Se é verdade que a Eurocopa é uma Copa do Mundo sem Brasil e Argentina, então, o melhor jogo internacional deste fim de semana foi ‘off-cup’, por enquanto. Quem foi ao Metlife Stadium, contruído no lugar do Giants Stadium, em Nova Jersey, se deu muito bem. Brasil e Argentina fizeram um excelente jogo, com três viradas, sete gols – três do melhor jogador do mundo, Lionel Messi (hat-trick contra o Brasil!). No final, 4 a 3 para eles, mas valeu pelo espetáculo. Melhor do que os quatro jogos da Eurocopa até agora (mesmo sabendo amistoso é difrente de copa, ainda mais numa fase de grupos de 4 times, 6 jogos, apenas 2 classificados, o futebol tende a ser mais comedido do que num amistoso).
Chelsea x Liverpool. A decisão do torneio mais antigo do mundo será neste sábado, 5 de maio, no novo Wembley. O vencedor leva a FA Cup e … a bagatela de 1.800.00 libras!
O Liverpool, que já conquistou a Copa da Liga Inglesa 2012, terá a chance de levantar sua oitava FA Cup, cerca de um mês antes de completar 120 anos.
O Chelsea tentará sua sétima copa. O maior campeão é o Manchester: 11 taças.
A página da Copa no site da FA contém os resultados da competição desde 1872, quando os Wanderers venceram os Royal Engineers por 1×0, em Kennington Oval. Há um século, por exemplo, o Barnsley dobrou o West Bromwich Albion: 1×0, em Crystal Palace. E em 1962, o Tottenham Hotspur derrotou o Burnley por 3×1, em Wembley, sede da final desde 1923 (com interrupção entre 2001 e 2006, para construção da nova arena). Confira o ano que desejar saber aqui.
Publicado em outubro de 2010 Rogério Ceni, Fabão, Lugano, Edcarlos, Cicinho, Mineiro, Josué, Júnior, Danilo, Amoroso e Aloísio (depois Grafite).
São-paulino, esse time dá saudade, não dá? Em 18 de dezembro, o tricolor comemora o aniversário do tricampeonato mundial de clubes: aquela dramática “goleada de um a zero” contra Gerrard e a forte armada espanhola do Liverpool comandado por Rafa Benítez, em 2005. E o Daniel Perrone, que publica o Blog do Torcedor do São Paulo no globoesporte.com, escreveu seu relato da conquista: o livro Tri Mundial(Editorama). Olha o Blatter aplaudindo o São Paulo! Acima dele, o meio-campo Denílson. Continuar lendo “Tri Mundial”→
Publicado em outubro de 2010 Aguillera (depois Leonetti), Wilson Campos, Miro, Manoel e Mineiro; Mario e Lorico; Zé Mário, Sócrates, Osmarzinho (depois João Traina) e João Carlos Motoca. Com esse time, treinado por Jorge Vieira, o Botafogo de Ribeirão Preto empatou no Morumbi com o São Paulo – de Waldir Peres, Pedro Rocha (depois Muricy), Terto, Serginho, Zé Sérgio etc – já treinado por Rubens Minelli (que seria campeão brasileiro naquela temporada). O 0x0 valeu à Pantera da Mogiana o título de campeão do primeiro turno do Paulistão de 1977 (e a Taça Cidade de São Paulo). Na volta do time à Ribeirão, a cidade parou. Um dos orgulhos da história do tricolor de Ribeirão Preto, como mostra o livroBotafogo – Uma História de Amor e Glórias, de Igor Ramos (comprei o meu exemplar na loja do Museu do Futebol, algum tempo atrás). Os 92 anos do Botafogo Futebol Clube (comemorados esta semana, em 12 de outubro de 2010) são a deixa perfeita para falar deste belo livro sobre um clube tradicional do interior paulista, neste momento em que a gente vê times mudando de uma cidade para outr. Depois do Grêmio Barueri que foi pra Prudente, agora acompanhamos o Guaratinguetá de mudança para Americana (fico imaginando o ânimo com que moradores da simpática “Guará” vão acompanhar o restante da campanha da Garça do Vale na série B do Brasileirão. É lamentável esse troca-troca). Mas o tema do post é o Botafogo e Uma História de Amor e Glórias. O livro de Igor Ramos dedica um capítulo a grandes jogadores