Pop Craque, a nova série do Studiomarrom.

 

A homenagem a el flaco Cruyff, eterno 14 da Laranja Mecânica!
studiomarrom.com

Aqui vai uma dica para quem gosta de poster, e de grandes ídolos da história do futebol mundial. O Studiomarrom lançou mais uma série em homenagem a lendas como Cantona, Maradona, Cruyff, ou o lobo búlgaro, Ivanov – jogador da seleção da Bulgária semifinalista na Copa de 94.

Todas as artes são originais e exclusivas do estúdio. Alguns craques ganham tributos em modelos diferentes. O fã de Ronaldo Nazário pode escolher entre o fenômeno #nerazzurri, o galático ou o canarinho.

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Desventuras na Copa de 1998, na França.

10 de junho de 2013

Stade de France, local da abertura e da final, no xoxo Holanda x Bélgica
Stade de France, local da abertura e da final, no xoxo Holanda x Bélgica

Em 10 de junho de 1998, o Brasil (então o último campeão) e a Escócia abriram a Copa do Mundo, a segunda disputada na França. A seleção Canarinho de Zagallo venceu por 2×1. E quem acha que bagunça é só no Brasil saiba que no chamado Velho Mundo também há muita sacanagem. Milhares de torcedores compraram pacotes turísticos para o Mundial de 98 e já na França descobriram que tinham caído numa roubada. Estava num grupo de brasileiros em Paris e comecei a ouvir um zum zum zum de que não receberíamos as entradas para o jogo de abertura. E não recebemos mesmo. Fomos para a porta do Stade de France no dia da partida. Um outro teve coragem de comprar ingresso de cambista, por pequenas fortunas.  Acabamos vendo Brasil x Escócia num telão, numa área de “fan fest” montada pelos organizadores da Copa, ao lado do estádio, no meio de um multidão de escoceses. Tudo bem, clima de confraternização, até que uma brasileira provocou um escocês (pelo que me lembro, com um cuspe…). Achei melhor pegar o metrô e ver o segundo tempo no hotel.

Memorabilia: Itália 2x2 Chile
Memorabilia: Itália 2×2 Chile

No dia seguinte, peguei um TGV até Bordeaux e consegui ver Itália x Chile no Stade Lescure. Uma joinha de estádio, tribunas bem perto do campo. Lembrou-me um pouco do velho Parque Antarctica. O Lescure foi usado na Copa de 38 também. Mas claro que passou por uma cuidadosa reforma para o Mundial de 98, sem detonar o projeto original – o primeiro estádio do mundo a ter uma marquise sem vigas. Fiquei emocionado por ver pela primeira vez in loco uma partida de Copa do Mundo. Jogo bom, heio de alternativas. Vieri abriu o placar. Marcelo Salas empatou e virou. No fim, pênalti para a Itália. Desta vez, Baggio não errou. 2×2. Confesso que a quantidade de torcedores chilenos me surpreendeu. No mínimo, fizeram tanto barulho que pareciam em maior número do que os italianos, vizinhos da França. Chi Chi Chi, Le Le Le”. Foi a minha ‘estreia’ em Copas do Mundo. Inesquecível. Não ficaria para a segunda fase. Tinha que conhecer o Stade de France. Resolvi ver Holanda x Bélgica. Jogo chaaaatooooo! 0x0.

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Memorabilia: Holanda 0x0 Bélgica

Depois de muitas reclamações e cobertura da mídia, a muito custo a empresa de turismo picareta conseguiu ingressos para a segunda e terceira partidas do Brasil. Toca a excursão (de ônibus) para Nantes.

No estádio La Beaujoire, o Brasil venceu o Marrocos por 3×0. Aos 9 minutos, o primeiro gol de Ronaldo Fenômeno na história das Copas (ele fez 15 ao todo). Rivaldo – o melhor do Brasil em 98- ampliou. E no segundo tempo, Bebeto fechou a goleada.

Bebeto fez o terceiro gol do Brasil contra Marrocos.
Bebeto fez o terceiro gol do Brasil contra Marrocos.

Assistimos à partida atrás de um dos gols. Brasileiros e marroquinhos misturados, sem problema nenhum.

Memorabilia: Brasil 3x0 Marrocos
Memorabilia: Brasil 3×0 Marrocos

O rolê do futuro autor do blog Fut Pop Clube pela Copa do Mundo da França terminou em outro estádio histórico. O Vélodrome, em Marselha. Também usado no Mundial de 1938 e reformado para 1998 (para a Euro 2016, recebeu uma cobertura espetacular). Até casamento teve, antes de Brasil x Noruega!

@FutPopClube
@FutPopClube

Dá para imaginar algo assim hoje em dia? Difícil.

