Nomes para não esquecer

Elenco campeão da Copinha 2010. FOTO Bruno Miani VIPCOMM

Richard, o “nome do jogo” (porque poderia ter sido expulso; porque defendeu 3 pênaltis); Filipe Aguaí (depois Willian), Fabiano, Bruno Uvini e Felipe (depois, Paulo Henrique); Casemiro, Zé Vitor, Jefferson e Marcelinho; Roniele e Lucas Gaúcho (depois, Rener). Técnico: Sérgio Baresi.

Peço emprestado o título da faixa 17 do CD Coração de 5 Pontas, gravado por Hélio Ziskind (saiba mais no post anterior), que menciona uma infinidade de grandes jogadores que passaram pelo time do São Paulo, para anotar os nomes desses garotos do tricolorzinho sub-18, campeões da Copinha 2010. É claro que meu objetivo não é comparar as jovens promessas às feras citadas na bela homenagem de Ziskind a Bellini, De Sordi, Dino Sani, Lugano, Luís Fabiano,  Mirandinha, Pita, Poy, Silas, Waldir Peres e muitos outros.  Mas sim deixar na blogosfera os nomes desses 11, 14 atletas. Vamos dar tempo ao tempo… pelo menos um, talvez dois ou três anos para ver quem decola como o “foguete tricolor” do CD infantil mencionado. É importante ter paciência. Da Copinha, participam jogadores do sub-18.  Por outro lado, com tantos reforços (Alex Silva, André Luís, Xandão, Léo Lima, Marcelinho e Carlinhos Paraíba, Rodrigo Souto, Cléber Santana, Fernandinho), será que a molecada que sai da base são-paulina terá oportunidade de uma sequência de jogos?

Em tempo. Do time do Corinthians campeão da Copinha em 2009, o Boquita costuma aparecer no time de cima, tem marcado seus golzinhos.  O lateral-esquerdo Bruno Bertucci foi emprestado ao São Caetano. E o meia Marcelinho, para o Monte Azul.

São Paulo da Floresta

Publicado em 25 de janeiro de 2010

O CD Coração de 5 Pontas, de Hélio Ziskind (autor da trilha de Cocoricó), bolado pelo publicitário Rui Branquinho e ilustrado por Gustavo Duarte, conta a vida do tricolor paulista em 18 músicas, de olho nos torcedores mirins – e seus pais, tios, avós e padrinhos corujas… Não ficaram de hora os 5 anos de história do chamado São Paulo da Floresta, também SPFC, fundado há exatamente 81 anos, num 25 de janeiro, por boleiros descontentes com o fim do futebol no Clube Atlético Paulistano (vermelho e branco) e na Associação Atlética das Palmeiras (uniforme preto e branco). O campo da A.A. das Palmeiras era a Chácara da Floresta, que chegou a ser o maior estádio paulista, e rendeu o apelido do precursor do São Paulo F.C. de hoje.

Ilustração de Gustavo Duarte para o encarte do CD

São Paulo da Floresta que é tema de 3 músicas no comecinho do CD do Hélio Ziskind. Viajando pelo Tempo lembra do Paulistano, “pai do tricolor” e do craque Friedenreich. Em  Era Uma vez um Lugar, Hélio Ziskind descreve o campo da Floresta, “na beira do rio Tietê… uma arquibancada de madeira/e uma cerca branca ao redor” e o título paulista de 1931 (tema da ilustração acima, do Gustavo Duarte, presente no encarte do CD). A taça do Paulistão de 1931 está lá, no Memorial do São Paulo Futebol Clube, no Morumbi. A falência do tricolor da Floresta também é cantada no CD Coração de 5 Pontas. Seguida pela segunda fundação, em dezembro de 1935. O resto é história, ou letra e música de Hélio Ziskind.

Conheça mais sobre o CD no site da gravadora MCD.

LIVROS  SOBRE A HISTÓRIA DO SÃO PAULO FC, INCLUINDO O PERÍODO DO TRICOLOR DA FLORESTA… Continuar lendo “São Paulo da Floresta”

Para Leônidas, o homem de borracha

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O homem de borracha no Memorial do SPFC"

24 de janeiro. 6 anos sem Leônidas da Silva. O primeiro brasileiro a terminar uma Copa do Mundo como artilheiro: a de 1938, na França, com 7 gols, segundo site da Fifa. Virou homem de borracha, para os franceses, encantados. Seu apelido brasileiro, diamante negro, virou nome de chocolate, inspirou o título da ótima biografia escrita por André Ribeiro. O “Pelé” antes da era Pelé, jogou (e aprontou!) no Sírio e Líbanes, São Cristóvão, Bonsucesso, Penãrol, Vasco, Botafogo, Flamengo (campeão nos 3 grandes grandes cariocas onde jogou),  São Paulo (cinco títulos paulistas na década de 40!) e Seleção Brasileira. Também é personagem de um belo samba eternizado por Carmen Miranda, regravado por Marcos Sacramento, Deixa Falar, e do CD Coração de 5 Pontas, recém-lançado por Hélio Ziskind.

