Música de chuteiras

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Ninguém aguenta mais ouvir a melô que começa com “Eu sou brasileiro…” nos estádios. A falta de bons refrões no gogó da torcida brasileira virou quase assunto de estado. Patrocinadores resolveram sugerir algumas letras, como se fossem encartes dos queridos discos de vinil. Talvez as torcidas organizadas dos principais clubes do país poderiam selar a paz e ensaiar algumas musiquinhas para embalar a Seleção. Utopia, eu sei. Na goleada contra Camarões, pelo menos rolou “o campeão voltou”. Calma lá. Confesso que temo o show da torcida do Chile no jogo de sábado no Mineirão… E se o Brasil vai passando e pega a Colômbia ou Uruguai nas quartas e mais pra frente, chega a uma final contra a Argentina? A torcida vai ter que jogar junto. Ok, tem rolado o clássico do Neguinho da Beija-Flor, “Domingo (Eu Vou Maracanã)”. Poderia rolar “Fio Maravilha”, “Umbarauma” (entre tantas do mestre Jorge Ben Jor), “Voa Canarinho”, um trecho do hino (…”pátria amada Brasil!), tantos sambas… beto xavierQuem sabe, uma passadinha na exposição Música de Chuteiras, que fica até o final da Copa no Sesc Pompeia, zona oeste de São Paulo, possa inspirar o 12º jogador canarinho. É de graça. Vou tratar dessa mostra ainda neste post, mas antes queria comentar uma curiosidade. São tantas músicas brasileiras sobre futebol, pelo menos desde os tempos de Friedenreich – tantas, que há 2 livros sobre a relação música/futebol, o do Assis Angelo e o do Beto Xavier, que aliás, é um dos consultores da mostra do Sesc – mas para esta Copa, não apareceu quase nada. Tem um bom jingle do banco que patrocina a Seleção… recebi também um samba funk do João Damásio, cantor e compositor de Campos (RJ).

A expo Música de Chuteiras tem curadoria de Marecelo Duarte (“O Guia dos Curiosos”, “Loucos por Futebol”), projeto cenográfico de Álvaro Razuk, consultoria do jornalista Beto Xavier (autor do livro e do blog “Futebol no Mais da Música”) e do colecionador Francisco Antônio Neto, dono de um acervo impressionante. O próprio curador Marcelo Duarte ajuda com sua coleção (que começou com o pai), ponto de partida da mostra.

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A cara da Bossa Nova

Projeto gráfico e foto de Cesar Villela

Aqui vai uma dica para quem se amarra em Bossa Nova e na arte das capas de discos. Começou hoje em Sampa a exposição Elenco – A Cara da Bossa. Organizada pela historiadora Zuleika Alvim, a expo leva 75 capas de vinis, fotos e design da extinta gravadora Elenco ao Instituto Tomie Othake. E o criador do visual dos discos de gente boa como Nara Leão, Maysa e Baden Powel foi o artista gráfico Cesar Villela, responsável por essa bela imagem ao lado – capa do LP Nara, de 64 – e mais duas que você pode ver aqui dentro do post. Continuar lendo “A cara da Bossa Nova”