@FutPopClube
@FutPopClube
Memorabilia: Brasil 1 x 2 Noruega
Memorabilia: Brasil 1 x 2 Noruega

Bebeto abriu o placar. Tore Andre Flo empatou e numa lambança de Júnior Baiano – um pênalti ‘mirim’ -, a Noruega virou, com Rekdal.F Digitalizar 06-2K13 -00001

Mais uma do Vélodrome
Mais uma do Vélodrome

Minhas férias continuaram na Espanha (desci de Fokker 50 em Barcelona – paixão à primeira vista!). E o Brasil seguiu viagem até a final fatídica, até hoje motivo de muita polêmica e teses conspiratórias. A seleção arrasou o Chile, no Parc des Princes: 4×1. Nas quartas, de volta à Nantes, partidaça contra a Dinamarca. 3×2. Rivaldo Maravilha! Semifinal e m o c i o n a n t e contra a Holanda, em Marselha. Ronaldo marcou, Kluivert empatou no finalzinho. Prorrogação. A decisão saiu nos pênaltis. Taffarel! O Brasil de Zagallo, que começou a Copa sem encantar, chegou à final no Stade de France com todos os méritos. Mas aí Ronaldo sofreu aquele apagão… e o Brasil tomou um vareio da França de Zidane. Pô, tomamos gol até do Petit…

1998: minha “estreia” em Copas

Fui à Copa do Mundo de 1998, na França, como turista.Aliás, um dos milhares de brasileiros que compraram pacotes para ver jogos do Mundial e, chegando a Paris, descobriram que iam ficar a ver navios na partida inaugural, Brasil x Escócia. Estava formado o movimento dos sem-ingresso. Alguns poucos pagaram centenas de dólares a cambistas para ver a estreia da Seleção, no imponente Stade de France. Não me arrisquei. Acabei vendo o primeiro tempo num telão, numa área externa do Stade de France, ao lado de poucos brasileiros – e milhares de escoceses. Mico total. Pressentindo que aquele relativo clima de confraternização poderia mudar radicalmente em caso de alguma eventual provocação, preferi assistir ao fim do jogo no hotel (depois de muita briga, as empresas picaretas acabaram entregando ingressos para Brasil x Marrocos e Brasil x Noruega, mas o estrago já estava feito). Fiquei com tanta raiva de viajar para França e acabar vendo o jogo pela TV que no dia seguinte peguei um TGV e me mandei para Bordeaux.
Consegui comprar um ingresso na porta do simpático estádio Parc Lescure, que lembra vagamente o Palestra Itália, em São Paulo, gramado perto da torcida.
Num 11 de junho como hoje, Itália (vice-campeã em 94) e Chile jogaram pelo grupo B. De uniforme branco, a Squadra Azzurra saiu na frente. Contra-ataque veloz italiano: passe de Baggio para Vieri. Gol. 1×0. A seleção treinada por Cesare Maldini recuou demais. Parecia meio óbvio o que ia acontecer. Não deu outra. O Chile, que tinha os ídolos Ivan Zamorano e Marcelo Salas no ataque, chegou ao empate no finzinho da 1ª etapa. E virou na segunda. Dois gols de Salas. A Azzurra ganhou um pênalti nos últimos minutos. Quem se preparou para bater. Roberto Baggio. Justamente o responsável pelo último lance da copa anterior: aquele pênalti isolado sobre o travessão de Taffarel (“é tetra, é tetra!”). Desta vez, Baggio acertou a rede. 2×2. Repare na tristeza do narrador da TV chilena neste vídeo com os melhores momentos (link aqui).
O que achei muito curioso: apesar de a Itália ser vizinha da França, a torcida chilena me pareceu mais numerosa e muito mais barulhenta naquela tarde de Copa em Bordeau. “Chi-chi-chi, Le-le-le”.
Jogaço, cheio de estrelas do futebol nos anos 90. Devo dizer que foi difícil segurar a emoção de estar ali, por tudo o que tinha rolado de sacanagem com turistas brasileiros, sim, mas principalmente por ver pela primeira vez uma partida de Copa do Mundo, in loco, 20 anos depois de começar a acompanhar seriamente um Mundial pela TV (o de 1978). O Chile (que tinha atletas que passaram por clubes brasileiros, como o goleiro Tápia e o meia Sierra) ficou em segundo lugar no grupo. Que azar. Pegou o Brasil de cara, nas oitavas. Show de Ronaldo Fenômeno, Rivaldo Maravilha e cia no Parque dos Príncipes, estádio do PSG, em Paris. 4×1. A Itália foi mais adiante, só caiu nas cobranças de pênaltis ante a futura campeã, a França, nas quartas de final.

Mata-mata virtual

Concorrida a noite de lançamento dos dois golaços dos jornalistas Mauro Beting e Milton Leite, As Melhores Seleções Estrangeiras de Todos os Tempos e As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos ambos da Contexto. Aproveito a colher de chá do Blog do Mauro Beting para publicar os atalhos para os confrontos imaginários que o comentarista de tantos veículos menciona.

Hungria de 54 x Brasil de 58! Que jogaço seria!

Brasil de 62 x Inglaterra de 66!

Outra partidaça: Brasil de 70 x Holanda de 74!

Alemanha de 74 x Brasil de 82 !

Argentina de Maradona (86) x Brasil de Romário (94) !

Revanche: França 98 x Brasil 2002 !

Outros Links:

Primeiro texto do blog sobre os livros das maiores seleções brazucas e gringas.

Entrevista com Mauro Beting, dividida em 3 posts, em junho de 2009, época do lançamento de Os Dez Mais do Palmeiras. Ele falava de favoritos para Copa, Seleção, Dunga, torcidas, sobre alguns desses 10 mais do alviverde, os maiores Palmeiras da história e música!