Slade, Quiet Riot, Oasis

slade_cum_on_feel_the_noize_e1O que o Oasis (grupo inglês) e o Quiet Riot (banda americana) podem ter em comum, além de tocar rock, com guitarra, baixo e bateria? Ambos regravaram o sucesso do grupo britânico Slade, Cum On Feel the Noize assim, escrito errado mesmo. A diferença é que o a cover do Quiet Riot foi o carro-chefe do álbum Metal Health, em 1983. Já a versão do Oasis saiu no single da balada Don´t Look in Anger, 1996. Há 36 anos, o Slade entrou de cara no 1º lugar da parada inglesa de singles com a versão original de Cum On Feel the Noize (26/02/1973). Informação do calendário da excelente revista britânica Classic Rock.

FNM

Com tantos outros grupos voltando, por que não o Faith no More? Um comunicado no site oficial da banda americana diz que o quinteto está conversando, sem pressão de gravadoras. A formação é quase a clássica que gravou o espetacular “The Real Thing”, com Epic, Falling to Pieces, From Out of Nowhere: Mike Patton (voz), Billy Gould (baixo), Mike Bordin (batera), Roddy Bottum (teclados) e no lugar de Jim Martin, John Hudson (guitarra).

Vem aí

Reportagem de capa do Segundo Caderno de O Globo lista o festival de shows importados  que chegam ao Brasil nos próximos meses, como os de Simply Red, Keane, Iron Maiden, o torcedor do Real Madri Julio Iglesias, Radiohead+Kraftwerk (com Los Hermanos), Liza Minelli, Simple Plan, A-ha, Buddy Guy, Kiss, No Use for a Name, B-52´s, Andrea Bocelli, Burth Bacharah, Robert Cray e Heaven & Hell. E ainda tem Deep Purple, semana que vem. Qual desses shows você tem mais vontade de ver? E que outras atrações gostaria de ver ao vivo no Brasil?

Iron Maiden num cinema perto de você

666poster_8002 É, a donzela de ferro quer te pegar, não importa onde você esteja. No blog, tenho falado de filmes de rock e aí vem um certamente  muito especial. O documentário Flight 666, que acompanha a atual turnê do Iron Maiden. Sabe onde será o lancamento mundial? No Brasil, mais exatamente no Cine Odeon Petrobras, no centro do Rio, agora,  14 de março, mesma data do show do sexteto na Praça da Apoteose -do samba e agora do metal. Além da pré-estreia, o filme será exibido em cinemas do mundo todo, mas num único dia: 21 de abril. Portanto, é bom não bobear, porque essas coisas não têm segunda chance. Depois, só em DVD. E por melhor que seja o home-theater caseiro, não é a mesma sensação que ver o primeiro filme sobre o Iron Maiden no cinema! A página da banda na internet remete ao trailer do documentário no You Tube. Clique aqui.

Paixão pela Libertadores e pela música

O livro de Beto Xavier
O livro de Beto Xavier
No mês que vem, o jornalista e radialista Beto Xavier lança o livro que é um projeto de vida: “Futebol no País da Música”, pela Panda Books. Na capa, como você pode ver ao lado, uma bola bem no meio de um disco de vinil – como se fosse o selo dos LPs. Em anos e anos de pesquisa, Beto Xavier entrevistou músicos e jogadores  e reuniu uma belíssima coleção de música popular brasileira sobre futebol.  Cerca de 400 canções são mencionadas no livro, de 276 páginas. Contando versões , o número de músicas brasileiras sobre o “esporte bretão” chega a 1.000, calcula Beto. O livro tem prefácio do jornalista Ruy Carlos Ostermann e texto de contracapa escrito por Júnior, ex-lateral que brilhou no Mengo e na seleção, cantor do sucesso “Voa Canarinho”.
Apaixonado pela MPB e pelo Grêmio, Beto escreveu a pedido do blog um depoimento bem legal sobre a conquista da Libertadores de 1983 pelo seu time de coração. Vale a pena ler aqui.
NOITE DE AUTÓGRAFOS: 2 de abril, 19h, Fnac da avenida Paulista. SP.

Iron Maiden, campeão de voto

ironmaidensbit1copy Você pode não se ligar no som metal tradicional do Iron Maiden, mas se viu pelo menos algum trecho de transmissão da TV dos shows do Rock in Rio de 1985 e/ou 2001, há de reconhecer que os concertos do grupo são mesmo espetaculares. Esta semana, o grupo ganhou em eleição popular o prêmio Brit Awards como melhor banda inglesa ao vivo, superando atrações como Coldplay e The Verve. Com a volta de Bruce Dickinson, um exército de três guitarristas, o baixista Steve Harris correndo mais que juvenil do West Ham, Nicko na baqueta e a mascote Eddie em plena forma pós-morte, o Iron tem tudo para bater um bolão na turnê brasileira que vai passar por Manaus, Rio, Sampa, BH, BSB e Recife!

