Está no ar desde as quartas de final a edição 69 do programa online Rock Flu, com a segunda parte do especial Copa do Mundo. Desta vez, o convidado de Serginho Duarte e Gustavo Valladares para comentários sobre futebol e música é o guitarrista Renato Zanata, da banda Zanata & Blues Trio, agora um dos titulares da coluna Futebol Argentino, no globoesporte.com. São mais 16 sons, cada um “vestindo” a camisa de uma seleção do Mundial 2010. Países que ainda estão na disputa, que caíram nas quartas, nas oitavas ou não passaram da primeira fase. No Rock Flu, como nas Olimpíadas, o que importa é participar!
Quem ganharia um mata-mata sonoro entre a banda Buitres, vestindo com a conhecida garra uruguaia a linda camisa da Celeste Olímpica e o veterano grupo Golden Earring, com a não mais bela camisa laranja da Holanda?
Podemos até pensar em revanches musicais: Kraftwerk, da favorita Alemanha, pais da música eletrônica, versus Kaiser Chiefs (banda de Leeds, Inglaterra, nome que faz uma referência ao Kaizer Chiefs, time de futebol de Johanesburgo, África do Sul).
Quem ganharia: os Heroes Del Silencio (extinto grupo de hard rock de Zaragoza, Espanha) ou Os Pontos Negros (Portugal)?
Divididos veste a camisa albiceleste da forte cena rock da Argentina). Horkýže Slíže representa o rock da Eslováquia, novata em Copa que eliminou a Azzurra. Também tem música de banda roqueira do Paraguai: Los Rockers.
Elvis Presley, o rei do rock, foi escolhido para representar o supreendente time de Donovan, a seleção de “soccer” dos Estados Unidos.
Os tricolores Serginho e Gustavo não esqueceram quem dançou na primeira fase. Da terra de Didier Drogba, vem o Zoanet Comes (cantor de reggae da Costa do Marfim). Da Nova Zelândia, o país do time dos all blacks ou all whites, dependendo do esporte, se rugby ou futebol, o Rock Flu pescou a banda Atlas. E a Dinamáquina? Não foi deixada de lado, não! Do fundo do baú do rock, o programa tirou o Moses, um trio dinamarquês de hard rock dos anos 70, cujos vinis viraram uma raridade. Da Coreia do Norte (Pochonbo Electronic Ensemble, uma orquestra. E o que mais me chamou a atenção, representando a Argélia, foi Rachid Taha, com uma maneiríssima cover de “Rock the Casbah”, clássico da essencial banda The Clash (discão “Combat Rock”). Coprodutor e um dos apresentadores do programa, Serginho me recomenda o balanço jazz do Manu Dibango, de Camarões.
Acesse www.rockflu.com.br e baixe. Copie num pen e ouça no carro ou enquanto navega aqui pelo blog… Hahaha!
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Granja, nas Copas de A a Z
O “cocoricocó” que o goleiro Green, do West Ham e do English Team, engoliu no empate em 1×1 com os Estados Unidos poderia perfeitamente estar na sala que leva o nome de Granja, numa exposição muito bacana sobre os mundiais, que o Museu do Futebol inaugurou há pouco: As Copas de A a Z. Neste domingo, Chaouchi, da Argélia, também foi enganado pela Jabulani, na derrota para a Eslovênia, que lidera o grupo C. Será que a bola tem algo a ver?
Estive quinta-feira no Museu do Futebol e, talvez por ter entrada franca naquele dia, a exposição estava bem movimentada. E a montagem dessa sala Granja, com muito milho e uma TV num poleiro exibindo alguns frangos das Copas, chamou a atenção do público.
A letra C é de Chocolate, dedicada às maiores goleadas dos mundiais.
E, de Estilo: tributo à cabeleira de Valderrama.
F é de Figurinha. Na paredes, reproduções de cromos de figurões de Copas, como Puskas e Dino Zoff. Também há reproduções xerográficas coloridas de quatro álbuns de copas passadas, como a de 1950 e a de 1982 (do Ping-Pong).
M de música, com trilhas sonoras que embalaram Mundiais: “Touradas em Madrid” (cantada no Maracanã em 1950, na goleada de 6 a 1 sobre a Espanha), “A Taça do Mundo é Nossa” (58), “Pra Frente Brasil” (70), “Voa Canarinho” (82) e uma que eu não me lembrava, “O Mundo é Verde-Amarelo”, gravada por toda a Seleção de 1986.