que passaram pelo Botafogo (a maioria, prata da casa). Como o meia Tim (Elba de Pádua Lima), o zagueiro Baldochi (que seria campeão do mundo na Copa 70, no México), o lateral Eurico (depois do Palmeiras, Grêmio, Seleção), o zagueiro Manoel (xerife de 1977), o ponta Zé Mário (que morreu precocemente, de leucemia), Paulo César (outro bom ponta, que jogou no São Paulo), o artilheiro Geraldão Manteiga (depois, do Corinthians). Sem falar nos irmãos Raí (vice-campeão da Taça São Paulo de juniores em 1984 com o Bota) e Sócrates (há uma lista de todos os jogos e gols do doutor pela Pantera, de 1972 a 78, e no finzinho da carreira, em 1989). Entre as muitas curiosidades e estatísticas do livro, há uma lista dos gols do Rei Pelé contra o Botafogo, as excursões internacionais e uma relação (atualizada até 27/02/2008) do Come-Fogo, o clássico de Ribeirão Preto, contra o Comercial.Continuar lendo “Botafogo FC: Pantera da Mogiana”→
Recorro uma vez mais ao fantástico acervo de escudinhos do site www.Distintivos.com.br – criado porLuiz Fernando Bindi, mantido por amigos após a morte do fundador – para deixar aqui minha homenagem aos trabalhadores que estão sendo resgatados no Chile. Acima dois escudos do Chile. O da esquerda é o da federação. E o da direita é o distintivo usado na camisa da seleção: La Roja! Continuar lendo “Distintivos e o resgate dos mineiros no Chile”→
Eles foram notícia durante a semana. Veículos como GloboEsporte.com e Folha de S.Paulo destacaram as atuações de Conca, Montillo eD´Alessandro no Brasileirão. Na revista Placar que acaba de chegar à bancas, o cruzeirense Montillo aparece liderando a disputa pela Bola de Ouro e pela Bola de Prata/categoria meia – prêmios oferecidos pela revista desde 1970. O tricolor Conca – rei das assistências no campeonato – aparece logo abaixo, em segundo entre os melhores meias e como terceiro melhor jogador. Após a 23ª rodada, o colorado D´Ale estava em 9º entre os meias, mas a julgar pelo fim de semana deve subir… Os três são argentinos. Montillo e D´Ale jogam com a 10. Conca, com a 11, mas pode ser considerado um típico camisa 10. Todos argentinos.
Montillo FOTO Washington Alves / Vipcomm
Coincidência? FutPopClube procurou dois jornalistas que escreveram livros sobre essa mística camisa, tão querida pelos brasileiros. Marcelo Barreto, do Sportv, hoje âncora e editor-chefe do “Sportv News”, lançou este ano “Os 11 Maiores Camisas 10 do Futebol Brasileiro”, pela Contexto. Vladir Lemos, do “Cartão Verde” da TV Cultura, é coautor (com André Ribeiro) de A Magia da Camisa 10 (Verus Editora). Gentilmente, Marcelo e Vladir responderam por e-mail às 3 perguntinhas do blog.
FutPopClube – Com o Paulo Henrique Ganso machucado, os melhores “camisas 10” do Brasilerão são mesmo os gringos? Conca, Montillo, D´Alessandro? Queria saber a opinião de vocês.
MARCELO BARRETO – Hoje, sim. É só ver a convocação do Mano Menezes para os próximos amistosos: o único meia com característica de camisa 10 é o Philippe Coutinho; Wesley joga mais recuado e Carlos Eduardo e Giuliano (o único convocado que joga no Brasil), mais avançados. Faltou opção.
VLADIR LEMOS – Bom, o Ganso é um caso especial. E, pra mim, o estilo dele lembra muito o de camisas 10 antigos. O cara esbanja classe, espero que volte exatamente do mesmo jeito. Com ele fora, o destaque é o Conca, que está jogando muito bem. Vejo o D’Alessandro oscilar demais, nem sempre está acima da média. E o Montillo, apesar de ter sido impressionante nos últimos jogos, acabou de chegar. Como tem jogado aqui mais do que parecia jogar quando estava fora, prefiro conter a empolgação.
FutPopClube– Há uma carência desses camisas 10 autênticos, entre os brasileiros que jogam aqui?
