Frampton, Bon Jovi, Scorpions, Jeff Beck.

O que esses grupos e músicos têm em comum, além das guitarras, baixos, baterias e dos shows este semestre no Brasil? O talk box, ou voice box, um equipamento usado por alguns guitarristas na boca que produz um som maneiríssimo, um pouco parecido com o pedal wah-wah. Quatro dicas: Peter Frampton, o primeiro a chegar ao Brasil este ano, usou o efeito em músicas como Show Me The Way (balada que é show). Continuar lendo “Frampton, Bon Jovi, Scorpions, Jeff Beck.”

Tabelinha Clapton-Jeff Beck!

www.ericclapton.com

Eric Clapton e Jeff Beck juntos. No futebol, seria algo como a dupla Pelé e Coutinho? Não, acho que tá mais para Leônidas + Pelé, ou Zico + Kaká. Craques que se respeitam, mas não jogaram juntos, por questão de geração. Os dois guitar heroes passaram pelo The Yardbirds, mas não ao mesmo tempo. Quando Clapton saiu da banda britânica (bluesman fanático, odiou a cover pop For Your Love), Beck entrou. Jeff e Jimmy Page ainda chegaram a tocar juntos nos Yardbirds, na clássica cena do filme Blow Up / Depois Daquele Beijo (leia +). O site Eric Clapton.com me informa que eles já fizeram jams em festivais e shows beneficentes. Mas só no ano passado dividiram um concerto todo numa grande arena, no Japão. E agora Clapton e Beck querem repetir a dose. Vai ser na Arena 02, em Londres, 13/02/2010! Tem noção do que será esse show? Veja aqui. Fenomenal o jeito como Beck dedilha a guitarra. Vamos rezar aos deuses do rock para esse showzão aportar aqui… ao menos em DVD.

Buddy Guy: “Damn Right, I´ve Got the Blues”

Discão: "Damn Right, I´ve Got the Blues"
Discão: “Damn Right, I´ve Got the Blues”

Quem diria, Buddy Guy passou quase toda a década de 80 sem gravar um disco de estúdio no seu próprio país, os EUA, terra do blues. Damn Right, I´ve Got the Blues (de 1991) foi o primeiro de uma série pela gravadora Silvertone – e o primeiro a faturar Grammy. Aqui, rodou bastante o clip da cover de Mustang Sally, sucesso na voz de Wilson Pickett, que Buddy regravou ao lado de outro herói da guitarra, Jeff Beck. É um show.
O CD tem canjas de outros guitarristas: Mark Knopfler e Eric Clapton, que idolatra Buddy. Outras covers presentes: Five Long Years, de John Lee Hooker, Let Me Love You Baby, de Willie Dixon. Composições do próprio Buddy abrem (a eletrizante faixa-título) e fecham o disco (Rememberin´Stevie, blues dedicado ao saudoso Stevie Ray Vaughan).

SOM NA TELA: Yardbirds em “Depois Daquele Beijo”

DEPOIS DAQUELE BEIJO (Blow-up), de Michelangelo Antonioni

DEPOIS DAQUELE BEIJO (Blow-up), de Michelangelo Antonioni

Mais um indicação para o seu, o meu, o nosso festival particular de filmes sobre música ou futebol. “Depois Daquele Beijo”, o clássico “Blow-Up” de Antonioni, de 1966, não é exatamente um filme de rock. Mas numa cena, o fotógrafo interepretado por David Hemmings (que contacena com a bela Vanessa Redgrave) acaba parando num casa de shows de Londres, onde se apresentam  The Yardbirds, então com ninguém menos do que Jimmy Page (com  maior cara limpa de adolescente) e Jeff Beck na guitarra. A banda toca “Stroll On”, uma versão um pouco diferente do classicão “The Train Kept A-Rollin’ “. Uma ceninha só do filme, mas vale a pena ver  Jeff Beck dando uma de GUITAR HERO nervosinho, batendo a guitarra no amplificador, quebrando o instrumento e jogando parte para a platéia, que fica alvoraçada. E o fotógrafo com cara de “o-que-é-que-eu-estou-fazendo-aqui”… Também é bem interessante a cena do jogo de tênis imaginário!Ah, a trilha desse filme quase sem palavras é de Herbie Hancock, papa do piano jazz, autor por exemplo da sensascional “Cantaloupe Island”, regravada pelo US3 como “Cantaloop” nos anos 90.