Entrou em cartaz um Festival Internacional de Documentários Musicais. O In-Edit.Vai até 5 de julho, em 5 espaços de São Paulo: MIS, Galeria Olido, CineSesc, HSB Belas Artes e Centro Cultural da Juventude. A partir de 9 de julho, o In-Edit chega ao Rio (cine Santa Teresa). A programação é extensa e tem produções brasileiras e importadas, de vários formatos e metragens. Na sexta, 26, 18h, Olido, a primeira das 4 sessões de Ruídos das Minas, sobre a cena metálica de BH (Sepultura, Overdose, Sarcófago etc). O blog do festival tem trailer. No sábado, 27, o cine da galeria Olido passa Jards Macalé – Um Morcego na Porta Principal. Começa às 19h30 e depois do longa, tem show! De graça. Um pouco antes, às 18h, no Belas Artes, Guidable – A verdadeira história dos Ratos de Porão, doc sobre a banda punk do João Gordo. Que terá mais 3 sessões em outros dias e cinemas. O pessoal pede pra chegar cedo. O In-Edit ainda tem filmes sobre Elvis, Nina Simone, Stones, Ramones (The End of the Century) mais punk, hardcore, Johnny Cash, Cantoras do Rádio etc etc etc. Bacana, eclético. E eu que ainda não consegui nem ver o Loki, produção do Canal Brasil sobre o mutante Arnaldo Baptista…
Categoria: Rock
Show do Metalmorphose
A banda carioca Metalmorphose faz neste domingo, 21 de junho, no Rio, um show com três motivos para chamar atenção de quem curte/curtiu metal brasileiro do começo dos anos 80: a comemoração dos 25 anos do disco Ultimatum, recentemente editado em CD (leia sobre o relançamento aqui); o lançamento do CD inédito Maldição e ainda a gravação de um DVD, A Esperança Nunca Morre. Metalmorphose toca às 19h, no teatro Odisséia, na Lapa, colada no centro do Rio. O ingresso mais caro custa 22 reais.
Um blues para Rory Gallagher
Num 14 de junho, o mundo do blues rock perdeu o espetacular guitarrista irlandês Rory Gallagher. Ele morreu com apenas 47 anos, devido a complicações após um transplante de fígado, em 1995.
Deixou uma pá de bons discos, como Photo-Finish, de 1978, gravado no estúdio alemão do produtor Dieter Dirks, que trabalhou com o Scorpions. Ouvi neste domingo. Gravado por um power-trio. É um blues eletrizante, com muita slide guitar, harmônica de vez em quando, batida sincopada, recomendado para quem gosta de Stevie Ray Vaughan, por exemplo. Certamente, os dois saudosos guitarristas tiveram muitos ídolos em comum – a bio do irlandês no site All Music diz que ele era um grande colecionador de discos e cita Leadbelly, Albert King, Freddie King, Buddy Guy, Muddy Waters e John Lee Hooker como influências – quase todos com clássicos regravados por SRV! Procure Shadow Play ou a balada bluesy Fuel to the Fire na internet. São dois dos destaques do disco. Para sorte de quem vive no século XXI, Rory Gallagher também fez grande shows, registrados em discos ao vivo ou DVDs (leia meu texto anterior). Dica de blog em inglês: Shadow Plays. Tem notícias de vários shows e festivais em tributo ao guitar hero irlandês.
Entrevista com Mauro Beting (final)
Seguimos com o papo via e-mail com o jornalista Mauro Beting. Abaixo, a linha atacante de raça, digo, as três últimas perguntas. Ele fala do pai, Joelmir Beting, de música -brinca de DJ!-e futebol, claro.
9 – Fut Pop Clube – Seu pai trabalhou no jornalismo esportivo antes de mudar para as páginas de economia. O estilo do Joelmir influenciou seu texto?
Mauro Beting – Muito. Por DNA, não por cópia. Mas, claro, sem a mesma qualidade. O que é bom é que sempre soube que eu não estava à altura dele. Nunca pretendi chegar perto. Mas, de fato, tem alguma coisa. No início de carreira, até fiz alguns textos que ele assinou. Uma baita honra. E sei que, desde o início, até sempre, as pessoas vão comparar, vão achar que ele me botou nos lugares em que trabalhei… sou tão burro que só fui trabalhar com ele depois de 17 anos de ofício. Ele é o pior nepotista que existe, embora nós façamos há 5 anos o programa mais nepotista da história da TV brasileira: “Beting & Beting” [canal Band Sports].
10 – Fut Pop Clube – Você escrevia sobre música pop no começo dos anos 90, no jornal FT, do grupo Folha, que depois virou Agora. Que som você gosta de ouvir hoje? Que show te tiraria de casa?
Mauro Beting – Gosto desde música napolitana até rock bem alternativo.
Não pude ir ao Radiohead, mas é um show que me tiraria de casa. Como Oasis[NdaR: site reformulado!]. Como REM. Como Pink Floyd. U2. Travis. Stevie Ray Vaughan (in memorian). Beatles. Kinks. João Gilberto. Tom Jobim. 10.000 Maniacs. Cowboy Junkies. Ih… tanta gente e tanto gênero. Menos breganejo e pagode, tudo eu escuto. Discothèque, blues, chorinho, hinos de clubes e de países. Nos últimos tempos, tenho até brincado de DJ, numa festa do Simoninha de MPB, e de rock lá na Funhouse, em São Paulo. É o meu maior prazer depois do futebol. por mim, tocaria todas as noites, vendo jogos antigos no telão.