MARCELO BARRETO – Já estou começando a achar que há essa carência no mundo. Mas no Brasil e na Argentina não deveria haver. Talvez o problema esteja nas divisões de base. Jogador, no Brasil de hoje, é criado para exportação, e na Europa não há espaço para o autêntico camisa 10. Ou o cara é volante ou é atacante. VLADIR LEMOS – Quando a gente olha pro passado, a impressão é que o 10 à moda antiga virou raridade mesmo, mas o futebol mudou. Outra coisa, andam dando um monte de tarefas a mais para os caras que podem cumprir esse papel. Só quando o jogador vira unanimidade é que permitem a ele o direito de comandar o time. Tem a questão da diminuição dos espaços, a força física e por aí vai.
FutPopClube – Por outro lado, a Argentina é uma fábrica de camisas 10?
MARCELO BARRETO – Nem tanto. O que parece é que eles não conseguem prestar atenção nos melhores que revelam. Deixaram Conca e Montillo irem para um mercado menor, o Chile, e depois para o Brasil. O D´Alessandro é um caso diferente, fez sucesso, foi para a Europa, se perdeu um pouco por causa do comportamento e foi resgatado pelo Inter. Lá tem o Riquelme, que é bem o que eles chamam de “enganche”, o 10 da Argentina. Messi é o 10 da seleção, mas saiu de lá muito novinho e – como acontece com todo meia bom de bola – virou atacante na Europa. VLADIR LEMOS – Não sei se a Argentina é essa fábrica de 10 que a pergunta sugere. A Argentina é uma “escola” de futebol, como o Brasil também é. Riquelme, Messi e Cia? Ok. Creio que essa impressão fica um pouco pelo estilo de jogo deles que deixa esse tipo de talento em evidência.
Pego emprestada a expressão de Osmar Santos – o “pai da matéria” no radiojornalismo esportivo discotheque, livre, leve e solto – para lembrar dos 40 anos da morte de Jimi Hendrix. Um “mais-que-perfeito” da guitarra. Do baú de rock, blues, R&B e soul que James Marshall Hendrix deixou, herdeiros e gravadoras não param de lançar e relançar CDs, DVDs, caixas com um e/ou outro desses formato. Tem muita coisa boa. Algumas dicas desses sons estão na Coluna de Música do Fut Pop Clube. Continuar lendo “O pai da matéria”→
Andrada, Fidélis, Moacir, Renê e Eberval (Batista); Alcir e Bougleaux [o Buglê]; Ferreira, Valfrido, Silva (Kosilek) e Gílson Nunes. Time-base do Vasco da Gama, que se sagrou campeão carioca de 1970 num 17 de setembro. A fonte é o livraço História dos Campeonatos Cariocas de Futebol 1906/2010 (Maquinária Editora), de Roberto Assaf e Clovis Martins – lançado esta semana no Rio. Por sinal, a coluna Baú do Assaf no jornal Lance! e Lancenetalertou este que vos bloga para a efeméride. O Vasco não ganhava o título carioca desde o super-supercampeonato de 1958 (super-super porque teve dois triangulares finais entre Vasco, Fla e Bota). Lembra Assaf que o campeonato de 1970 foi o último Carioca de pontos corridos (regulamento sem previsão de final entre vencedores de turnos). O título vascaíno, com uma rodada de antecipação, veio com a vitória no clássico contra o Botafogo de Jairzinho e Paulo César Caju, por 2 a 1. Gílson Nunes e Valfrido marcaram os tentos cruzmaltinos.
O gol de Valfrido, o “espanador da lua”, narrado por Waldir Amaral, está no CD 30 Gols Históricos do Gigante da Colina, de uma coleção lançada em 2010 em bancas pela rádio Globo Rio. “Gool legal”, atestou Mário Vianna, “com dois Ns”. Entre os outros 29 gols do CD, estão o de Roberto Dinamite – de lençol – em outro clássico contra o Fogão, no Carioca 76; os gols dos quatro títulos brasileiros do Vasco: 74, 89, 97 e 2000; os quatro gols da histórica virada sobre o Palmeiras, na final da Mercosul de 2000, em pleno Palestra; e na vitoriosa campanha na Libertadores de 98, o golaço de Juninho Pernambucano contra o River Plate e o de Luizão contra o Barcelona de Guayaquil, Equador. As vozes no CD são de Jorge Cury, Antonio Porto, José Carlos Araújo, Edson Mauro, Gilson Ricardo e Edson Mauro, além da de Waldir Amaral (“a camisa que tem cheiro de gol”, “indivíduo competente” etc). Vascaíno, vale a pena dar uma fuçada por aí. Leia também: