Zecão, Cardoso, Pescuma, Calegari e Isidoro; Badeco e Basílio; Xaxá, Enéas Camargo (depois Tatá), Cabinho e Wilsinho. Tive um time de botão com boa parte dessa equipe da Portuguesa, campeã paulista de 1973, junto com o Santos. Cada time ganhou um turno. A finalíssima levou mais de 116 mil pessoas ao Morumbi! Santos jogou todo de branco. A Lusa, de camisa vermelha, calção e meião brancos. Depois do 0x0 no tempo normal e na prorrogação, decisão na marca do cal. O Santos desperdiçou uma cobrança (Zé Carlos) e acertou duas (Edu e Carlos Alberto Torres). Cejas, o goleiro argentino do Santos, defendeu as cobranças de Isidoro e Calegari. Wilsinho mandou no travessão. Armando Marques errou na contagem e apontou o fim do certame: Santos campeão. Depois que o trio de arbitragem e a Federação se tocaram do erro, Armando Marques foi ao vestiário da Lusa buscar o time de volta. Mas a delegação já tinha se mandado e os dois times foram declarados campeões. Terceiro e até agora o último título estadual da Lusa (os anteriores: 1935 e 1936).
Fonte: O Caminho da Bola – História da FPF II Volume 1953-1982, de Rubens Ribeiro.
Neste sábado, a Portuguesa de Desportos completou 90 anos. Pena que com derrota. 0x1, para o Náutico, no Recife. Mas a Lusa tem ainda 24 rodadas para garantir um lugar entre os quatro que sobem para a série A do Brasileirão. Queria aproveitar o aniversário da Portuguesa para lembrar do craque Enéas Camargo, que morreu com apenas 34 anos, depois de um acidente de carro e meses no hospital – Denner, outro craque revelado pela Lusa, também morreu por causa de acidente. Há uma biografia, Rei Enéas – Um Gênio Esquecido, de Luciano Ubiraja Nassar. Enéas teve passagens ainda pelo Bologna, Udinese e Palmeiras.
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Três golos a um. De viragem.
Muitos adeptos com camisolas do Vasco da Gama na zona norte de São Paulo para o encontro com a equipa da Portuguesa. Bancadas compostas no estádio do Canindé. Um jogo bastante emotivo, que terminou com uma importante vitória fora de portas da equipa carioca, 3 golos a um, de viragem.
Tentei escrever o parágrafo acima só com vocabulário tirado do livro “É Golo, Pá! – As Narrações do Futebol Português e suas Expressões Peculiares”, de Marcos e Luís Bogo, lançado anos atrás pela editora Nova Alexandria. Adeptos do Vasco praticamente dividiram as bancadas do Canidé com os da Lusa. Que saiu na frente. O guarda-redes do Vasco da Gama impediu o segundo golo da Portuguesa duas vezes. Carlos Alberto marcou o livre (bateu falta) da direita. Cabeceamento de Gian e golo do Vasco. Em Português do Brasil, bela triangulação de Alex Oliveira, Elton e Adriano. Golo da viragem cruzmaltina. A Lusa estava com 9 futebolistas no relvado quando o árbitro deu grande penalidade a favor do Vasco. O avançado Elton preparou-se para pontapear o esférico. Golo. Vasco 3 a 1.