Um olé histórico a 3.600 m

Terminou há instantes Bolívia x Argentina, em La Paz. Foi 6 a 1. Seis a um para a Bolívia! Não é primeiro de abril. Uma das grandes favoritas à Copa do Mundo 2010 caiu feio diante da seleção que era lanterna nas Eliminatórias da América do Sul. Um camisa 9 com sobrenome de artista plástico fez 3 gols: Botero. Marcelo Moreno, ex-ídolo cruzeirense, Alex da Rosa, brazuca naturalizado boliviano, e Torrico infernizaram o frágil sistema defensivo montado por Maradona.  O elástico placar (pior derrota da Argentina na história, ao lado do 1×6 para Tchecoslováquia em 58) poderia ter sido ainda mais largo se não fossem defesas de Carrizo – e o frango do goleiro boliviano no chte de longe de Lucho González. Clique em leia mais para saber as manchetes dos sites argentinos. Continuar lendo “Um olé histórico a 3.600 m”

Linha 130, rumo ao Monumental de Nuñez

Torcedores argentinos e venezuelanos chegaram ao estádio no mesmo ônibus
Torcedores argentinos e venezuelanos chegaram ao estádio no mesmo ônibus

Está certo que partidas entre a maioria das seleções – ainda mais de países amigos – não têm assim aquela rivalidade de jogos entre clubes. É um clima mais “ecumênico”, o futebol pelo futebol, sem revanchismos. No caminho do local da goleada argentina sobre a Vino Tinto, peguei um ônibus que misturava venezuelanos e argentinos, daqueles tipos que capricham na produção e são mostrados pelas câmeras de TV. Um hincha argentino estava  de gaúcho, com camisa 10 em homenagem a Gardel e uma réplica da Copa do Mundo na mão. Outro levava uma perna de pau do Independiente. Perdão, conterrâneos de Hugo Chávez, a seleção é fraquinha. Mas esta camisa grená certamente seria uma das mais bonitas da Copa do Mundo. Dentro do estádio, apenas uma pequena parte reservada aos visitantes. Mas havia venezuelanos de camisa e tudo no setor que fiquei, no meio do estádio. Na boa. Na paz. Continuar lendo “Linha 130, rumo ao Monumental de Nuñez”

Messi Monumental. Argentina 4×0 Venezuela.

Momentos antes da estreia de Maradona: note a aglomeração de fotógrafos no banco da Argentina, à direita.
Momentos antes da estreia de Maradona: note a aglomeração de fotógrafos no banco da Argentina, à direita.

Peço licença para parafrasear o bom título que os dois principais jornais argentinos usaram na cobertura antes do jogo de estreia de Maradona como treinador da seleção alviceleste em Eliminatórias e também jogando em casa. “Maradona monumental”, cravaram o Clarín e o La Nación, na edição impressa de sábado, relembrando grandes momentos de don Diego na “cancha” do River Plate. Que ficou lotada nesta noite de sábado para ver Argentina x Venezuela. Os argentinos saudaram a entrada do treinador que é um ídolo maior que os atuais jogadores ao coro de “olê olê olê, Diego, Diego”. De emocionar a paixão que o povo argentino tem por El Diez. Maradona armou sua equipe num superofensivo 3-4-3. E olha que o Zanetti não joga na defesa faz tempo, que eu saiba. E foi numa jogada individual do jogador da Inter de Milão que Messi abriu o placar. Restante do primeiro tempo: faltou troca de posições entre os 3 atacantes. Os dois delanteros venezuelanos levaram perigo à defesa argentina, que pode ficar exposta demais contra um adversário mais forte. O segundo tempo foi um passeio. Continuar lendo “Messi Monumental. Argentina 4×0 Venezuela.”

Don Diego Maradona do povo (atualizado em 30/01)

nunez-copiaOs torcedores argentinos ficaram ansiosos para o primeiro jogo em Buenos Aires de Maradona como treinador da alviceleste. Na chegada, me deparei com uma fila monstruosa – de virar esquina – perto do ginásio Luna Park. Dito e feito. Os ingressos mais baratos para o jogo entre Argentina e Venezuela (35 pesos) se esgotaram em poucas horas – a fila chegou a 10 quadras! A expectativa de recorde de renda em jogo de Eliminatórias na Argentina foi confirmada: mais de 4 milhões e 800 mil pesos – mais de 1 milhão de euros).