Brasil e Itália decidiram as Copas de 1970 e 1994. Nas duas ocasiões, a seleção Canarinho levou a melhor sobre a Azzurra. No ano do tetra, foi apertado, só nos pênaltis. Mas no tri, foi um chocolate: 4×1. Olha só a animação stop-motion feita pelo portal Futbox para o quarto gol, do capitão Carlos Alberto Torres.
E que golaço do Futbox. O portal é uma enciclopédia ilustrada do futebol. Bate um bolão com ilustrações sobre a história dos clubes, dos dérbis (os grandes clássicos), dos principais troféus, do Brasileirão 2013 e da Copa das Confederações. A animação do gol do capita Carlos Alberto é uma da lista de gols históricos das Copas do Mundo, que podem ser conferidos neste link: http://www.futbox.com/pt/animacoes
Dentro do post, os créditos dessa animação. Dez,não?
Dos 5 clássicos entre Canarinho e Azzurra nas Copas, ganhamos as duas finais (tema do post seguinte) e vencemos também a decisão do 3º lugar em 1978 (golaço do Nelinho!). E a Itália triunfou em duas autênticas “decisões”: semifinal de 1938 e em 5 de julho de 1982.Só no ano passado, o Brasil 2×3 Itália do velho estádio do Espanyol e a seleção de Telê foram tema de três livros brasileiros, mais o do colombiano Wilmar Cabrera, “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándal“, lançado na Espanha. E agora “82 – Uma Copa – 15 Histórias“ reúne 15 contos de ficção em torno da chamada “tragédia do Sarrià”. Ele fala de uma seleção que não ganhou a Copa, mas conquistou o mundo, como diz o título de outro livro, o de Falcão. O Brasil de Telê poderia empatar, mas perdeu da grande Itália de Zoff, Rossi e Bearzot e saiu fora de um emocionante Mundial.
Dentro do post, o convite para a próxima noite de lançamento do livro organizado por Mayrant Gallo em Salvador, que tem na capa a premiada foto de Reginaldo Manente, primeira página do saudoso “Jornal da Tarde” no dia seguinte da “tragédia“. Continuar lendo ““82 – Uma Copa – Quinze Histórias””→
Is this the end of the beginning or the beginning of the end?
Birmingham, 1970. O quarteto lança “Black Sabbath” num ano em que as bombas explodem no Vietnã. Espanha e Portugal vivem sob ditadores, os Beatles e o sonho tinham acabado. O Brasil, sob o AI-5, vivia seus piores anos de chumbo, com o linha dura Emilio Garrastazu Médici na presidência. No finzinho de 1970, o segundo álbum, “Paranoid”, foi #1 nas paradas britânicas. Quarenta e três anos depois, um álbum da banda volta a liderar as paradas em casa.
2013. Um ano em que o bicho pega na Síria, em que Turquia e Brasil vão para as ruas, em que jogo de Copa Libertadores termina com morte de um torcedor de 14 anos, varado por um sinalizador, em que israelenses e palestinos continuam se estranhando, em que se mata porque a vítima do assalto não tem mais do que…
Grécia 2004. Portugal 2004. Brasil 2014 (mais Rio 2016!). “Eu sou você… amanhã”?
Sempre que leio as notícias sobre crise econômica na Grécia e em Portugal, não tenho como não me preocupar com o futuro do Brasil… A Grécia gastou os tubos com os Jogos Olímpicos de Atenas 2004. No mesmo ano, Portugal recebeu a Euro 2004. Muitos estádios e outros equipamentos erguidos para essas duas competições andam vazios… ou foram até abandonados. São elefantes brancos. Saca só os custos dos seis estádios usados na Copa das Confederações (para não falar dos outros seis da Copa do Mundo, três deles correndo o risco de serem os novos “Vaziozões”).
