Com tantos outros grupos voltando, por que não o Faith no More? Um comunicado no site oficial da banda americana diz que o quinteto está conversando, sem pressão de gravadoras. A formação é quase a clássica que gravou o espetacular “The Real Thing”, com Epic, Falling to Pieces, From Out of Nowhere: Mike Patton (voz), Billy Gould (baixo), Mike Bordin (batera), Roddy Bottum (teclados) e no lugar de Jim Martin, John Hudson (guitarra).
Categoria: Rock
Vem aí
Reportagem de capa do Segundo Caderno de O Globo lista o festival de shows importados que chegam ao Brasil nos próximos meses, como os de Simply Red, Keane, Iron Maiden, o torcedor do Real Madri Julio Iglesias, Radiohead+Kraftwerk (com Los Hermanos), Liza Minelli, Simple Plan, A-ha, Buddy Guy, Kiss, No Use for a Name, B-52´s, Andrea Bocelli, Burth Bacharah, Robert Cray e Heaven & Hell. E ainda tem Deep Purple, semana que vem. Qual desses shows você tem mais vontade de ver? E que outras atrações gostaria de ver ao vivo no Brasil?
Iron Maiden num cinema perto de você
É, a donzela de ferro quer te pegar, não importa onde você esteja. No blog, tenho falado de filmes de rock e aí vem um certamente muito especial. O documentário Flight 666, que acompanha a atual turnê do Iron Maiden. Sabe onde será o lancamento mundial? No Brasil, mais exatamente no Cine Odeon Petrobras, no centro do Rio, agora, 14 de março, mesma data do show do sexteto na Praça da Apoteose -do samba e agora do metal. Além da pré-estreia, o filme será exibido em cinemas do mundo todo, mas num único dia: 21 de abril. Portanto, é bom não bobear, porque essas coisas não têm segunda chance. Depois, só em DVD. E por melhor que seja o home-theater caseiro, não é a mesma sensação que ver o primeiro filme sobre o Iron Maiden no cinema! A página da banda na internet remete ao trailer do documentário no You Tube. Clique aqui.
Iron Maiden, campeão de voto
Você pode não se ligar no som metal tradicional do Iron Maiden, mas se viu pelo menos algum trecho de transmissão da TV dos shows do Rock in Rio de 1985 e/ou 2001, há de reconhecer que os concertos do grupo são mesmo espetaculares. Esta semana, o grupo ganhou em eleição popular o prêmio Brit Awards como melhor banda inglesa ao vivo, superando atrações como Coldplay e The Verve. Com a volta de Bruce Dickinson, um exército de três guitarristas, o baixista Steve Harris correndo mais que juvenil do West Ham, Nicko na baqueta e a mascote Eddie em plena forma pós-morte, o Iron tem tudo para bater um bolão na turnê brasileira que vai passar por Manaus, Rio, Sampa, BH, BSB e Recife!
Encruzilhada

“Encruzilhada” adquiriu um certo status de cult movie em meados dos anos 80 ao contar a história de um jovem guitarrista branco de blues em busca do sucesso, com referências à lenda de que o pioneiro bluesman Robert Johnson teria vendido a alma ao diabo… A trilha sonora é de Ry Cooder. E o melhor do filme é um incendiário duelo de guitarra entre o personagem do jovem bluesman e o guitar hero Steve Vai. Vale a pena ver ou rever. Uma sessão da tarde perfeita!
E você? Gostaria de lembrar de algum filme sobre música ou futebol? Escreva para Fut Pop Clube.
Quase Famosos

Este deve ser um dos filmes de cabeceira de ex-fanzineiros e atuais blogueiros. Para nós, fãs de rock, é difícil não se identificar com a história do adolescente que gosta de escrever sobre música, se deslumbra com a oportunidade de acompanhar uma banda na estrada, conhecer músicos, grupies… e ainda ganhar dinheiro com isso. Já ouvi falar de roqueiro que chorou de emoção no cinema… Destaque para a toda a trilha sonora, performances de Kate Hudson como a groupie Penny Lane e Philip Seymour Hoffman como o crítico Lester Bangs. E para duas cenas em especial: a da turma toda da banda fictícia Stillwater no velho busão, cantando “Tiny Dancer”, sucesso de Elton John – como bem lembrou o Marcos, do blog Futebol& Negócio; e para a hilária cena da tempestade no avião da banda: como os caras acharam que iam morrer, resolveram confessar os maiores segredos; depois que o batera sai do armário, acaba a turbulência. Rola que o diretor e escritor Cameron Crowe se inspirou no Led Zeppelin…
SOM NA TELA: Yardbirds em “Depois Daquele Beijo”

