o hino “Hala Madrid” e mais três músicas cantadas por José de Aguilar Granados. O compacto foi editado em 2014 pela Discos Marfer /Lolipop pra comemorar o então 10º título europeu dos galáticos.
Saudamos o Deportivo Alavés, que na temporada 2016-2017 voltará a participar de La Liga, a primeira divisão do futebol espanhol, depois de 10 anos! O Alavés é da cidade basca de Vitoria-Gasteiz e fez bonito no começo dos anos 2000, chegando a disputar uma final de Copa Uefa (hoje “Sevilla League”, digo, Liga Europa) contra o Liverpool.
Ainda há duas vagas em jogo na elite espanhola. Uma delas é direta. E o Leganés, da região de Madri, está mais perto dessa vaga. A terceira, confirmada só depois de um play-off envolvendo os clubes que ficam de 3º a 6º da segundona espanhola (Liga Adelante), está entre o Nástic Tarragona (Catalunha), Real Zaragoza (Aragão), Córdoba (Andaluzia), Girona (Catalunha), Osasuna (Navarra) e Alcorcón (outro da região de Madri). Continuar lendo “Para o alto e avante”→
Coimbra, 20 de maio de 2016
Seis dias depois de conquistar o 35º título nacional, os atuais tricampeões portugueses também venceram a Taça CTT (a Taça da Liga de Portugal, competição mata-mata disputada por equipas da primeira e da segunda liga lusas – o Benficaganhou 7 das 9 edições). E com goleada. 6×2 em cima do Marítimo, da Ilha da Madeira. Jogo bom, aberto, e olha que mesmo com o placar elástico, o goleiro benfiquista Ederson fez importantes defesas.
O encarnado jogou de branco e o Marítimo tem um uniforme rubro-verde que lembra o da Portuguesa Santista.
Festa em campo e nas arquibancadas. Os adeptos do Benfica lotaram o estádio Cidade de Coimbra (ao todo, mais de 28 mil torcedores) e cantaram do início ao fim.
Vamos cantar pelo Benfica, o maior de Portugal.
Força Benfica!
Avante pelo SLB! O teu destino é o de vencer
Acompanhei a festa beeem de perto!
O Benfica goleou com Ederson; André Almeida, Luisão, Jardel e Grimaldo; Samaris, Gaitán (Gonçalo Guedes), Pizzi e Renato Sanches; Mitroglou (Talisca) e Jonas (Raúl).
“Manita” é como os espanhóis se referem a goleadas com 5 tentos. Com o 5×0 sobre o rival de Barcelona, o Espanyol, podemos dizer que o Barça ficou com uma “manita” na taça de campeão espanhol. Só depende dele mesmo na última rodada. Basta vencer o Granada sábado, na Andaluzia, pra ficar com La Liga. O Real Madrid precisa vencer o Deportivo no Riazor, em A Coruña, e secar o Barça. O guerreiro Atlético de Madrid derrapou contra o Levante em Valencia e está fora dessa briga. Mas os dois rivais da capital fazem dia 28 na Itália mais uma final espanhola da Champions.
O goleiro do Espanyol apimentou o clássico com uma declaração sobre quem gostaria que ficasse com o título
O dérbi entre duas equipes de orçamentos muito diferentes foi apimentado por uma declaração do goleiro blanquiazul, Pau López, que disse querer que um dos times de Madri ficasse com La Liga. Foi muito vaiado e levou uma mão cheia de gols. Todos de sul-americanos. O tridente funcionou desde o começo do jogo. Marcaram Messi (numa cobrança falta perfeita), duas vezes Suárez, Rafinha e Neymar.
Suárez deixou dois gols.
Foi o dérbi barcelonês de maior público nos últimos dez anos: 91.610 espectadores, incluindo este que vos digita.
Antes do clássico, teve mosaico, minuto de silêncio e outras homenagens ao locutor Manel Vich, que durante quase 60 anos foi a voz do Camp Nou. Ele era voluntário, trabalhava como locutor oficial do estádio de graça. A cabine que Vich usava ficou vazia e sua frase de abertura da jornada foi reproduzida:
Olha que 10 o programa Casual Football que foi pra rede dias antes do Leicester City conquistar o inédito título da Premier League. Ao som do Kasabian, banda da cidade – os caras torcem pros foxes e são fanáticos por futebol.
Mais um estádio de La Liga “ticado” aqui pelo Fut Pop Clube. O estádio de Riazor pertence à prefeitura de A Coruña e nele joga o Real Club Deportivo, o Dépor, que em março de 2016 completou 110 anos de fundação.
