Rock na tela

Slade in FlameComeçou a 3ª Mostra de Cinema Rock promovida pela marca Totem, no Rio de Janeiro. Até quinta-feira que vem, 12 de novembro, o cine Estação Ipanema passa de dois a três filmes por dia. Confesso que não conhecia a mostra e já fiquei com vontade que ela se espalhe além Rio. A programação deste ano começou com o documentário “U.S. x John Lennon” e “A Technicolor Dream”, com Pink Floyd e Syd Barrett. Neste sábado, tem “Kissology”, DVD do Kiss, às 17h. “Slade in Flame“,  filme de 1975 com a banda glam Slade (Cum´On Feel The Noize! ), às 19h30. E o documentário “Punk Attitude”, do cineasta Don Letts, que já foi comentado aqui no blog, às 21h30. Continuar lendo “Rock na tela”

México 70 no Bom Retiro

ano-em-que-meus-pais-poster011O projeto Cinema no Museu do Futebol passa nesta sexta-feira, 30/11, o emocionante O Ano em que Meus País Saíram de Férias –  melhor filme pelo júri popular na Mostra de SP e no Festival do Rio, em 2006 . Horário: 18h30. De graça. A distribuição de senhas começa meia hora antes. Para mim, é uma das duas melhores ficções nacionais que abordam futebol, ao lado do primeiro Boleiros, do Ugo Giorgetti. Continuar lendo “México 70 no Bom Retiro”

“Rock é Rock Mesmo”

allmovie.comEra o título brasileiro do filme-concerto do Led Zeppelin feito para os cinemas, “The Song Remains the Same”, registro de concertos no Madison Square Garden.  No documentário “A Todo Volume”, em cartaz na Mostra de Cinema de SP, Jimmy Page conta que sua guitarra de dois braços foi feita por causa da épica balada “Stairway to Heaven”. Continuar lendo ““Rock é Rock Mesmo””

Zaire 1974: “O Poder do Soul”.

facebook soul powerKinshasa, capital do Zaire (hoje Congo), setembro de 1974. Os produtores Hugh Masekela e Stewart Levine inventam um festival de música para aproveitar o auê da luta de boxe pelo título mundial entre os peso-pesados Muhammad Ali e George Foreman. Zaire 74 reuniu feras como James Brown, godfather of soul, BB King, o rei do blues, Miriam Makeba, Celia Cruz, Bill Withers (que vozeirão!), The Crusaders, o conjunto vocal The Spinners e outros. 35 anos depois, sai o filme O Poder do Soul (Soul Power), em cartaz na Mostra de Cinema de São Paulo. Um documentário tradicional de concerto, mas se você está atrás de um bom balanço, de música de alta voltagem, como eu, pode ir brincando. Continuar lendo “Zaire 1974: “O Poder do Soul”.”

Telê na tela

Praça com o nome do mestre, no Rio. FOTO Fut Pop Clube
Praça com o nome do mestre, no Rio.

Telê Santana (1931-2006) é muito lembrado pelas dezenas de conquistas do São Paulo na primeira metade da década de 90, incluindo dois terços das glórias continentais e mundiais do tricolor paulista. Agora que o Atlético Mineiro está mais do que na briga pelo segundo título nacional, quem se lembra quem era o técnico do Galo forte e vingador, campeão do Brasileirão de 71? Ele mesmo, o mestre, tema do documentário das jornalistas Ana Carla Portela e Danielle Rosa: Telê Santana – Meio Século de Futebol-Arte. Volto ao tema porque o doc, em fase de finalização, está cadastrando fãs interessados.  Continuar lendo “Telê na tela”