Estádio Nacional Mané Garrincha: R$ 1,2 bilhão (US$ 533 milhões)
Maracanã: R$ 1,049 bilhão (US$ 466 milhões)
Fonte Nova: R$ 699 milhões (US$ 310 milhões)
Mineirão: R$ 695 milhões (US$ 309 milhões)
Arena Pernambuco: R$ 532 milhões (US$ 236 milhões)
Castelão: R$ 518 milhões (US$ 230 milhões)
São estádios, ou melhor, “arenas” com padrão Fifa? São, sim senhor. Mas a questão é que nada em volta atende o elevado padrão Fifa. O transporte até os estádios está longe de ser padrão Fifa. Não temos trens interestaduais e escolas sequer no padrão Conmebol. A segurança pública, então, passa longe do padrão Fifa. Se algum torcedor estrangeiro passar mal, poderá ver que há hospitais públicos e particulares sem padrão Fifa também. Aliás, muitas coisas na Europa, onde moram os senhores Blatter e Valcke, também não têm padrão Fifa. Na verdade, acho que eles moram em Marte. Não sabiam que no Brasil quase nada tem padrão Fifa? Que isso leva muito tempo para construir?
É muito maneiro assistir a um jogo perto do campo, sem pista de atletismo. Sem dúvida. Não que não possa ser uma experiência legal também se tiver uma pista na frente. Não vai impedir um time de jogar bem, se tiver talento. Não vai impedir que uma torcida faça uma festa linda – como a do São Paulo já fez tantas vezes no Morumbi, como os times romanos fazem no Olímpico da cidade eterna. Aliás, na Europa há excelentes estádios com pistas de atletismo. A final da Copa de 74 foi num deles, hoje esquecido pelo futebol. Vai me dizer que Alemanha de Beckenbauer x Holanda de Cruyff não fizeram uma grande decisão?
Os três times mais rentáveis do mundo em 2012 (Real Madrid.Barcelona e Manchester United) não têm exatamente estádios novos. Vai me dizer que não poderia ter jogo de Copa do Mundo no Maracanã já bem reformado para o Pan 2007? No Mineirão ou no Castelão de antes das últimas reformas ou no Pacaembu? Com um mínimo de boa vontade, vai me dizer que não poderia ter abertura do Mundial no Morumbi? Não faz tanto tempo assim -Zidane, Ronaldo, Rivaldo jogavam (muita) bola- fui à Copa de 1998 na França (aliás, bem bagunçada no quesito ingressos; e houve muita briga de torcida) e, com exceção do Stade de France, não havia assim nenhuma arena galática. O Velódrome de Marselha, só agora está ganhando cobertura. O estádio Lescure, em Bordeaux, parecia um pouco com um Parque Antarctica – o de antes da reforma. Aliás, o futuro Allianz Parque (construído pela W Torre) não foi sequer considerado para o Mundial. Nada contra o Beira-Rio, vai ficar bonito, mesmo sem ter público assim tão pertinho do campo como no new Maraca, mas por que o estádio colorado foi convocado para a Copa e a Arena do Grêmio não?
Quem vai jogar no Mané Garrincha? Os grandes times do Rio de Janeiro? Pode ser, porque no Maracanã, não há acerto entre os futuros concessionários e o Flamengo, time de maior torcida. Mineirão: o Cruzeiro não tem lotado o estádio apesar de seu forte programa de sócio; o Galo prefere jogar no Independência, mais barato … e um alçapão fatal para o time visitante. O Castelão não lotou na rodada dupla de reinauguração, com partidas dos dois maiores times do Ceará. E a Arena Pernambuco? É bonita, tem uma acústica interessante, mas fica muito longe do centro do Recife (veja post anterior). Sport e Santa não abriram mão de seus estádios. Sobrou para a torcida do Náutico.
Governar não é construir estádios.
E como dizia pelo menos um cartaz no Castelão em Brasil x México, também “queremos hospitais padrão Fifa”.
Camiseta Taitíbis, da IbisMania. Reprodução: twitter @ibismania
O humorado pessoal da Ibismania bolou uma camiseta que relaciona a simpática seleção do Taiti com o Íbis, clube pernambucano de Paulista (região metropolitana do Recife). Muito ao contrário do Politheama de Chico Buarque, o Íbis Sport Club cultiva a fama de ser o “pior time do mundo” (tem até camisa oficial em loja para turistas no aeroporto do Recife).