Um a um

Parafraseando o forró de Edgard Ferreira, gravado por Jackson do Pandeiro e regravado por Paralamas do Sucesso (em estúdio e disco ao vivo) e Mestre Ambrósio (versão altamente recomendada pelo blog)… “este jogo não poderia ser um a um”. Estou falando de São Paulo x Independiente de Medellin. O atual tricampeão brasileiro abusou de perder gols. Tanto que o goleiro Bobadilla, paraguaio, foi o melhor em campo (ao menos uma defesa foi espetacular). Torcida e cronistas perderam a paciência com Zé Luís, que só uma vez foi à linha de fundo. Insistiu demais com balões inúteis para Washington. Os colombianos, com sete na defesa, levavam perigo no contra-ataque – e num deles, no segundo tempo, abriram o placar. Na base do desespero, depois dos 40 minutos, Muricy chegou a ter quatro atacantes em campo. Washington, Borges, Dagoberto e André Lima. E no finzinho da partida, Borges fez um golaço. 1×1. Empate em casa na Taça é péssimo negócio, mas nas circusntâncias foi muito comemorado pelos tricolores. O grupo é pedreira e agora o São Paulo terá de recuperar esses pontos perdidos em Cáli e no Uruguai.

Encruzilhada

ENCRUZILHADA (Crossroads) de Walter Hill. 1986.
ENCRUZILHADA (Crossroads) de Walter Hill. 1986.

“Encruzilhada” adquiriu um certo status de cult movie em meados dos anos 80 ao contar a história de um jovem guitarrista branco de blues em busca do sucesso, com referências à lenda de que o pioneiro bluesman  Robert Johnson teria vendido a alma ao diabo… A trilha sonora é de Ry Cooder. E o melhor do filme é um incendiário duelo de guitarra entre o personagem do jovem bluesman e o guitar hero Steve Vai. Vale a pena ver ou rever. Uma sessão da tarde perfeita!

E você? Gostaria de lembrar de algum filme sobre música ou futebol? Escreva para Fut Pop Clube.

Quase Famosos

"Quase Famosos" (Almost Famous), de Cameron Crowe
QUASE FAMOSOS (Almost Famous) de Cameron Crowe

Este deve ser um dos filmes de cabeceira de ex-fanzineiros e atuais blogueiros. Para nós, fãs de rock, é difícil não se identificar com a história do adolescente que gosta de escrever sobre música,  se deslumbra com a oportunidade de acompanhar uma banda na estrada, conhecer músicos, grupies… e ainda ganhar dinheiro com isso. Já ouvi falar de roqueiro que chorou de emoção no cinema… Destaque para a toda a trilha sonora, performances de Kate Hudson como a groupie Penny Lane e Philip Seymour Hoffman como o crítico Lester Bangs. E para duas cenas em especial: a da turma toda da banda fictícia Stillwater no velho busão, cantando “Tiny Dancer”, sucesso de Elton John – como bem lembrou o Marcos, do blog Futebol& Negócio; e para a hilária cena da tempestade no avião da banda: como os caras acharam que iam morrer, resolveram confessar os maiores segredos; depois que o batera sai do armário, acaba a turbulência. Rola que o diretor e escritor Cameron Crowe se inspirou no Led Zeppelin…

SOM NA TELA: Yardbirds em “Depois Daquele Beijo”

DEPOIS DAQUELE BEIJO (Blow-up), de Michelangelo Antonioni

DEPOIS DAQUELE BEIJO (Blow-up), de Michelangelo Antonioni

Mais um indicação para o seu, o meu, o nosso festival particular de filmes sobre música ou futebol. “Depois Daquele Beijo”, o clássico “Blow-Up” de Antonioni, de 1966, não é exatamente um filme de rock. Mas numa cena, o fotógrafo interepretado por David Hemmings (que contacena com a bela Vanessa Redgrave) acaba parando num casa de shows de Londres, onde se apresentam  The Yardbirds, então com ninguém menos do que Jimmy Page (com  maior cara limpa de adolescente) e Jeff Beck na guitarra. A banda toca “Stroll On”, uma versão um pouco diferente do classicão “The Train Kept A-Rollin’ “. Uma ceninha só do filme, mas vale a pena ver  Jeff Beck dando uma de GUITAR HERO nervosinho, batendo a guitarra no amplificador, quebrando o instrumento e jogando parte para a platéia, que fica alvoraçada. E o fotógrafo com cara de “o-que-é-que-eu-estou-fazendo-aqui”… Também é bem interessante a cena do jogo de tênis imaginário!Ah, a trilha desse filme quase sem palavras é de Herbie Hancock, papa do piano jazz, autor por exemplo da sensascional “Cantaloupe Island”, regravada pelo US3 como “Cantaloop” nos anos 90.