Amando a Maradona

maradona-por-kusturica1Maradona se despediu do Nápoli em 1991. No nada convencional documentário de Emir Kusturica sobre “el diez”, exibido aqui pela 1ª vez na Mostra de SP de 2009, há uma cena na cidade do sul da Itália. Autêntica beatlemania, digo, diegomania. Os tifosi batem nos vidros, chacoalham… quase viram o veículo que leva o ídolo que deu as maiores glórias ao Nápoli. São cenas de 2005 – 14 anos depois da última partida do parceiro de Careca com aquela camisa celeste napolitana.
Maradona”, o filme (classificação: 14 anos), acompanha Kusturica tentando entrevistar o mito. O craque dá uma canseira no cineasta – Kusturica, ele mesmo um movie/rock star, cabelos compridos, aparece tocando guitarra com sua banda. Quando finalmente senta para o fuça-a-fuça ao diretor, Maradona se pergunta: “que jogador eu teria sido se não fossem as drogas?”.  Humilde, quase nada arrogante, o gênio brinca até que é mais bonito que Cláudia – esposa que segurou todas as barras.
É claro que quem não gosta dessa peça rara dificilmente deve passar na porta do cinema. Para quem se interessa pelo pibeMaradona traz um belíssimo arquivo sobre a vida, glória, queda e parte da recuperação do craque. Um festival de gols sensacionais, dividido em blocos, que sempre terminam com o “gol do século” – e animações que tiram sarro de Margaret Tatcher, Blair, Bush, ao som de “God Save the Queen”, hino anarco-punk dos Sex Pistols.
Música? O filme de Kusturica tem bastante. Manu Chao e seu guitarrista emocionam Diego com uma versão à capela, nas ruas de Buenos Aires, de “La Vida Tombola”. Mas acho que o momento mais emocionante é a cena de Maradona num palco, cantando a música “La Mano de Dios”, composta por Rodrigo, amigo dele (veja aqui). Continuar lendo “Amando a Maradona”

“À Procura de Eric”

califórnia filmesSerá que o filme do inglês Ken Loach com hilária participação do Eric Cantona (também produtor executivo) conseguirá atrair um público que não tem a mínima ideia de quem foi o marrento jogador francês, ídolo do Manchester United na década de 90? Tomara! Vi A Procura de Eric na sessão de abertura da Mostra de Cinema de São Paulo, no Auditório Ibirapuera e gostei muito. Futebol, paixão pelo Manchester United (e até pelo FC United, dissidência do clube fundada por torcedores insatisfeitos com a venda do ManU para o investidor Malcolm Glazer), gols e lances bonitos de Cantona se encaixam -sem forçar a barra- no drama sobre o carteiro Eric, ainda apaixonado pela primeira mulher, e cria sozinho dois adolescentes. Claro, é torcedor fanático do Manchester United. Continuar lendo ““À Procura de Eric””

Vida de Goleiro

ano-em-que-meus-pais-poster011O Ano em que Meus País Saíram de Férias faturou os prêmios de melhor filme pelo júri popular na Mostra e no Festival do Rio, em 2006.  Para mim, é um dos mais emocionantes filmes brasileiros recentes. E certamente uma das duas melhores ficções nacionais que abordam futebol, ao lado do primeiro Boleiros, do Giorgetti. O Ano em que Meus Pais quase se chamou Vida de Goleiro.
É que o menino Mauro (Michel Joelsas) jogava de goleiro nas peladas no Bom Retiro, bairro de judeus, italianos e outras comunidades em São Paulo, onde ele é deixado pelos pais, no período mais duro dos anos de chumbo. O ano é 1970. Tempos de Copa do Mundo no México, “Pra Frente Brasil”, “ame-o ou deixe-o”. Seleção = pátria em chuteiras. E que seleção foi aquela!  Vida de Goleiro, ou melhor, O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias é altamente recomendado pra quem gosta e pra quem odeia futebol. Destaque para a direção do elenco infanto-juvenil e de Germano Haiut como Shlomo. Continuar lendo “Vida de Goleiro”

Gol da Mostra de Cinema

poster_MOSTRA 33 A 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo começou com uma sessão só para convidados do filme “À Procura de Eric”, de Ken Loach, que tem o controverso ex-jogador francês Eric Cantona (fez fama com a camisa 7 vermelha do Manchester United) como ator, no papel dele mesmo. Mas não é documentário, não é um filme só sobre futebol, que entra como pano de fundo no drama do carteiro Eric, separado da mulher, que cria 2 adolescentes. Foi aplaudido na sessão de abertura. A Mostra traz, entre centenas de filmes, algumas películas que já mencionei aqui no Fut Pop Clube. A obra de Emir Kusturica sobre Maradona e os documentários O Poder do Soul/Soul Power e  A Todo Volume (It Might Get Loud) – com os heróis da guitarra Jimmy Page, The Edge e Jack White. Continuar lendo “Gol da Mostra de Cinema”