E assim por diante, até as letras Y de Yashin, o “aranha negra”, goleiro da URSS, e Z de Zebra, claro, homenagem à zebrinha do “Fantástico” e a surpresas como EUA 1X0 Inglaterra, no estádio Independência, de Belo Horizonte, em 1950.
Criativa e muito bem montada como todas as exposições do Museu do Futebol, As Copas de A a Z são um bom passeio para quem quer curtir o clima de Copa, até 7 de novembro… (confira horários na página do Museu).
LEIA TAMBÉM:
Exposição Placar/40 Anos: Futebol História e Paixão (essa acaboui, mas no post pode ver fotos)
Blogue da Bola
Copa Africana de Nações
Palancas Negras x Estrelas Negras. Elefantes contra Raposas do Deserto. Faraós x Leões Indomáveis. Os Chipolopolo (balas de cobre) contra Super Águias.
Com uma ajudinha do transado Almanaque do Futebol Sportv, dos jornalistas Gustavo Poli e Lédio Carmona, vamos “traduzir” os apelidos das 8 seleções classificadas para as quartas-de-final da Copa Africana de Nações, a CAN.
Palancas Negras = seleção de Angola
Estrelas Negras = seleção de Gana
Elefantes = Costa do Marfim (confira ilustração bolada pela artista plástica Lais Sobral pro blog)
Raposas do Deserto = seleção da Argélia
Esta é fácil: faraós = seleção do Egito
Leões Indomáveis: Samuel Eto´o e cia (confira a ilustração de Lais Sobral em homenagem a Camarões).
Chipolopolo (balas de cobre): apelido da seleção de Zâmbia.
Super Águias = seleção nigeriana (confira a ilustração da artista)
Esta fase de mata-mata das CAN será disputada domingo e segunda-feira agora. Vale lembrar que Leões Indomáveis (Camarões), Elefantes (Costa do Marfim), Estrelas Negras (Gana), Raposas do Deserto (Argélia) e Super Águias (Nigéria) também disputam a Copa do Mundo a partir de junho, na casa dos Bafana Bafana, os sul-africanos, que não se classificaram para a Copa Africana de Nações.
O terror no continente da Copa
Os Bafana Bafana não se classificaram, mas com certeza a África do Sul está com dois olhos na 27ª Copa Africana de Nações, que começa hoje em Angola. Um, claro, para avaliar possíveis adversários, se é que a seleção treinada por Parreira passará da primeira fase. Costa do Marfim, Gana, Argélia, Camarões e Nigéria também estarão na Copa do Mundo.
O outro é para a questão da (in)segurança. Como sabemos, o ônibus da delegação de Togo foi metralhado por um grupo separatista da província angolana de Cabinda (Forças de Libertação do Estado de Cabinda-Posição Militar). O ataque provocou a morte de três pessoas. Togo tem todo direito de abandonar a competição – e espero que nenhuma entidade puna o futebol do país por isso. Mas o show, digo, a bola não vai parar. Aí é o dilema. Suspender as disputas seria dar o braço a torcer e fortalecer os terroristas.Manter os jogos da Copa Africana em Cabinda pode parecer um desrepeito às vítimas de Togo e representar uma ameaça aos elencos da Costa do Marfim, Gana e Burkina Faso, que devem jogar na província. Que a África do Sul e o Brasil abram os olhos para esse tipo de ameça nos próximos Mundiais. A segurança de jogadores, torcedores e jornalistas não pode ser negligenciada.
Não faltará a garra uruguaia na Copa
É a seleção com mais garra do mundo. Pode até faltar qualidade, mas os caras lutam pela bola como um faminto por um prato de comida. A duras penas e com muita emoção, o Uruguai é o 32º (e último) classificado para a Copa do Mundo de 2010. Em Montevidéu, a Celeste empatou com a Costa Rica, que também lutou muito. E completa o fechado clube dos campeões mundiais – todos os sete estarão presentes na África do Sul.
Hoje a França se garantiu na prorrogação contra a Irlanda em Saint Denis com um gol absurdo… Henry apalpou, arrastou a bola com a mão (se fosse no vôlei ou no handebol, que usam a mão, não valeria… no futebol, pode…). Agora, segurem Les Bleus. E nada de tremer ao ouvir a Marselhesa, galera!
Também se classificaram hoje Argélia (eliminou Egito), Eslovênia (surpreendeu a Rússia), Grécia (barrou Ucrânia e Shevy… que pena) e Portugal (eliminou a Bósnia). Só quero ver se tiver Brasil x Portugal na Copa. Com Deco, Pepe e Liédson do lado de lá. Os grupos da Copa do Mundo 2010 serão sorteados em 4 de dezembro, na Cidade do Cabo!



