Maiden ganha mais uma “taça”

Iron, dia 31 no Recife; 21 de abril nos cinemas
Iron, dia 31 no Recife; 21 de abril nos cinemas

Flight 666, filme sobre a turnê do Iron Maiden, ganhou o prêmio “24 beats per second” como melhor documentário musical no gigantesco festival SXSW, em Austin, no Texas. Palmas para banda, diretores Sam Dunn e Scot McFadyen e fãs (ou melhor, torcedores, como bem definiu o Vitor Birner em seu blog.) Este ano, o Maiden já tinha faturado o Brit Awards como melhor banda britânica ao vivo.
Aliás, lembrei de uma curiosidade que esqueci de inserir no texto sobre Flight 666: na Colômbia, a banda aparece usando máscaras de oxigênio por causa da altitude (2.600 metros). Os cinquentões Bruce Dickinson e o Steve Harris se movimentam bastante em duas horas de show, não tenho idéia de quanto. Agora, imagine a situação de jogadores de futebol, que correm de 5 km a 10 km por jogo, nas alturas… O Iron deixou no You Tube um trechinho de Rime of the Ancient Mariner, tirado do filme!

P.S. : Flight 666 estreia em cinemas de algumas cidades brasileiras no próximo feriadão, na madrugada da segunda, dia 20, para terça, 21 de abril, à meia noite e um. Também haverá algumas sessões na sexta, 24/04, e no sábado, 25. Consulte nos sites MovieMobz e Ingresso.com se Flight 666 passa na sua cidade. Segundo este último site, em SP o rock vai rolar em salas das redes Cinemark e UCI. 

Buddy Guy: “Damn Right, I´ve Got the Blues”

Discão: "Damn Right, I´ve Got the Blues"
Discão: “Damn Right, I´ve Got the Blues”

Quem diria, Buddy Guy passou quase toda a década de 80 sem gravar um disco de estúdio no seu próprio país, os EUA, terra do blues. Damn Right, I´ve Got the Blues (de 1991) foi o primeiro de uma série pela gravadora Silvertone – e o primeiro a faturar Grammy. Aqui, rodou bastante o clip da cover de Mustang Sally, sucesso na voz de Wilson Pickett, que Buddy regravou ao lado de outro herói da guitarra, Jeff Beck. É um show.
O CD tem canjas de outros guitarristas: Mark Knopfler e Eric Clapton, que idolatra Buddy. Outras covers presentes: Five Long Years, de John Lee Hooker, Let Me Love You Baby, de Willie Dixon. Composições do próprio Buddy abrem (a eletrizante faixa-título) e fecham o disco (Rememberin´Stevie, blues dedicado ao saudoso Stevie Ray Vaughan).

Musique Non-Stop

2º álbum do Radiohead
2º álbum do Radiohead

Aleluia. Enfim, o Radiohead estreia hoje no Brasil. Show na praça da Apoteose. Domingo em São Paulo (Chácara do Jóquei). Já viu o clip de House of Cards? O vídeo não usou câmeras, mas sensores que captaram objetos próximos em 3D.

De quebra, a noite tem Los Hermanos e Kraftwerk. Boing Boom Tschak! Muito bom o show dessas papas da eletrônica e/ou do rock progressivo, como lembra hoje o Arthur Dapieve.

Para quem não pode pagar quase meio salário mínimo toda vez que um bom concerto internacional pinta no Brasil, uma dica: o canal Multishow transmitirá pelo menos parte dos shows de domingo, ao vivo de São Paulo.

Judas Priest toca “British Steel” na íntegra

priest-british-steel Breaking the Law. Rapid Fire. Metal Gods. Grinder. United. Living After Midnight. Don´t Have to Be Old To Be Wise. The Rage. Steeler. O Judas Priest vai tocar as 9 canções de um álbum clássico do heavy metal, British Steel, na turnê norte-americana que começa em 1º de julho (veja datas na página da banda), antecipando o 30º aniversário de lançamento do disco, que é de 1980. Notícia pra entortar qualquer pescoço. O site da revista Classic Rock especula que o Halford, Tipton, KK Downing e cia podem levar em 2010 à Inglaterra esse show que toca British Steel de cabo a rabo. Apesar de o quinteto de Birmingham ter vindo recentemente ao Brasil (final de 2008), vamos torcer pra que este showzão venha parar aqui. Ah, existe em DVD o programa da série Classic Albums sobre British Steel. Uma aula!

Randy Rhoads

Guitarra da Jackson, modelo Randy Rhoads
Guitarra da Jackson, modelo Randy Rhoads

Com a imagem de uma guitarra fabricada pela Jackson, modelo Randy Rhoads, o blog Fut Pop Clube faz sua homenagem ao jovem guitarrista que morreu em 1982, num 19 de março, depois de gravar apenas dois ótimos discos com Ozzy Osbourne. Com 17 anos, Randy Rhoads foi um dos fundadores do grupo de hard rock californiano Quiet Riot – mesmo à epoca do jovem guitar hero, um som bem glam, à beira da farofa. No fim dos 70, a banda gravou dois LPs, lançados apenas no Japão – anos mais tarde, resumidos num CD da Rhino, Quiet Riot: The Randy Rhoads Years. Na virada para os 80, Randy Rhoads entrou pra banda que Ozzy Osbourne (ex-Black Sabbath) estava formando – o capítulo de heavy metal da série Seven Ages of Rock revela que a empresária Sharon Osbourne participou dessa escolha. Seja como for, o primeiro resultado da parceria entre o desvairado ex-vocalista do Sabbath e o virtuoso guitarrista ex-Quiet Riot foi o ótimo disco  Blizzard of Ozz. Tem o hit desgovernado Crazy Train (belo riff), a balada Goodbye to Romance, a polêmica Suicide Solution, a dobradinha Revelation (Mother Earth)/Steal Away – a primeira bem na linha No More Tears. Continuar lendo “Randy Rhoads”

Funk Como Le Gusta, 10 anos!