Brincadeiras à parte… O Íbis, digo, o Taiti levou 16 gols nas duas primeiras rodadas da Copa das Confederações – quase um gol a cada onze minutos… mas é muito bacana a presença dos campeões da Oceania na Confed 2013. Um espírito olímpico, tipo “o importante é competir”. Quase o tal do “ódio ao futebol moderno”. Continuar lendo ““Taitíbis””→
Quando pedi à artista plástica Lais Sobral uma arte sobre o Japão, queria homenagear a classificação dos samurais azuis para a Copa do Mundo 2014. O “J-team” já foi eliminado da Copa das Confederações… mas caiu de pé, pô! Que jogo foi aquele conta a Itália, que emoção, quantas mudanças de rumo! Agora, é o tal negócio… a torcida pró-Japão gritar ‘olé’ para Itália quando os samurais tinham 2×0 no placar… a Azzurra é uma squadra que não dá para cutucar com vara curta, não se pode bobear (como Alemanha, Uruguai, Corinthians, Boca…).
Mas este post aqui é sobre o Japão… eu já tinha gostado da festa das torcida do país do sol nascente na classificação para 2014… e gostei desse time que veio ao Brasil. O talento do Kagawa, a concentração do Honda… Os japoneses deram azar de cair no mesmo grupo dos dois maiores campeões das Copas… e perder as duas primeiras partidas. Mas o futebol tem presente e futuro do outro lado do mundo. E claro, Zico e todos os brasileiros que trabalharam lá têm muito a ver com isso. Continuar lendo “Japão 2014, no traço de Lais Sobral.”→
O Newell´s Old Boys conquistou o Torneo Final, na Argentina. Pelo novo formato do futebol dos hermanos, o time rosarino, campeão do torneio final, decide o título argentino contra o vencedor do torneio inicial, o Vélez. Continuar lendo “Newell´s”→
“Pelo Sport tudo. Até depois de morrer.” A campanha para aumentar a captação de doadores de órgãos, bem bolada pelo marketing do Leão da Ilha, o Sport Club do Recife, da agência Ogilvy e da produtora Homem de Lata já faturou um Grand Prix, dois Leões de Ouro e um de Prata no Festival Internacional de Criatividade Cannes … Lions! Confira o vídeo.
No comentário de amigos “futboleros” (pra usar um termo espanhol) como Beto Xavier ou no texto de cronistas como o Zanin, do Estadão, surgem comparações entre o tiki-taka da Espanha e o futebol total da Holanda, a Laranja Mecânica de 1974. Aliás, Cruyff também brihou no Barça e continua sendo uma espécie de guru, de mentor, do ofensivo estilo do campeão espanhol. Mas esta geração da Roja ganhou o que a Laranja de Cruyff não conquistou. Um Mundial, duas Euros…
Grave, baixe, aperte o botão curtir para as partidas da Espanha, enquanto é tempo.
Ah! La Rojita, a seleção sub-21 da Espanha, acaba de conquistar sua segunda Eurocopa seguida, com vários jogadores já titulares em seus clubes. Continuar lendo ““Gazpacho mecânico”, o carrossel espanhol.”→
A bandeira do Vitória ficou alguns dias estendida na varanda do apartamento paulistano de um torcedor do Leão da Barra, para comemorar a volta à Série A do Brasileirão – até que alguém reclamou… Sempre tem…
Vai dar trabalho para todo mundo que for jogar lá em Salvador (acredito que o clube continuará mandando seus jogos no Barradão; sei que o rival tricolor acertou com os administradores da Fonte Nova para mandar jogos no estádio reerguido).
Li no Futebol Marketingque a campanha Meu Sangue é Rubro-Negro ganhou o prêmio Marketing Best. Bom gancho para o Fut Pop Clube aqui mencionar essa campanha sensacional do Vitória e da Penalty, o que eu não fiz na época.
Bela ideia! Gostei demais da camisa, que chegou a ficar sem o vermelho, com listras horizontais só pretas e brancas e aos poucos foi ganhando “sangue”, para ressaltar a importância da doação…