#CasualFootball e os 40 anos do primeiro título uruguaio do Defensor.

O programa Casual Football desta semana conta uma efeméride histórica do futebol sul-americano: os 40 anos do primeiro dos quatro títulos uruguaios do Defensor Sporting, que em 1976 era Club Atlético Defensor. O campeonato uruguaio de 76 foi o primeiro da era profissional que não foi parar nas galerias dos dois maiores times do país, o Nacional e Peñarol. No programa abaixo, os parceiros Pedro Tattoo e Clayton Fagundes também falam da importância do técnico Ricardo de León e mostram a inusitada volta olímpica com que os campeões comemoraram a inédita conquista, durante a ditadura uruguaia.

Mandaram bem!

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Estádio Luis Franzini

(Este texto foi publicado em maio de 2014)

http://www.defensorsporting.com.uy/
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Na superterça 11 de março, depois da Champions é a hora de Copa Libertadores. É neste pequeno e simpático estádio -no pequeno e simpático Uruguai- que o Defensor Sporting recebe o Cruzeiro, atual campeão brasileiro.

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O estádio Luis Franzini – pouco maior que o estádio do Juventus, na Rua Javari -tem a arquibancada toda pintada com a cor do clube violeta. Fica ao lado do Parque Rodó, pertinho do Rio da Prata, bem no circuito dos turistas que visitam a bela e calma Montevidéu. Tive o prazer de ver um jogo também de Libertadores no verão de 2011 (fotos de celular abaixo). Atmosfera legal e bem família.

🙂

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@FutPopClube
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“Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor”

Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor. IMAGEM : Flickr.com/photos/Cinefoot
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Em janeiro fez 31 anos que o Uruguai organizou a Copa de Ouro, mais conhecida como Mundialito. A Copa de Oro reuniu em 1981, no estádio Centenário de Montevidéu, as seleções até então campeãs mundiais de futebol. A Celeste, dona da casa, a Alemanha, a Argentina, o Brasil, a Itália e no lugar da Inglaterra, a Holanda. O Mundialito foi organizado pelo governo militar uruguaio para promover o regime, num período de plebiscito. Está num dos quatro episódios da excelente série de Lúcio de Castro, “Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor”, que a ESPN Brasil estreou no final de 2012. E foi selecionado para a mostra competitiva do festival CINEfoot, no Rio e São Paulo.

E o episódio sobre o Uruguai é um dos melhores da série. Falando em bom português, o escritor uruguaio Eduardo Galeano – que é apaixonado por futebol – diz que, ao organizar o Mundialito com fins políticos, o governo uruguaio viu o tiro sair pela culatra. Durante a final (Uruguai 2×1, sobre o Brasil de Telê), no Centenário, o povo vaiou bandas militares e gritou o refrão:

“Se va a acabar, se va a acabar, la dictadura militar”

O episódio que mostra o uso do futebol pelo poder político-militar no Uruguai ainda tem depoimentos como os de

  • Lilian Ceriberti, sequestrada pela Operação Condor, orquestração repressiva coordenada pelas ditaduras de países como Argentina, Brasil, Chile e Uruguai. Entre os torturadores de Lilian, estava (pasmem!) um ex-jogador de futebol brasileiro (Didi Pedalada);

edefensor

  • Gerardo Caetano, historiador, ex-jogador do Defensor Sporting, que conta como os jogos do Defensor viraram uma espécie de catalisadores dos protestos políticos, incluindo até volta olímpica pela esquerda. Parênteses: no mínimo curioso e digno de aplauso que um país tenha entre seus intelectuais um ex-jogador como Gerardo Caetano e um fã, como Eduardo Galeano!

O episódio sobre o Brasil fala, por exemplo, da derrocada de João Saldanha do comando da seleção brasileira. O da Argentina, dos gritos dos torturados na ESMA enquanto a torcida vibrava com as vitórias da seleção alviceleste no Monumental de Nuñez, na Copa de 78. E o do Chile, do centro de prisão e tortura que virou o estádio Nacional e da coragem do jogador Carlos Caszely, que se recusou a apertar a mão do ditador Pinochet. E muito mais, como a omissão de cartolas dos mais poderosos do mundo do futebol.

Vale a pena ficar de olho em novas reprises. São 4 episódios. Veja o trailer aqui. O blog do Lúcio de Castro tem extenso material sobre a série.  Confira aqui as sessões de “Memórias do Chumbo” na edição carioca do CINefoot e na versão paulista do festival. Continuar lendo ““Memórias do Chumbo – O Futebol nos Tempos do Condor””

Defensor, campeão do Clausura 2012 no Uruguai

Banderín (flâmula) do Defensor Sporting Club, que neste fim de semana garantiu o título do torneio Clausura 2012 no Uruguai. Com uma rodada de antecipação. Invicto por enquanto. Vem de 10 vitórias seguidas. Agora, o Defensor disputará o título de campeão uruguaio contra o Nacional, vencedor do Apertura 2012. Dentro do post, um rápido rolê pelo estádio Luis Franzini, que fica no Parque Rodó, em Montevideú, num lugar de acesso fácil aos viajantes. Continuar lendo “Defensor, campeão do Clausura 2012 no Uruguai”

Rolê pelo estádio Luis Franzini | Defensor Sporting Club | Montevidéu, Uruguai

Texto publicado durante a Libertadores 2012

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  • Publicado em 7 de fevereiro de 2012

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Imagine um jogo da Libertadores num estádio pouco maior que o da rua Javari.
O Defensor Sporting Club recebeu na sua “cancha” aqui em Montevideo o sempre perigoso Vélez Sarsfield. E não é que a torcida viola lotou as arquibancadas? Fila pra entrar, e lá dentro, torcedores se espremendo.
Com sua bonita camisa roxa, o Defensor tomou um gol após polêmica marcação do juiz.
No segundo tempo, só deu Vélez. 3 a 0. A torcida visitante cantou o tempo todo. A do Defensor batucou o jogo inteiro e cantou mais quando o jogo estava definido.
Ótima atmosfera.image

Fila pra entrar no estádio, que fica ao lado de um parque de diversões.

As arquibancadas do estádio do Defensor, pintadas de roxo.image

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Defensor faz história na Bombonera

edefensorSurpresa na Libertadores ano 50. O Defensor Sporting eliminou o Boca Juniors em pleno alçapão de La Bombonera e agora pega Estudiantes de La Plata nas quartas-de-final. Os uruguaios marcaram aos 27 do 1º tempo num tiro de Diego de Souza. Graças a muita marcação, a tradicional garra uruguaia, que odeia perder dividida e a uma gigantesca atuação do arqueiro Martín Silva, o Defensor segurou a contínua pressão do Boca até o apito final.  E ainda teve umas três chances de fazer o segundo gol. Zebra? Olha, para quem viu as dificuldades que o São Paulo teve para vencer o Defensor na fase de grupos, não dá para falar em zebra, não. Classificação merecida.