Funk Como Le Gusta: 10 anos. Cartaz dos shows no Auditório Ibirapuera, 20-22 de março
Cartaz dos shows no Auditório Ibirapuera

“Alô periferia, alô zona sul/Alô Belém do Pará, alô Rio Grande do Sul/Isso aqui é soul
Isso aqui é funk/e nada custa,/Isso aqui é Funk Como Le Gusta“.

O supergrupo paulistano FCLG, que toca nesta quarta, 18/3, em São José dos Campos, comemora 10 anos de roda – de funk, soul, samba-rock, em três shows no Auditório Ibirapuera. De sexta, 20/3, a domingo, 22/2.

Entre os convidados do fim de semana, Simone Sou (ex-FCLG), Thaíde e Marisa Orth. Leia mais sobre o Funk Como Le Gusta aqui.

O hardcore do Dead Fish. Hardcore mesmo.

Dead Fish: hardcore mesmo. Foto: Luringa/divulgação
Dead Fish: hardcore mesmo. Foto: Luringa/divulgação

Inauguro hoje uma nova seção do blog, FLYER. Para falar de agenda de shows, peças de teatros e o que mais der na telha.

Neste fim de semana, o Dead Fish, bom grupo cabixaba de hardcore, lança seu sexto disco de estúdio, Contra Todos. A página da banda no MySpace, que tem 14 sons. Paulada pura, sem frescura. Só que o vocalista Rodrigo sabe cantar.

P.S. – Leia sobre o novo compacto em vinil do Dead Fish, na minha Coluna de Música.


O Pelé do blues de Chicago

Buddy Guy, em foto de capa do CD anterior, Bring ´Em In (2005)
Buddy Guy, em foto de capa do CD anterior, Bring ´Em In (2005)

Ele detona na canja no filme Shine a Light, tocando com os Stones uma música de Muddy Waters, seu ídolo. O bluesman Buddy Guy (da Lousiana, mas radicado em Chicago desde 1957) está voltando ao Brasil. Toca dias 26 e 27 em São Paulo e dia 28 no Rio.  Uma pena que seja tudo tão caro, porque esse Pelé do blues rasgado sempre faz shows de placa.

Tem letras que falam de mulheres que o deixaram, que alguém mais está dormindo na sua cama, mas você não acredita que esse setentão sorridente, que aparenta alto astral nos shows, dono de bar chique em Chicago, tenha algum problema com isso, acredita? É só temática blues.

A guitarra, ele costuma tocar alto – diz a lenda que Jimi Hendrix matava concertos para ver Buddy tocar. Mas também pode ser suave (Eric Clapton o adora). E ainda canta muito, muito bem.

O disco da foto à esquerda é de 2005. buddy1Mas Buddy já lançou outro álbum, Skin Deep (ouça canções no MySpace). A faixa-título é uma balada linda. Em dueto com a blueswoman Susan Tedeschi,  Too Many Tears é cheia de soul. Best Damn Fool é um típico bluesão com a guitarra alta de Buddy (que solo!). Clapton participa de Everytime I Sing the Blues (mais de 7 minutos de espetáculo!). Skin Deep está sendo considerado um dos grandes discos de Buddy, e olha que ele fez vários: Damn Right! I´ve Got the Blues… Feels Like Rain (um dos meus prediletos), Sweet Tea, Blues Singer

(este autógrafo aí à direita foi um mano meu que trouxe de visita ao Legend´s, bar de Buddy em Chicago)

Shine a Light

stones Já reparou como são boas as trilhas de filmes de Martin Scorsese? Pega Cassino. Tem Muddy Waters, Otis Redding, Little Richard, Ray Charles, Cream, Jeff Beck, Devo, BB King e … várias dos Stones. A de Inflitrados também é muito boa. O diretor nova-iorquino já dirigiu filmes sobre Bob Dylan (No Direction Home), The Band (O Último Concerto de Rock/The Last Waltz), produziu série sobre blues … e em 2008 lançou o seu filme concerto sobre os Rolling Stones, Shine a Light.. Sim, porque há vários filmes com os Stones. Let Spend the Night Together, Gimme Shelter, One Plus One/Sympathy for the Devil etc. Nos anos 90, eu me lembro de ter visto Rolling Stones Live at the Max, feito para IMAX, em Nova York, numa sala dessas que só agora há pouco chegaram ao Brasil. Pois acabo de descobrir que nos EUA Shine a Light passou em cinemas IMAX, que raiva! Seria uma boa passar Stones em IMAX em São Paulo (alô Ademar…)
Bom, depois desse nariz de cera, expressão jornalística para começo de textos que fazem firula demais em vez de ir direto ao gol, vamos a Shine a Light, filmado em 2006 num aconhechante teatro de N.York, o Beacon. Seus primeiros 10 minutos servem como uma espécie de making-of: mostram os bastidores dos últimos acertos pra filmagem dos shows e chegada de Bill Clinton com 30 convidados. Depois, aumenta, que isso aí é roquenrol. Pra começar Jumping Jack Flash, que tantos roqueiros tocaram, mas é da dupla Jagger/Richards. Continuar lendo “Shine a Light”