Livro: “Os Dez Mais do Palmeiras”

O livro de Mauro Beting
O livro de Mauro Beting

Nesta segunda-feira literária, o jornalista Mauro Beting lança o seu “Os Dez Mais do Palmeiras” (Maquinária Editora, coleção Ídolos Imortais). Para eleger o seleto grupo de craques alviverdes, o livro teve os votos de feras: Antero Greco, Claudio Carsughi, Joelmir Beting, Lucas Neto, Maurício Noriega, Paulo Bonfá, PVC, Roberto Avallone, Soninha e Ugo “Boleiros” Giorgetti.

E os dez mais da vida do Palmeiras escolhidos para o livro de Mauro Beting são: Marcos, Oberdan Cattani, Djalma Santos, Luís Pereira, Fiúme, Dudu, Jair Rosa Pinto, Ademir da Guia, Julinho e Evair.

A coleção Ídolos Imortais, da Maquinária Editora, já abordou Flamengo e Corinthians.  Vem aí volumes sobre Fluminense, São Paulo, Botafogo, Inter, Grêmio,Vasco, Santos, Cruzeiro e Galo.

Enquanto você aguarda o livro sobre o seu clube, você pode dizer quais são, na sua opinião, os 10 mais da vida do seu time de coração. É só entrar aqui na página de comentários.

Expresso da Bola: estação Hoffenhein, Alemanha

A edição mais recente do programa Expresso da Bola, do amigo Décio Lopes, no Sportv, faz uma parada em Hoffenhein, cidadezinha alemã de três mil habitantes, isso mesmo, 3.000 moradores — e não é que o Décio achou dois torcedores gremistas lá? Motivo da viagem: os quatro atletas brasileiros do 1899 Hoffenhein, time que veio subindo, subindo, subindo de divisões e hoje disputa o título da Bundesliga. Foi o campeão simbólico do turno e, antes da rodada em que visita o Eintracht Frankfurt, neste domingo, está em 3º lugar, com os mesmos 42 pontos do poderoso Bayern e do Hamburgo (o Hertha Berlin lidera, com 46). A estrela é o gaúcho Carlos Eduardo, vendido pelo Grêmio depois do vice-campeonato da Liberadores 2007 para o time alemão, que então disputava a 2ª divisão da Bundesliga. Em tempo: No blog do Expresso da Bola, dá pra ver um trecho do programa, que neste sábado sérá repetido no Sportv2 às 8h e 14h30. Outras apresentações na semana que vem.

Juca Entrevista Beto Xavier

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Lançamento dia 2 de abril, às 19h, na Fnac da av. Paulista

O jornalista Beto Xavier, que está lançando o livro Futebol no País da Música (pela Panda Books), foi  entrevistado no Juca Entrevista, na ESPN (tente ver aqui). Beto afirmou que é o Flamengo é o campeão de menções em músicas: mais de 150 canções. O Corinthians vem depois, com uma centena. E falou muito de Grêmio, claro, seu time de coração. Número que cresceu exatamente nos anos de jejum. Entre os que mais cantaram futebol, Moraes Moreira, Wilson Batista e Jorge Benjor.

Paixão pela Libertadores e pela música

O livro de Beto Xavier
O livro de Beto Xavier
No mês que vem, o jornalista e radialista Beto Xavier lança o livro que é um projeto de vida: “Futebol no País da Música”, pela Panda Books. Na capa, como você pode ver ao lado, uma bola bem no meio de um disco de vinil – como se fosse o selo dos LPs. Em anos e anos de pesquisa, Beto Xavier entrevistou músicos e jogadores  e reuniu uma belíssima coleção de música popular brasileira sobre futebol.  Cerca de 400 canções são mencionadas no livro, de 276 páginas. Contando versões , o número de músicas brasileiras sobre o “esporte bretão” chega a 1.000, calcula Beto. O livro tem prefácio do jornalista Ruy Carlos Ostermann e texto de contracapa escrito por Júnior, ex-lateral que brilhou no Mengo e na seleção, cantor do sucesso “Voa Canarinho”.
Apaixonado pela MPB e pelo Grêmio, Beto escreveu a pedido do blog um depoimento bem legal sobre a conquista da Libertadores de 1983 pelo seu time de coração. Vale a pena ler aqui.
NOITE DE AUTÓGRAFOS: 2 de abril, 19h, Fnac da avenida Paulista. SP.

