Um doc sobre o mestre Telê Santana!

Praça que leva nome do mestre, no Rio. FUT POP CLUBE.
Praça que leva nome do mestre, no Rio. Foto: FUT POP CLUBE.

Deu no blog do Marcello Lima, repórter da rádio Jovem Pan: as jornalistas Ana Carla Portella e Danielle Rosa e o administrador de empresas Carlos Hamaoka preparam um documentário sobre o maior técnico da história do São Paulo Futebol Clube, ídolo também da torcida do Fluminense, do Galo e dos fãs da seleção de 1982. O trio abriu um endereço virtual para trocar informações com os admiradores do Mestre: Documentário Telê Santana. Lá, já existem vídeos com trailers do doc. Vi trechos de depoimentos de Raí, claro, Sócrates, Zico, Muricy, Leonardo, Careca, Ricardo Rocha, Palhinha, Moraci Sant´anna, Mauro Beting, Luciano do Valle, Márcio Braga e -supresa!- Eurico Miranda. Parabéns pela iniciativa e boa sorte!

Rodada com média de 4,3 gols!

FOTO: Divulgação VIPCOMM
FOTO: Divulgação VIPCOMM

Segunda-feira de gozações para o torcedor são-paulino. Coisas do tipo “Ah, agora, o São Paulo vai conquistar o único título que falta” (Copa do Brasil ou Segundona, dependendo da crueldade do brincalhão). Não poderia haver adversário pior para tricolor, depois da eliminação na Libertadores, do que um rival de cidade, como o Corinthians mais do que ajustado do Mano Menezes. Com 3×1 nem dá para cantar “cadê o pênalti/que o juiz não deu/no primeiro tempo” (leia mais sobre essa música). Já são quase 2 anos sem vitória tricolor no clássico. Abre o olho, Juvenal. Outros destaques da rodada: o Flamengo impôs a primeira derrota no campeonato do Internacional, e que derrota. 4×0 no Maraca, com show de Adriano e direito a coro: “o imperador voltou”. A grande vitória (4×2) do Barueri sobre o Cruzeiro no Mineirão. Os 3 pontos do Vitória nos 4×3 sobre o Bota, garantidos no finzinho. E o pontinho arrancado também no finalzinho na Arena da Baixada mantém o Palmeiras no G4. Destaque negativo: a atuação-lambança do juiz de Santos 2×3 Atlético-MG – vitória arrancada fora de casa que deixa o Galo sozinho na frente após a 7ª rodada.

Muricy: do céu ao inferno em seis meses

O cara deu um tri que o São Paulo nunca tinha conquistado em campeonato nenhum, numa arrancanda belíssima, depois de ficar 11 pontos atrás do líder do Brasileirão 08. Pouco mais de 6 meses depois, é demitido um dia após a eliminação no objetivo maior (Libertadores) pela quarta vez seguida. E se fosse no seu time, você concordaria com a demissão de um técnico como Muricy?
Bem, a esta hora, você já sabem que o sucessor dele no tricolor paulista é o Ricardo Gomes. Mas o assunto do dia em rodas de conversa ainda é a demissão de Muricy. Impressionante.

E “SE”

Muricy Ramalho, em abril. FOTO Wander Roberto/VIPCOMM
Muricy Ramalho, em abril. FOTO Wander Roberto/VIPCOMM

Será que Muricy Ramalho levaria o São Paulo a mais um título nacional, após queda na Libertadores diante de um clube brasileiro? Jamais vamos saber, pois ele não é mais o técnico do tricampeão brasileiro. O certo é que no Brasil, seja na Seleção ou em grandes clubes, e lá fora também, em gigantes como Real e Barça, não basta vencer. Tem que convencer e, se possível, dar show. O problema de Muricy é que este ano nem resultados ele conseguiu. De 12 de abril para cá, o tricolor só venceu duas partidas. Caiu na semifinal do Paulista e nas quartas da Libertadores. Muricy não foi o único culpado, claro. Não fazia tudo sozinho. Mas é mais fácil demitir 1 do que 11 ou 22… A última Libertadores que o São Paulo conquistou, em 2005, foi depois de ganhar o Paulista. O estadual deu tranquilidade ao time. Cair no Paulistão – ainda mais diante do rival Corinthians – com certeza em nada ajudou ao ambiente. Faltou uma opção clara do clube: disputar o Paulistão pra valer, com time de cima, ou jogar com o Expressinho de uma vez.

A semifinal verde-amarela, digo, azul

Com toda a justiça, o Cruzeiro decidirá uma vaga na final da Libertadores contra o Grêmio. A Raposa sobrou nos dois jogos contra o São Paulo de Muricy, que caiu pela quarta vez seguida na competição diante de um clube brasileiro. Erros de contratação, de escalação, indefinição tática, má fase de diversos jogadores, arrogância superando o “isso aqui é trabalho”, diretoria mais preocupada com 2014… A verdade é que o tricolor paulista não jogou nada nesta Libertadores – saiu perdendo em todos os jogos em casa, por exemplo. Como visitante, foi covarde. E vai ter que melhorar muito se quiser disputar a Taça em 2010. 7-3-3? Não dá nem pra imaginar isso agora.

Na outra semifinal, Estudiantes de La Plata x Nacional de Montevideo, dois times com tanta tradição na história da Libertadores como Grêmio e Cruzeiro. Vão ser jogos muito disputados.

As tuas glórias…

A primeira Libertadores, a gente nunca esquece.  Neste 21 de junho, faz 17 anos que o São Paulo de Telê, Raí e cia conquistou a América pela primeira vez, superando o Newell´s Old Boys no tempo normal e nos pênaltis, com uma atuação espetacular do goleiro Zetti… Zetti… Zetti… Zetti! Quatro vezes Zetti, numa das defesas mais espetacularmente narradas por Galvão Bueno, então na rede OM! O blog do Daniel Perrone, link aqui na coluna ao lado, tem vídeo da dramática final.  Eram tempos em que um conhecido apresentador de rádio (hoje também na TV) vivia dizendo: “torcer para o São Paulo é uma grande moleza”. Mas a campanha começou capenga, com um derrota por 3 a 0 para o Criciúma em Santa Catarina (leia mais aqui). Os são-paulinos podem torcer para que 1992 inspire o time do treinador que algumas vezes é apontado como sucessor de Telê. Mas o problema é que os cruzeirenses também podem buscar inspiração na primeira Libertadores, a de 1976, conquistada de forma sensacional (leia). O certo é que um Morumbi cheio vai ver um jogo de, senão belo futebol, pelo menos alta voltagem.

Casa cheia para São Paulo x Cruzeiro

libertadoresEvaporam rapidamente os ingressos para a segunda partida das quartas da Libertadores entre São Paulo e Cruzeiro. Segundo o site do tricolor, quase 40 mil entradas já foram vendidas. Arquibancada, agora, só para quem for participante do programa Sócio-Torcedor ou comprar o Carnê do Brasileirão, do projeto Futebol Card (mais informações aqui). Todo mundo começa a falar em jogo da vida, mas calma lá, torcedor. Nada de arriscar a sua vida e a dos outros por causa de um jogo, mesmo que seja de Libertadores.  Então, nada de reações violentas em caso de decepção esportiva. A bola gira e os campeonatos continuam.

“O herdeiro de Zico”

Publicado em 2009
É assim que o site do Real Madrid define seu mais novo reforço galático. Ricardo Izecson dos Santos Leite já aparece numa ficha técnica em página dedicada ao elenco do Real.  “Um exemplo de qualidade e elegância sobre o terreno de jogo”. O menino começou a mostrar sua estrela ao entrar no segundo tempo da final do Torneio Rio-São Paulo de 2001 – apelido grafado como Cacá e o número 30 às costas,- e marcar dois golaços que confirmaram o título para o São Paulo. Pelo tricolor, que revelou Kaká e teve que negociá-lo “a preço de banana” no meio do Brasileiro 2003 para não perder o prata da casa de graça no fim do contrato, o jovem e já brilhante camisa 8 jogou 129 vezes e marcou 48 gols, informa o Almanaque do São Paulo, trabalho deAlexandre da Costa para a editora Abril.  Em seis anos de Milan, as marcas são ainda mais impressionantes. 70 gols na Série A, 23 na Champions League, 1 na Supercopa da Europa e 1 no Mundial de Clubes, contra o Boca, em 2007. Total: 95 gols! Veja a lista completa, gol a gol, no site do Milan. Com o rubro-negro de Milão, ganhou um Mundial de Clubes, uma Champions, 1 campeonato italiano, uma Supercopa da Itália e duas Supercopas europeias. Fut Pop Clube deseja que a estrela de Kaká siga brilhando na Seleção e agora no Real Madrid. Vai pegar fogo o campeonato espanhol 2009/2010!

Mais da MANIA DE COLECIONAR: botões

A expo Mania de Colecionar, no Museu do Futebol, também tem centenas de times de botões. Conta até com binóculos para o visitante ver os que estão lá no alto. 20-05-09_163023Em  destaque, um botão em homenagem ao Zico. Atrás, um do Clube do Remo. Pelo que me recordo, ambos são feitos de PVC.

Abaixo, botão do Prado, atacante que jogou pelo São Paulo entre 1961 e 67. Segundo o Almanaque do São Paulo, marcou 122 gols em 242 jogos. Ou seja, marcava em média partida sim, partida não. 20-05-09_162800As fotos são via telefone celular.