Johan Cruyff. Camisa #14 do time dos sonhos de todos os tempos.

Johan Cruyff. Camisa #14 do time dos sonhos de todos os tempos.

Imagem destacada (acima): https://www.worldofjohancruyff.com/

Morreu Johan Cruyff, 68 anos de rebeldia e revolução. O franzino “El Flaco” tinha forte personalidade, a ponto de tirar uma das listras das mangas do belo uniforme cor de laranja porque o seu patrocinador não era o mesmo da seleção holandesa, que liderou na campanha do vice-campeonato mundial, em 1974, na Alemanha. Eram os tempos do Futebol Total – sua Laranja Mecânica, o Carrossel Holandês, deu um banho nas maiores seleções sul-americanas naquele Mundial.  No Ajax, já tinha sido campeão de tudo – seis vezes campeão holandês, quatro da Copa da Holanda, tricampeão europeu, campeão do mundo (Copa Intercontinental, em 1972).  No Barça, virou o holandês voador por causa deste gol aqui. contra o Atlético de Madrid, e o gigante azul e grená voltou a ser campeão espanhol depois de 14 anos! Jogou também nos EUA (LA Aztecs, Washington Diplomats), no Levante, de Valência, pertinho da Catalunha, e voltou a ser campeão holandês no Ajax e no rival Feyenoord. Retornou ao Camp Nou como técnico, tetracampeão espanhol, e pela primeira vez o Barça foi campeão europeu com o Dream Team treinado por Cruyff. Seu estilo de jogo está no DNA do Barça pra sempre. 

Pra sempre, Cruyff vai ser o camisa 14, titular do time dos sonhos de todos os tempos.

A trajetória de “El Flaco” é brilhantemente contada numa animação do canal Campeones, na série Draw My Life.

Continuar lendo “Johan Cruyff. Camisa #14 do time dos sonhos de todos os tempos.”

“1992 – O Mundo em Três Cores”

Publicado originalmente em dezembro de 2012

Ao mestre, com carinho.

Poderia ser esse o título deste post: o livro de Raí com o jornalista André Plihal, “1992 – O Mundo em Três Cores” (Panda Books), sobre o primeiro dos três mundiais do tricolor paulista (o segundo viria quase exatamente um ano depois, em 12/12/93, já sem Raí -negociado com o PSG -contra o Milan).

Num texto leve e de qualidade muito acima da média dos lançamentos comemorativos, o eterno camisa 10 do Morumbi e o excelente repórter da ESPN contam os bastidores da conquista… os detalhes da relação fraternal Raí- mestre Telê Santana (que às vezes pegava no pé demais do Cafu, mas aliviava pro irmão do doutor)…. falam da importância de cada jogador (são destacados Zetti, Adílson, Ronaldão e Pintado) e enaltecem o trabalho em equipe, o clima de respeito e a união dentro do elenco que foi campeão de tudo.

Já havíamos combinado de dividir o prêmio entre toda a delegação. Gostaria apenas de ter ficar com a chave gigante. Acabei não ficando, não guardando, como não guardo nada desta vida. Pelo menos nada material, que fique entendido. O sorriso do Telê em Tóquio está muito bem guardado” – Raí, em “1992 – O Mundo em Três Cores”.

Sob a maestria de Telê, o capitão Raí marcou 87 dos seus 128 gols pelo São Paulo. O trio “RPM” (Raí, Palhinha, Müller) mais o Cafu eram considerados insubstituíveis pelo técnico.

Tem depoimentos de colegas de Raí e a ficha de todos os jogos do ano glorioso de 1992 pro torcedor tricolor. Uma grande sacada desse lançamento da Panda Books é um flipbook, que reproduz os dois gols de Raí no jogão disputado no estádio Nacional de Tóquio. 13/12/1992, o dia em que o Dream Team do Barça (com um “certo” Pep Guardiola no meio-campo), foi “atropelado por uma Ferrari“, nas palavras do seu técnico Johann Cruyff. Raí não tem 100% certeza que o holandês pronunciou a frase, mesmo. Nesse caso, imprima-se a lenda.

Continuar lendo ““1992 – O Mundo em Três Cores””

20 anos da grande vitória do Dream Team do Barça

Este slideshow necessita de JavaScript.

Em 20 de maio de 1992, o Barcelona do técnico Johan Cruyff conquistou a Copa dos Campeões da Europa, ao derrotar a Sampdoria por 1×0 em Wembley, gol do holandês Koeman, na prorrogação. Foi o primeiro dos quatro títulos máximos europeus do Barça, na última edição do rico torneio continental interclubes com o nome de Copa dos Campeões (Taça dos Campeões em Portugal).  A partir da temporada 1992/93, a competição se chamaria Champions League.
Esta semana, os 20 anos da grande conquista da equipe “blaugrana” conhecida como Dream Team foram lembrados no Troféu Joan Gamper, que leva o nome do suíço que fundou o Barcelona. A Sampdoria (que está de volta à Série A italiana) venceu por 1×0 o mistão dos donos da casa, no dia seguinte da primeira rodada da liga espanhola, e três dias antes da Supercopa de Espanha 2012, que Barça e Real Madrid começam a decidir nesta quinta-feira, no Camp Nou. Então, em 2012, a Samp levou o troféu de verão para a linda Gênova.
Em 1992, deu Barça. Que jogou com o segundo uniforme, laranja (na pose já como campeão, aparece de azul e grená)e entrou para a história com Zubizarreta, Nando, Koeman, Ferrer, um certo Pep Guardiola (depois Alesanco), Eusebio, Bakero, Rodriguez, Salinas (depois Goikoetxea), Laudrup e Stoitchkov. A Samp, de branco, tinha jogadores como Pagliuca, Vierchowod, Toninho Cerezo, Lombardo e Viali.
Continuar lendo “20 anos da grande vitória do Dream Team do Barça”