O G4 do thrash metal, no mesmo palco.

Estamos ligados que o Metallica vai fazer 3 shows no Brasil em janeiro, mas esta notícia aqui, que descobri no MusicRadar, é mais ou menos como uma semifinal de campeonato com os quatro grandes de São Paulo. Ou os quatro grandes do Rio. Metallica, Slayer, Megadeth e Anthrax, juntos. Os “quatro grandes” do thrash metal vão tocar pela primeira vez num mesmo festival. De quebra, Mastodon e Behemoth. O Sonisphere, em 16 de junho de 2010, em Varsóvia, na Polônia; 18 de junho, em Zurich,  e em 19 de junho, em Praga, na República Tcheca. Site do Metallica confirma e diz que mais datas com o “Big Four” do thrash reunido podem pintar. No começo dos anos 90, Slayer, Megadeth e Anthrax chegaram a excursionar juntos, às vezes com Testament à tiracolo. Clash of the Titans era o nome da turnê.

PS – Deu no Whiplash.net, G1 e outros sites que o MovieMobz vai promover uma transmissão do show dos Big Four para cinemas da rede Cinemark, em 22  de junho.

Metallica 2.0

Aproveito que foi anunciado show extra do Metallica no Morumbi (31 de janeiro) para falar um poquinho do segundo álbum do quarteto. Quando Ride the Lightning foi lançado, no segundo semestre de 1984, o impacto foi imediato. Um dedilhado suave anuncia o ataque nuclear de Fight Fire With Fire. A velocidade, o peso, a rifferama, os solos e os cabelões estavam lá, mas a produção, quanta diferença! Continuar lendo “Metallica 2.0”

Morumbi 2010: Metallica!

ATUALIZANDO: Pessoal, a cobertura dos shows do Metallica com set-lists e fotos está no meu blog só de música (clique aqui).

Pintaram hoje no site do Metallica as datas de dois shows do grupo californiano no Brasil no comecinho do ano que vem: 28 de janeiro de 2010 – Porto Alegre – agora transferido para o Parque Condor. E em 30 de janeiro de 2010, a volta a São Paulo – primeiro show da banda no Morumbi (P.S.: show extra no dia 31).

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Thin Lizzy

lizzy front_coverThe Boys are Back in Town”. Mesmo que você não conheça a ótima banda irlandesa Thin Lizzy, é grande a chance de já ter ouvido esse rock, no rádio, em trilhas de filmes, como “Toy Story” (no caso da animação da Pixar/Disney, o clássico do Thin Lizzy foi usado em trailers). É boa também a chance de você ter ouvido sucessos do Thin Lizzy regravados por nomes como Metallica (“Whiskey in the Jar”, presente em “Garage Inc” que teve clip e tudo), Iron Maiden (“Massacre”, lado B do single “Can I Play With Madness”), Smashing Pumpkins (“Dancing with the Moonlight”, lado B do CD single “Disarm”). Como a banda de Phil Lynott acabou em 1983 e poucos discos foram lançados no Brasil, infelizmente o Thin Lizzy não é conhecido como deveria por aqui. E como deveria: junto com o Judas Priest, os irlandeses ajudaram a consolidar o formato de duas guitarras-solo. E como Lynott “lançou” grandes nomes da guitarra! Continuar lendo “Thin Lizzy”

Uma jornada pelo mundo do metal

metal_defUm antropólogo faz um filme sobre heavy metal. Se você acha que o resultado pode ser acadêmico ou cheio de estigmas, se enganou. O canadense Sam Dunn e sua turma da Banger Productions são os responsáveis por Flight 666, o documentário da recente turnê do Iron Maiden. Antes, filmaram este Metal – Uma Jornada pelo Mundo do Heavy Metal (Metal – A Headbanger´s Journey) e sua sequência Global Metal. Sam Dunn ancora o filme se revelando um fã de heavy metal “desde criancinha”. Busca as origens do som (Sabbath, claro), do termo heavy metal,dos símbolos, fala dos problemas com a censura, destrincha os subgêneros, viaja à Alemanha para curtir o festival Wacken e à Noruega para investigar o braço radical do black metal nórdico, que queima igrejas e o próprio filme.