11 – Fut Pop Clube -Pra terminar, uma pegadinha. Qual é o maior Palmeiras da história? O da Arrancada Heróica de 1942? O campeão da Copa Rio, em 1951? A primeira Academia que disputava com o Santos de Pelé? A segunda Academia, bicampeã brasileira? O time que saiu da fila em 93/93 e também foi bi brasileiro? O do ataque de 100 gols? Ou o campeão da América? Difícil, hein?
Mauro Beting – o que mais marcou é o de 12 de junho de 1993. Por culpa de tudo que não fizeram desde 18 de agosto de 1976, excetuando 9 de dezembro de 1979 [Nota do blog: ficou curioso? veja que jogo foi esse no Futpédia]. O futebol mais lindo que vi de verde, e dos mais lindos que vi na vida, é o do primeiro semestre de 1996. O que mais prendeu a respiração foi o de 16 de junho de 1999. Mas aquele que vi em 20 de fevereiro de 1974 ser bi brasileiro é uma rima que foi uma seleção do Brasil em 1974. Enfim, todos esses, e muito mais. Pelo futebol, o de 1996, mas durou pouco. Pela bola, fico com a segunda academia. Técnica, tática e física. E tinha Ademir. Tinha Luisão Pereira. Tinha Leivinha. Tinha Leão. Tinha Dudu. Tinha César Maluco. E tinha um moleque de seis anos que curtia o primeiro e último amor além da família. E, entre nós, tem família melhor que a do nosso time?
Fut Pop Clube -Valeu, Mauro Beting. Muito obrigado!
Seção FLYER informa: MUSTANG acústico hoje no Rio.
A banda Mustang faz show acústico hoje no Rio. Oito da noite, na loja Sempre Música, no Catete.
Leia aqui outros textos do blog sobre Mustang e a banda anterior do Carlos Lopes, Dorsal Atlântica.
Contagem regressiva
Faltam 7 anos para a a segunda Copa do Mundo no Brasil… Um ano e seis dias para a Copa 2010, na África do Sul. E um pouco menos, 352 dias, para o Rock in Rio. Mas Rock in Rio Lisboa! As pedras vão rolar em 2 fins de semanas, entre 21 e 29 de maio de 2010, no Parque da Bela Vista, em Lisboa. No ano passado, o festival com grife brasileira rolou em Lisboa e Madri, com ótima programação. Tomara que possa dizer: EU VOU! Entre na página oficial portuguesa.
“Cadê o Pênalti?”

Toda a segunda-feira é a mesma coisa. “Cadê o pênalti/que o juiz não deu?” é o que mais se ouve em debates esportivos e conversas de bar. Principalmente depois de clássicos como o Palmeiras e São Paulo da 3ª rodada. Cadê o Pênalty – assim, com y- foi composta e gravada em 1978 por Jorge Benjor, então Jorge Ben, no disco A Banda do Zé Pretinho (Som Livre). E regravada na estreia do Skank, em 1993. Que acaba de ser relançado em vinil, na série Meu Primeiro Disco. Mais detalhes você encontra no último capítulo do livro do Beto Xavier, “Futebol no País da Música”. Pois bem. O Skank esteve em São Paulo para shows no fim de semana. E aproveitou para bater uma bolinha com a comissão técnica do Palmeiras, reforçada por funcionários, diretores, gerente do departamento de futebol e pelo jornalista Mauro Beting, que fez as vezes de goleiro. O vocalista Samuel Rosa ficou “todo todo” com o convite para jogar bola num dos campos da Academia de Futebol do Palmeiras. “Todos sabem que sou cruzeirense, mas a verdade é que o Palmeiras também foi Palestra Itália, por isso a simpatia. É muito legal participar desse momento“, disse o músico. E o time do Skank ainda venceu por 7 a 5!

Leia também:
https://futpopclube.wordpress.com/2009/04/16/10-perguntas-para-beto-xavier/
Voo 666 com destino à casa do fã do Iron
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Saiu agora, em 25 de maio, em DVD duplo, aquele documentário sobre a turnê do Maiden: “Flight 666”, que teve pré-estreia mundial no Rio de Janeiro. Nas lojas, também um CD duplo com a trrilha sonora do filme. Ou seja, clássicos da banda. Neste widget aí de cima, dá para ver, ouvir, jogar… Se sobrar tempo, leia outros textos do blogo sobre o Iron clicando aqui.
“Atualizando o ‘prelim'”(*) musical
Impressionante como uma ou duas semanas sem passar por uma dessas maravilhosas e tentadoras megalojas de música, filmes e livros deixa consumidor mais fissurado meio que desatualizado. Hoje descobri nas prateleiras dois DVDs. Um do Eric Clapton com o Steve Winwood ao vivo no Madison Square Garden. E um DVD triplo (!!!)do saudoso guitarrista irlandês Rory Gallager! Detalhes nos textos abaixo.
* jargão jornalístico
Clapton (IS GOD!) & Steve Winwood
Primeira supresa da tarde musical: Eric Clapton e Steve Winwood, em recém-lançado DVD duplo, também em CD. Os dois músicos tocaram juntos no supergrupo Blind Faith, há… 40 anos! Aqui, atalho para o vídeo de After Midnight no MSG, NY. No tubo, tem muita coisa de outro show do ex-Cream e do ex-Traffic, no Crossroads Festival. Como diria um GRANDE repórter amigo meu: OS CARAS TOCAM PRA CARAMBA!