Neste momento em que o Leicester pode ser campeão inglês pela primeira vez, algumas pessoas fazem uma comparação com o Super Dépor, campeão espanhol de 1999-90. Dois times tradicionais que viveram temporadas históricas! As homenagens a Bebeto e Mauro Silva estão já do lado de fora do Riazor e continuam dentro da loja oficial, a DeporTienda. Os provadores de roupa têm os nomes e números de Valerón (10) e Bebeto (11).
O Riazor é de 1944, passou por reformas grandes antes da Copa do Mundo de 1982 (quando A Coruña recebeu três partidas) e no final dos anos 90. Ficou com estilo inglês. Torcida bem perto do campo, ótima visão do jogo, excelente acústica – o que torna qualquer vaia ensurdecedora. Hoje tem capacidade para uns 35 mil torcedores.
As arquibancadas laterais têm linhas retas. As que ficam atrás de cada um dos gols são um pouco mais altas, e sobem num formato arredondado, como se a cobertura fosse uma onda, ou talvez uma baía. Aliás, um dos gols dá de fundo para a Playa de Riazor. O que ajuda a explicar o vento friozinho, num fim de tarde de primavera, começo de maio de 2016.A outra, onde ficam os torcedores ultras, os Riazor Blues, dá para a torre de Marathón, fora do estádio.
A torre de Marathón
Os Riazor Blues animam o Dépor quase que sem parar, e os cantos lembram mais as “hinchadas” argentinas. Puxam o restante dos torcedores em todo o estádio.
Hora antes da partida, o “recebimiento” do ônibus do clube é bem barulhento e colorido.
“Recebimiento” caloroso da torcida deportivista ao ôniuis do time
O Chacarita Juniors “cumple” 110 anos neste domingo, primeiro de maio. O clube rojo, blanco y negro (hoje na segunda divisão, foi campeão argentino em 1969) tem sua camisa 1 com um desenho igual à da camisa 2 do São Paulo.
O horário é um só. 18h10. A sala 4 do Caixa Belas Artes não é assim um Maracanã dos cinemas. Mas os torcedores dos times cariocas que moram em São Paulo e todos os ‘futboleros’ interessados nas melhores décadas do futebol brasileiro precisam ver “Geraldinos”. Os diretores Pedro Asbeg e Renato Martins (que já tinham sido premiados por “Democracia em Preto e Branco”) levantaram a taça de melhor longa tanto na edição carioca como na paulista do festival CINEfoot, em 2015, com estes 73 minutos de barulho em homenagem ao Maraca das antigas e seus ricos personagens, os geraldinos.
A equipe do filme registrou os dez últimos jogos do velho Maraca com a geral, em 2005. Uma década depois, reencontrou no estádio lipoaspirado alguns geraldinos como o “Mister M”, “Índio”, Vovó Tricolor e Edgar, um tricolor que invadiu o gramado do Maracanã num Fla-Flu de 1982 em que o time de seu coração perdia por 3×0 e foi pedir pro Zico não marcar gol. Dois anos depois, Edgar batizaria seu filho com o nome do herói tricolor num Fla-Flu decisivo: Assis.
Emoção não falta no documentário “Geraldinos”. Sem falar no riquíssimo material de arquivo, cenas de outros filmes feitos, editados num ritmo brilhante – o som do grupo Bixiga 70 está na trilha sonora. Os depoimentos são muito bons, e o apolinho Washington Rodrigues, comentarista de rádio no Rio, dá a letra: “nem eu sei quem é o dono do Maracanã. Sei que não é meu”.
“Paysandu, 100 Anos de Payxão”,selecionado para a etapa carioca do sétimo CINEfoot, no Rio, em maio de 2016, já pode ser visto no canal Now, por R$ 9,90 o aluguel. Confira como foi no Cinefoot em Sampa, final de 2015.
O Espaço Itaú de Cinema da rua Augusta, no coração de Sampa, teve uma noite de estádio Olímpico Mangueirão nesta terça-feira.
Cartaz do filme
O filme “Paysandu, 100 Anos de Payxão” foi exibido no CINEfoot, fora de concurso, na sessão de encerramento da edição paulistana do festival de cinema de futebol. Festa no saguão, gritos de bicolor… Papão… e na sessão, os gols de ídolos como Vélber, Robgol e Iarley foram comemorados quase que como se a galera estivesse na Curuzú ou no Mangueirão. O documentário de Gustavo Godinho e Marco André levou mais de 15 mil pessoas aos cinemas no Pará e Amapá, excelente número para um doc.
Outro filme sobre torcida apaixonada, na rodada dupla do CINEfoot, que na preliminar, digo, na sessão das 19h, exibiu o argentino “Locura que Enamora MI Ciudad” sobre outro time azul e branco, o Talleres, de Córdoba. E se as torcidas dão…