Raposa confirma presença na festa

O atual vice-campeão garantiu participação na fase de grupos da Libertadores 2010. O Cruzeiro passou facilmente pelo Real Potosí no Mineirão (1,2,3,4,5,6…7 a zero) e entra no grupo 7 da Copa. Contra Vélez (1º adversário, fora), Colo-Colo e Deportivo Itália, da Venezuela. Parada dura, mas não impossível para o Cruzeiro, campeão da Taça em 1976 e 1997, títulos lembrados na flâmula ao lado.

A primeira Libertadores do Cruzeiro

cruzeiro
Flâmula sobre o bi celeste na Taça

O ano, 1976. Na primeira fase, o Cruzeiro -então vice brasileiro- pegou o Internacional, de Minelli, Falcão e cia, e dois times do Paraguai: o Sportivo Luqueño e o Olimpia. O Cruzeiro também tinha um timaço: no gol, Raul, que seria campeão do mundo pelo Fla em 81. O lateral-direito Nelinho tinha aquela bomba, capaz de chutar bola fora de estádios grandes como o Mineirão. Piazza e Jairzinho ganharam a Copa 70 no México.  Palhinha fazia muitos gols (seria campeão paulista pelo Corinthians em 77). Na ponta-direita, Roberto Batata, ídolo da torcida cruzeirense, morreria num acidente de carro durante as semifinais. O ponta-esquerda era o infernal Joãozinho. Bom, o Cruzeiro ganhou as duas do Inter (5×4 e 2×0) e do Sportivo Luqueño (3×1 a 4×1). Com o Olimpia, um empate fora de casa (2×2) e uma goleada no Mineirão (4×1). Na fase semifinal, mais gols, muitos gols mais: 3×1 e 4×1 na LDU de Quito. 4×0 e 7×1 no Alianza de Lima (foi depois dos 4×0 contra o Alianza, no Peru, que Roberto Batata morreu, quando seguia de carro para o interior de Minas para ver mulher e filha ). Na grande final, o Cruzeiro começou goleando o River Plate em BH: 4×1. Perdeu em Buenos Aires por 2×1. No desempate, em Santiago do Chile, Cruzeiro 3×2, com gol de falta de Joãozinho no fim do jogo. Nelinho se preparava para bater. Joãozinho se antecipou e cobrou sem ninguém esperasse. Nem o goleiro do River, Landaburu, que nem se mexeu. Título da Libertadores dedicado a Roberto Batata. Continuar lendo “A primeira Libertadores do Cruzeiro”