
Interessante assistir a uma grande final, de cadeira, sem paixões clubísticas definitivas, apenas simpatias e vontade ver bom futebol. De um lado, um time poderoso, rico, cheio de craques globais, que joga um futebol-arte totalmente ofensivo, com sede numa grande cidade que arrebata o visitante à 1ª vista, dono de 24 copas nacionais. Do outro, um time com menos recursos finaceiros, mas um grande princípio: lá não jogam estrangeiros, e por estrangeiros eles entendem até quem nasceu em outras regiões da Espanha, vencedor de 23 copas. Cenário da finalíssima da Copa do Rei (na Espanha, o correspondente à Copa do Brasil, só que valorizada pela presença de quem entra na competição europeia, como o Barça). Jogo único disputado nesta quarta-feira no caldeirão que é o estádio Mestalla, do Valencia – campo neutro, portanto, para Barcelona e Athletic Bilbao. No começo, o Athletic assustou o adversário poderoso, com um gol de bola parada. Toquero. O Barça empatou o jogaço, digno de final, num belo chute de Yaya Touré. No segundo tempo, só deu azul e grená. Jogada de linha de fundo -gosto de ressaltar isso- e finalização de Messi, com raiva. 2×1. Contra-ataque em velocidade do Barça. De São Paulo, via satélite, gritei pro Bojan: “toca, toca”. Ele não tocou pro companheiro. Tocou foi pro gol! Golaço! 3×1. Falta dura em Messi. Xavi, grande Xavi, bateu com perfeição, como que com as mãos. 4×1. Barcelona, ataque de 150 gols na temporada, informa na TV o enciclopédico PVC. Por enquanto.
O capitão Puyol levantou a primeira taça do Barcelona de Pep Guardiola. Continuar lendo “Primeira festa nas Ramblas de Barcelona…”

Finalmente, o site da Conmbebol publicou nesta terça a notícia que circula pelo menos desde segunda. São Paulo e Nacional do Uruguai estão nas quartas-de-final da Libertadores, em seu ano 50, contaminada pelo vírus da gripe A(H1N1). A confederação adiou, demorou, embaçou… não conseguiu um país neutro para os jogos dos dois tricolores contra Chivas e San Luís… Jogo único realmente não era uma ideia esportivamente justa. E os times mexicanos, convidados para a festa eminentemente sul-americana, preferiram sair fora (será que voltam algum dia? Convenhamos, é muito estranho clube mexicano disputando e até ganhando Copa de nome Sul-Americana). A rodada dupla era a ideia que mais me agradava, mas pelo jeito não houve interesse comercial. Aliás, nem dinheiro nem disputa esportiva podem se sobrepor à questão da saúde, que é muito séria. Faltou diplomacia. Mas agora sempre vai ter que alguém que lembrará que São Paulo e o Nacional se classificaram sem entrar em campo nas oitavas. Ruim pro tricolor paulista, que precisa de ritmo, da confiança que vem depois de vitórias convincentes, se quiser ir adiante. O São Paulo disputa sua sexta Libertadores seguida. Jamais uma classificação à fase seguinte foi tão sem graça, tão sem emoção, tão nada a ver com o tal espírito de Libertadores.