Metal, a jornada de Sam Dunn, é um filme de fã que não deixa de documentar e tem humor. Alice Cooper (pioneiro do rock horror show) tira sarro desse pessoal do black metal nórdico (que ele compara ao filme Spinal Tap). Ronnie James Dio não perde uma chance para zoar de Gene Simmons. E num dos extras tem até uma moça que faz dança do ventre ao som de metal pesadaço. E o que mais? Continue lendo. Continuar lendo “Uma jornada pelo mundo do metal”

“Get Thrashed”: DOC metaaal!!!

GET THRASHEDReign in Blood, do Slayer. Among the Living, Anthrax. Kill´em All , Metallica. Peace Sells… But Who´s Buying?, Megadeth. Bonded by Blood, Exodus. Chaos A.D., Sepultura. Se esses são os seus discos de cabeceira, vale procurar o doc americano Get Thrashed (link para o site oficial), que foi exibido em São Paulo no festival In-Edit. Documenta o metal muito pesado que surgiu na Bay Area, em Los Angeles, Nova York e outras áreas, no começo dos 80.  O filme deixa clara a importância das gravadoras independentes como Metal Blade e Megaforce, as brigas entre Metallica e Megadeth, Bay Area x Los Angeles… sobram farpas também pra geração do grunge. Aborda o festival Clash of the Titans… as rodas de dança… às vezes de pura violência entre tribos inimigas… as drogas… os excessos… gente que ficou pelo caminho, como o vocalista Paul Baloff, ex-Exodus, que morreu de derrame com pouco mais de 40.  O Sepultura aparece brevemente, quando o filme começa abordar cenas metálicas fora dos EUA. Mas Chaos A.D. fica bem “na fita”, é um dos discos citados como mais influentes, ao longo do filme – assim como os mencionados no começo deste texto.

Metallica em turnê

POR LUIZ REGINALDO LIMA (de Nova York)

Sou fã de carteirinha do Maiden. É minha banda favorita desde os 13 anos. Tenho tudo em LP, CD, DVD, VHS , etc. Já fui a todos os shows do Iron ao meu alcance. Apesar de tudo isso, confesso que fiquei dividido sobre qual é a melhor banda de metal ao vivo, após assistir à apresentação do Metallica no Prudential Center, em New Jersey, há duas semanas. O show é impecável. A começar pela inovadora posição do palco. O cenário deixa o palco no centro da arena, com a bateria de Lars no centro e com Heltfield, Hammet e Trujillo se alternando o tempo todo nos quatro cantos . Ou seja, o espectador vê todos os músicos à sua frente em pelo menos um trecho de cada música. Set list: muito bem escolhido. Eles precisam divulgar o Death Magnetic e tocam umas 5 desse álbum, inseridas no meio das clássicas.As clássicas também variam de acordo com o show. Shows da Philadelphia , Long Island e Newark não tiveram repertórios idênticos. No de Newark, por exemplo, entrou “Ride the lightning” no lugar de “Creeping death” em relação ao show de Long Island. Heltfield faz discursos empolgados e assusta pela potência da voz ao vivo. Como bem disse o meu parceiro de concertos aqui na região, Sérgio Badke : “queria eu tocar os riffs que ele toca e , ao mesmo tempo, cantar daquela maneira”. A competência do resto da banda todo mundo jásabe, mas destaco o baixo potente de Trujillo. O cara caiu como uma luva na banda, sobretudo pela atitude. “Kill ‘em all”, “Ride the Lightning”, “Master of Puppets”, “And Justice for all”, black album….todos muito bem representados ao longo das mais de 2 horas de show. “Load”, “Reload” e “St Anger” ficaram de fora, mostrando que provavelmente foram deslizes na belíssima discografia. O bis é espetacular, com um cover (pode ser “Tie your mother down” do Queen ou  “Blitzkrieg”), pra fechar com o maior riff de trash metal de todos os tempos : “Seek and Destroy”. O Metallica mostra que quantidade não significa qualidade. Lança poucos álbuns e faz poucas turnês, mas quando vem com coisa nova é garantia de casa cheia. Os fãs sabem que vem coisa boa. Quem sabe se a banda não estende a turnê mundial e inclue o Brasil no roteiro?

[texto escrito por LUIZ REGINALDO LIMA, de Nova York]

P.S. – Na enquete promovida aqui, o “black album” venceu como o melhor do Metallica, ao lado do “Master do Puppets”.