Grêmio e Libertadores

O Grêmio faturou sua primeira Libertadores logo na segunda vez que disputou a competição, em 1983. Na primeira fase, o grupo tinha Flamengo e os bolivianos Bloomig e Bolívar. Um empate contra o Fla no Olímpico e cinco vitórias. O Grêmio de Valdyr Spinosa passou á fase seguinte, um triangular contra Estudiantes de La Plata e América de Cali. Uma vitória e um empate contra os argentinos e uma vitória contra os colombianos levaram o tricolor para a final, contra o sempre temido Penãrol. Em Montevidéu, deu empate, golzinho de Tita, ex-Flamengo. No Olímpico lotado por 80 mil gremistas, vitória por 2×1, gols de Caio e César. E o uruguaio Hugo De León, ex-ídolo do Nacional, levantou a Taça, justo contra seus rivais  do Peñarol. O Grêmio do ídolo Tarciso e de Renato Gaúcho seria campeão do mundo contra o Hamburgo no Japão naquele ano.

Em 84,  perdeu o bi na final contra Independiente de Avellaneda.

A segunda copa chegaria em 1995.  O Grêmio tinha um ex-zagueiro no comando técnico. Luiz Felipe Scolari. No gol, Danrlei, ídolo da torcida. Na lateral direita e bolas paradas, Arce. No meio, Dinho tinha na bagagem título de 93 pelo São Paulo e ojovem Carlos Miguel .Na frente, Paulo Nunes e Jardel, artilheiro da competição com 12 gols. Primeira fase: derrota e empate contra o Palmeiras. Empate e goleada sobre o Emelec. Duas vitórias sobre o outro equatoriano do grupo, o El Nacional. Nas oitavas, os gremistas eliminaram os paraguaios do Olímpia. E que jogos inesquecíveis foram as disputas contra os rivais nacionais da época, os palmeirenses. Em Porto Alegre, o Grêmio abriu 5×0. Em São Paulo, o Palmeiras devolveu os tentos, mas o golzinho salvador de Jardel  levou o Grêmio para as semifinais. De novo, os equatorianos do Emelec. Felipão segurou um empate fora e contou com os gols de Paulo Nunes e Jardel para chegar lá, lá na final contra o Atlético Nacional da Colômbia. No Olímpico, o Grêmio fez a lição de casa: 3×1. Em Medellin, arrancou um empate: 1×1. Grêmio bicampeão da Libertadores.

Em 2007, bela campanha gremista parou no Boca,  carrasco de brasileiros na década, mais uma vez sob a batuta do maestro Riquelme em campo.

DEPOIMENTO DO TORCEDOR BETO XAVIER: “Me tornei gremista no começo dos anos 70,  num Mato  Grosso ainda não dividido e já com grande número de gaúchos, agricultores e militares.

Era a fase de ouro do arqui-inimigo colorado. O GRÊMIO até que montava times decentes, fazia boas campanhas, ganhava de paulistas e cariocas em pleno Maracanã ou Morumbi, mas na hora de decidir, tremia.
Eram eles que ganhavam tudo. E com justiça. Tinham realmente um grande time.
O título nacional de 1981, dentro de um Morumbi com mais de 100 mil sãopaulinos, foi um grande feito. Grande mesmo!
Mas precisávamos de mais alguma coisa, para fincarmos nossa bandeira tricolor de absoluta e bela sintonia cromática e solitária estrela dourada que homenageava o ídolo negro EVERALDO.
E esse algo mais só veio em 1983, com a conquista da AMÉRICA, da sagrada LIBERTADORES.Ave César, Ave Renato.
Daí sim, podiámos exclamar em tom épico: “Nada pode ser maior”.
A conquista do mundo, no mesmo ano, frente à patrulha hamburguesa, só tem parâmetro numa frase de uma música do GONZAGUINHA: “Coisa mais maior que grande”.
Mas tudo nasceu daquela Libertadores libertadora de 83
E por isso, que cada vez que o GRÊMIO entra para disputar este torneio, fica latejando aquela frase: “NADA PODE SER MAIOR”. (esse é o depoimento do amigo Beto Xavier)

JOGOS DO GRÊMIO NA LIBERTADORES 2009
(vou atualizando os resultados à medida em que são disputadas)

25/02 – Grêmio 0x0 Universidad de Chile  (Olímpico)

11/03 – Boyacá Chicó 0x1 Grêmio (Tunja, Colômbia)

25/03 – Aurora 1×2 Grêmio (Cochabamba)

07/04 – Grêmio 3×0 Aurora (Olímpico)

15/04 – Universidad de Chile 0x2 Grêmio (Santiago)

28/04 – Grêmio 3×0 Boyacá Chicó (Olímpico) (veja os 3 gols)