O aguardado livro do jornalista e radialista Beto Xavier, “Futebol no País da Música” (Panda Books), vai ter seu noite de autógrafos mais pra frente. 2 de abril, às 19h, na Fnac da Avenida Paulista. Breve, resenha e entrevista com o Beto aqui no Fut Pop Clube.
O blog é o Por Mão Própria, que me parece ser de Portugal. Através dele, descobri que a musa indie PJ Harvey tem um disco novo pronto, junto com John Parish, músico e produtor inglês que trabalha com Polly Jean há anos. O álbum se chama “A Woman A Man Walked By”. O blog citado informa que o disco sai ainda em março e dá um link pra ouvir uma canção, Black Hearted Love – muito boa, por sinal. Por Mão Própria fala de cinema, foto e de outros lançamentos, como os novos Depeche Mode e Sonic Youth.
Por último, a dica do DVD Babylonia en Guagua, lançado no Brasil anos atrás. Tem um vídeo de 20 minutos dirigido por Manu Chao, mais um documentário sobre banda na estrada, bom pra ter a noção dessa torre de Babel que é a Radio Bemba – e com direito a muitos sobe-sons de ensaios, shows, improvisos. Mas o melhor, claro, é o show da Radio Bemba Sound System gravado em Paris, setembro de 2001 (que mês!) Pena que o vídeo do concerto tenha apenas uma hora… é um aperitivo para os shows de verdade, que podem durar o triplo!
Neste show do DVD, Manu conta com ajuda do vocalista Bidji, nascido na Guiné, radicado na França, que colabora para o material ficar ainda mais reggae e rap. Continuar lendo “Mais Manu Chao”→
O Iron Maiden já está na América do Sul e daqui a uma semana volta a tocar no Brasil, com a turnê Somewhere Back in Time. No dia 12,a mascote Eddie e cia vão conhecer a Amazônia. Será o primeiro show da banda em Manaus, no Sambódromo (!) local. E pensar que este gigante do heavy metal rock que já vendeu milhões e milhões de discos começou cobrando 5, 10, 15 libras por show, em 1975…
Acho formidável que a imensa torcida, digo, o grande fã-clube do Iron conserve uma fiel legião de seguidores dos anos 80. Mas ao mesmo tempo essa massa está sempre se renovando. Parte considerável desse público não era nem nascida quando o grupo lançou seu primeiro disco, em abril de 1980.
O blog Fut Pop Clube começa sua cobertura especial da turnê lembrando de um disco que embora lançado apenas em 2002, numa bem bolada caixa de CDs, traz uma gravação anterior ao lançamento do LP Iron Maiden. Você pensa que é só o U2 que toca na BBC, é? O CD duplo BBC Archives, da caixa Eddie´s Archive, traz quatro sons ao vivo no programa Friday Rock Show, da rádio BBC1, em 14 de novembro de 1979, portanto, antes de a banda entrar em estúdio para gravar o álbum de estreia. E uma formação ligeiramente diferente: Tony Parsons numa das guitarras, que Dennis Stratton assumiria a tempo do 1º LP, e Doug Sampson na batera, vaga que logo seria de Clive Burr, até 1982. No texto do encarte de BBC Archives, o produtor do programa se orgulha de ter levantado a bandeira da NWOBHM – New Wave of Brithish Heavy Metal, da qual o Iron foi o líder – e a quarta atração do programa.
Desse começo, BBC Archives resgata ainda 6 pauleiras gravadas no show do Maiden no Reading Festival, agosto de 80, já (ou ainda) com a formação do primeiro disco -Paul Di´Anno, Steve Harris, Dave Murray, Stratton e Burr. O duplo CD apresenta ainda parte de mais dois concertos do Iron em festivais: o Reading de 82 e o Donnington 88, com Bruce Dickinson no vocal. Assuntos para outro post.
Guitarristas: J.Mascis (Dinosaur Jr) e Don Fleming (Gumball)
Outras influências/referências: Stevie Wonder,Stereolab, Shuggie Otis, !!! (CHKCHKCHK), Todd Rundgren, Syd Barrett, Bart Davenport, Sondre Lerche, Marcos Valle, Mutantes, Maria Bethânia, Tods, Boss in Drama, Phoenix, The Who, Trevor Jackson, Michael Jackson, Jackson and his Computer Band, James Murphy and DFA Records, MSTRKRFT, Justive, MBV, Jesus and Mary Chain, Primal Scream, Black Sanchez, Who Made Who.
Disco de cabeceira: “Inspiration Information”, Shuggie Otis.
Hit da semana: “Finishing School” – Bart Davenoport e “Counter Sparks” – Sondre Lerche
Banda do coração: Stereolab, seeeeemmmmmpre!
Melhor banda de todos os tempos da última semana: Jamie Lidell e Bart Davenport
Time do coração: Botafogo de Mané Garrincha. É isso aí, falei!!
Fichinha respondida por Alec Ventura, um dos guitarristas do Copacabana Club, em dezembro de 2008.