Leia mais sobre grande craque aqui.

95 anos do 1º jogo do Palestra Itália

Está no livro do Alberto Helena Jr. sobre o Palmeiras e também na seção de história do site oficial do alviverde. Em 24 de janeiro de 1915, o Palestra Itália (fundado em 26 de agosto do ano anterior) jogou sua primeira peleja. Um amistoso contra o Savóia, de Vorotantim – também um clube da comunidade italiana. Palestra venceu por 2×0 (gols de Bianco e Alegretti) e levou a Taça Savóia. Existe uma polêmica sobre qual camisa foi usada. Seria azul o 1º uniforme do Palestra?Não, afirma o site do Palmeiras: “na partida inaugural, o Palestra Itália vestiu camisa verde com punhos e golas brancas. Do lado esquerdo do peito, as letras “P” e “I” apareciam bordadas em branco e sobrepostas uma na outra. Como no destaque ao lado.

Fonte: site do Palmeiras e livro Palmeiras, a Eterna Academia de Alberto Helena Júnior, pela DBA.

Copa Africana de Nações

Palancas Negras x Estrelas Negras. Elefantes contra Raposas do Deserto. Faraós x Leões Indomáveis. Os Chipolopolo (balas de cobre) contra Super Águias. almanaqueCom uma ajudinha do transado Almanaque do Futebol Sportv, dos jornalistas Gustavo Poli e Lédio Carmona, vamos “traduzir” os apelidos das 8 seleções classificadas para as quartas-de-final da Copa Africana de Nações, a CAN.

Palancas Negras = seleção de Angola

Estrelas Negras = seleção de Gana

Elefantes = Costa do Marfim (confira ilustração bolada pela artista plástica Lais Sobral pro blog)

Raposas do Deserto = seleção da Argélia

Esta é fácil: faraós = seleção do Egito

Leões Indomáveis: Samuel Eto´o e cia (confira a ilustração de Lais Sobral em homenagem a Camarões).

Chipolopolo (balas de cobre): apelido da seleção de Zâmbia.

Super Águias = seleção nigeriana (confira a ilustração da artista)

Esta fase de mata-mata das CAN será disputada domingo e segunda-feira agora. Vale lembrar que Leões Indomáveis (Camarões), Elefantes (Costa do Marfim), Estrelas Negras (Gana), Raposas do Deserto (Argélia) e Super Águias (Nigéria) também disputam a Copa do Mundo a partir de junho, na casa dos Bafana Bafana, os sul-africanos, que não se classificaram para a Copa Africana de Nações.

Ora, bolas! O futebol pelo mundo

Anfiteatro de El Jem, Mahdia, Tunísia FOTO Caio Vilela

Jogar bola no anfiteatro da foto acima, na Muralha da China, nas ilhas Galápagos… Onde o fotógrafo Caio Vilela encontrava gente batendo bola, clicava. São dele 37 das 51 fotos expostas na exposição Ora, Bolas! O Futebol Pelo Mundo, que fica no Museu do Futebol, em São Paulo, até 11 de abril. Numa vitrine, dá para ver as gorduchinhas usadas nas Copas do Mundo desde 1970. No fim do ano passado, saiu um livro com as fotos de Caio Vilela pelos quatro cantos do mundo. Pra quem estiver em São Paulo no feriadão, pode ser uma bom programa conhecer ou rever essa e outras atrações do Museu. Às quintas-feiras, a visita é de graça. Continuar lendo “Ora, bolas! O futebol pelo mundo”

Para Mané

Neste 20 de janeiro, Fut Pop Clube lembra livro, filmes e algumas músicas sobre o anjo de pernas tortas. O livro, escolha óbvia, é um clássico das biografias sobre ídolos populares. Estrela Solitária – Um Brasileiro Chamado Garrincha, de Ruy Castro, pela Companhia das Letras. Que inspirou um filme romanceado, Garrincha, Estrela Solitária, de Milton Alencar, com o ator André Gonçalves no papel de Mané; a bela Thaís Araújo interpreta Elza Soares . Pena que não bateu um bolão nem de crítica nem de bilheteria. Há ainda o documentário Garrincha, Alegria do Povo, do diretor cinema-novista Joaquim Pedro de Andrade, lançado em 1963, pouco depois do bi mundial da Seleção e do bi carioca do Botafogo (leia mais aqui).

Tem frevo para Garrincha
Tem frevo para Garrincha

Gostaria de lembrar de um sensacional frevo de Antonio Nóbrega que descobri por acaso. Garrincha não é a faixa 7, mas a 12 do primeiro volume do CD “Nove de Frevereiro“. Fala com encanto de “um bobo da corte, um herói brasileiro”… que “deixou pátria órfã, sem circo a nação”. Também presente no DVD do show de Nóbrega – capinha reproduzida ao lado.
O livro que o jornalista Beto Xavier lançou pela Panda cita um mambo que entrou na trilha sonora do filme Garrincha, Alegria do Povo. E muitas outras canções sobre o herói da estrela solitária (para Beto, Garrincha só perde de Pelé em nº de músicas). Mané mereceu um capítulo inteiro do livro Futebol no País da Música – páginas divididas com Elza Soares, que casou com o camisa 7  e gravou sambas do craque das pernas tortas.

Em abril de 2009, Fut Pop Clube publicou uma série de posts, graças ao Beto Xavier, “Futebol em 11 Ritmos“. Pedi ao Beto para indicar uma balada nota 10. A resposta dele está abaixo: Continuar lendo “Para Mané”

A semifinal de Manchester

Derby dramático na partida de ida por uma das semifinais da Copa da Liga Inglesa, a Carling Cup, 50 anos de tradição na terra da rainha. O Manchester City (flâmula ao lado esquerdo, tem a lista de todas as conquistas do clube, sensacional!) recebeu no seu estádio o arquirrival, o poderoso Manchester United (flâmula à esquerda). Os vermelhos saíram na frente: passe de Evra para Valência, cruzamento para Rooney, mas foi o eterno camisa 11 Giggs, livre livre, , quem abriu o placar. Passe de  Carlitos Tévez na esquerda para o rápido Bellamy, derrubado pelo brasileiro Rafael. Os red devils reclamaram, mas o juiz do pênalti. Que Tévez bateu. Indefensável para Van der Sar. Virou 1×1. No segundo tempo, Zabaleta deu um grande passe de cabeça para JKompany na direita, que cruzou e … quem mais se não Carlitos Tévez? Com uma cabeçada do argentino, o Manchester City virou o derby no seu estádio (City of Manchester) e segurou a vitória apesar da pressão total do United. Semana que vem, o jogo de volta, no estádio do Man Utd. Amanhã, a segunda partida da outra semifinal: Aston Villa x Blackburn Robers, em Birmingham. O time da cidade do Black Sabbath venceu a primeira: um a zero. A final da Carling Cup (a cinquentenária Copa da Liga Inglesa é patrocinada por essa cerveja) será no novo estádio de Wembley, em 28 de fevereiro.

Na Inglaterra, além do nome do patrocinador, a Copa da Liga é conhecida também como Football League Cup (veja o site aqui).  Não confundir com a mais-que-centenária Copa da Inglaterra, lá chamada FA Cup (aqui o link, no site da Football Association).

Começou o futebol

Não, este post não é para falar da rodada. Das vitórias de Grêmio, Internacional, Botafogo, Flamengo, Fluminense, Vasco, das goleadas do Palmeiras e do Santos (quanta novidade os grandes vencerem nos estaduais!), do vira que o São Paulo dançou diante da Portuguesa no Morumbi, do empate do Corinthians contra o Monte Azul. Blogar menos sobre resultados de partidas é uma das minhas promessas para 2010.

Este texto tem a ver com o começo do futebol no Brasil, que está diretamente ligado aos campeonatos estaduais, a partir de 1902!

Na verdade, gostaria de reproduzir uma indicação do seu Domingos D´Angelo, do grupo MemoFut, que discute literatura e memória do futebol. O artigo “O high society, o football e a galera agradecida”, do historiador e professor Sílvio Pêra, publicado na edição 75 da revista História Viva, de janeiro 2010, que está nas bancas. Oito páginas muito interessantes que mostram como o esporte importado da Inglaterra, no começo limitado à elite, se popularizou com a fundação de clubes ligados a fábricas e comunidades de imigrantes. Se você se interessa pela origem de grandes times brasileiros ou de simpáticos e tradicionais clubes como Juventus e Bangu, vale a pena comprar ou pelo menos ir até a banca e dar uma lida. O melhor é que o professor Sílvio Pêra prepara um livro sobre a história do futebol no país. Vem coisa boa por aí.