O "Copa": a batera Claudinha, o guitarrista Luli (mãos no chapéu), a vocalista Cacá, o guitarrista Alec e o baixista Tile. FOTO: Ito Cornelsen
Pelo nome não parece, mas a bandada foto ao lado é de Curitiba. O Copacabana Club toca um rock com um pé lá… lá na pista de dança. Com duas guitarras que mandam ver. Letras sexy, em inglês, cantadas pela Camila, a Cacá V. Agora, o quinteto se prepara para lançar um single da música Just Do It (ver texto abaixo).
Em dezembro, um colega me chamou atenção para uma página sobre o novo rock curitibano na Ilustrada. Entrei em contato com a banda e fiz uma fichinha com as preferências musicais de 4 dos 5 integrantes, na versão anterior do blog. Pode ler no links abaixo, levando em consideração que eram os favoritos dos “Copas” em dezembro, ok?
Imagine passar apressado na hora do almoço pela Estação Sé, a mais central do Metrô de São Paulo, e se deparar com um sensacional show de chorinho? É o que acontece nesta segunda, 2 de março, ao meio dia. E o show é do grupo Choro das 3, formado pelas irmãs Corina (flauta), Lia (violão 7 cordas) e Elisa (a caçula, no bandolim, banjo e clarinete), mais o paizão, Eduardo, no pandeiro, e sempre um músico amigo, no cavaco. Na terça-feira, 3 de março, outro show, às 19h, no Sesc-Paulista. No domingo, 8/3, é a vez do Shopping Esplanada, em Sorocaba, às 19h30.
Foi com muito orgulho que anos atrás o quadro Dia de Banda apresentou uma reportagem da Rosangela Santos com as meninas do chorinho, no jornal Hoje, então sob a direção da Marilei Zanini e Guta Nascimento. Special thanks para a Regina Alves, que produziu, e o Cristiano Dombrova, que editou o VT comigo. Em 2008, a Som Livre lançou o primeiro CD oficial do Choro das 3, Meu Brasil Brasileiro, capinha aí em cima, com inéditas escritas pelas meninas e ótimas versões para clássicos do choro como Brejeiro, Odeon, Carinhoso, Tico-Tico no Fubá e Um a Zero, composta por Pixinguinha e Benedito Lacerda em homenagem à Seleção Brasileira que venceu o Uruguai e conquistou o Sul-Americano de 1919, nas Laranjeiras. Um a zero para as meninas do Choro das 3.
Krist e Dave em show do Nirvana no Brasil. Arquivo do fanzine HEADLINE.
Munique, 1º de março de 1994. Quatro meses depois do excelenteMTV Unplugged, o grupo mais influente dos anos 90 fez seu último show, num lugar chamado Terminal 1. Caramba, lá se vão 15 anos já. O site Nirvana Live Guide fornece o set list (que termina com Heart -Shaped Box) e informa que Kurt Cobain perdia a voz(normalmente já rouca) durante o show, por causa da bronquite. Em abril de 94, o líder do Nirvana seria encontrado morto. No começo de 2009, cansei de falar aqui no blog de discos de estreia. E não via a hora de arrumar uma deixa para falar do segundo disco do trio de Aberdeen, Washington. O maior sucesso do Nirvana, um disco que superou qualquer expectativa da gravadora DGC (Geffen), que contratou o grupo do selo SubPop, de Seattle. Nevermind tem um clássico atrás do outro. Foram quatro singles, com clips muito interessantes: Smells Like Teen Spirit, Come As You Are, Lithium e In Bloom. Mas olha, num cenário mais alternativo, no mínimo a balada Polly, os hardcores Territorial Pissings e Stay Away e a delicada Something in the Way poderiam ser compactos de sucesso perfeitamente. Pra mim é um discão. Curioso é que o próprio Kurt Cobain não curtia muito a produção sonora de Nevermind. Chegou a comparar com a produção do Motley Crue. OK, pode ser um punk rock com banho de loja, mas é muito bom, com todas as suas distorções e berros combinados com melodias. A música pop perfeita para mim. Fórmula que o batera Dave Grohl – guardadas as proporções – levou para o Foo Fighters, onde é cantor e guitarrista. Continuar lendo “O último show do Nirvana”→
Rap + trovadores gaúchos (ouça Peleja.) Reggae + metal (tente a pesada cover de Exodus, clássico de Marley). Junte influências de hardcore (Bem Mal, que me apresentou a uma banda que era muito, muito mais do que rock rápido), Jorge Benjor, Tim Maia (regravação de Johnny). Considero um discão o segundo CD do Ultramen, Olelê. Um dos melhores já gravados por um grupo independente brasileiro. Uma excelente pedida para abastecer o som do carro e cair na estrada, cantando junto refrões como o da ótima Preserve. “Pelo céu ou pelo mar, vou por aí, a procurar/pelo céu ou pelo mar, vou por aí, a te encontrar”.
Quarenta anos depois do último show dos Beatles, num terraço da gravadora Apple Records, o U2 deu uma canja no topo de um prédio da BBC. Os irlandeses tocaram o novo single Get On Your Boots, Magnificent e os sucessos Vertigo e Beautiful Day . Na página de música da BBC, tem uma cobertura especial, mas aqui no Brasil acho que não dá para ver os vídeos. Em todo caso, o show já caiu na rede. Basta procurar naquele site de vídeos, cujo nome soa muito parecido com o do U2, que estão lá Get On Your Boots e Magnificent.