Mais um indicação para o seu, o meu, o nosso festival particular de filmes sobre música ou futebol. “Depois Daquele Beijo”, o clássico “Blow-Up” de Antonioni, de 1966, não é exatamente um filme de rock. Mas numa cena, o fotógrafo interepretado por David Hemmings (que contacena com a bela Vanessa Redgrave) acaba parando num casa de shows de Londres, onde se apresentam The Yardbirds, então com ninguém menos do que Jimmy Page (com maior cara limpa de adolescente) e Jeff Beck na guitarra. A banda toca “Stroll On”, uma versão um pouco diferente do classicão “The Train Kept A-Rollin’ “. Uma ceninha só do filme, mas vale a pena ver Jeff Beck dando uma de GUITAR HERO nervosinho, batendo a guitarra no amplificador, quebrando o instrumento e jogando parte para a platéia, que fica alvoraçada. E o fotógrafo com cara de “o-que-é-que-eu-estou-fazendo-aqui”… Também é bem interessante a cena do jogo de tênis imaginário!Ah, a trilha desse filme quase sem palavras é de Herbie Hancock, papa do piano jazz, autor por exemplo da sensascional “Cantaloupe Island”, regravada pelo US3 como “Cantaloop” nos anos 90.
Deixa o Rock Rolar
Era o título nacional do filme “Let There Be Rock”. Estrelando: AC/DC. Lá por 1982/83, foi exibido nos cinemas brasileiros. Imagine um mundo sem MTV nem internet, quanto mais MP3… Blog? O que é isso? E ainda por cima um país com poucas rádios que tocavam rock (bem, isso não mudou muito) e uma ou duas revistas especializadas. Ir à livraria Siciliano folhear revista gringa era o jeito. Nesse contexto, poder ver um filme de rock no cinema, de um grupo que ainda não havia feito shows no Brasil, era o máximo. Fui pelo menos duas vezes ao cinema para ver “Let There Be Rock”, com seu bom título brasileiro: Deixa o Rock Rolar! E rolava durante mais de uma hora e meia. Registro de um show do quinteto em Paris em 79, na turnê de “Highway to Hell”, ainda com o vocalista Bon Scott – que morreria dois meses depois, sufocado pelo próprio vômito, numa noite de muita bebedeira. Traz rockaços desta que é uma das bandas mais populares do mundo, como “The Jack”, “Highway to Hell” e “Whole Lotta Rosie”. Angus Young não para de solar sua Gibson SG, aliás, não para. Tanto que recebe até máscara de oxigêncio nos bastidores. Que eu me lembre, não saiu sequer em VHS no Brasil, quanto mais em DVD.
Atualizando em junho de 2011: finalmente, o filme está saindo agora em DVD e Blu-Ray!
Uma grande chance para os jovens fãs que o AC/DC não para de conquistar conhecerem melhor o carismático Bon Scott, que eu prefiro em relação ao Brian Johnson. O AC/DC já tocou no Brasil, já lançou vários DVDs, mas pra mim nada teve o impacto de ver “Let There Be Rock” no cinemão.
Façam suas apostas
A uma semana do Oscar, aquele disputado careca da Academia de Hollywood, pretendo fazer uma lista de favoritos aqui no blog. Não, não os favoritos ao Oscar 2009. Mas uma boa relação dos melhores filmes sobre futebol e dos melhores filmes rock-pop. Vale documentário, ficção, biografia, docudrama, filmes de shows…
Metallica em turnê
POR LUIZ REGINALDO LIMA (de Nova York)
Sou fã de carteirinha do Maiden. É minha banda favorita desde os 13 anos. Tenho tudo em LP, CD, DVD, VHS , etc. Já fui a todos os shows do Iron ao meu alcance. Apesar de tudo isso, confesso que fiquei dividido sobre qual é a melhor banda de metal ao vivo, após assistir à apresentação do Metallica no Prudential Center, em New Jersey, há duas semanas. O show é impecável. A começar pela inovadora posição do palco. O cenário deixa o palco no centro da arena, com a bateria de Lars no centro e com Heltfield, Hammet e Trujillo se alternando o tempo todo nos quatro cantos . Ou seja, o espectador vê todos os músicos à sua frente em pelo menos um trecho de cada música. Set list: muito bem escolhido. Eles precisam divulgar o Death Magnetic e tocam umas 5 desse álbum, inseridas no meio das clássicas.As clássicas também variam de acordo com o show. Shows da Philadelphia , Long Island e Newark não tiveram repertórios idênticos. No de Newark, por exemplo, entrou “Ride the lightning” no lugar de “Creeping death” em relação ao show de Long Island. Heltfield faz discursos empolgados e assusta pela potência da voz ao vivo. Como bem disse o meu parceiro de concertos aqui na região, Sérgio Badke : “queria eu tocar os riffs que ele toca e , ao mesmo tempo, cantar daquela maneira”. A competência do resto da banda todo mundo jásabe, mas destaco o baixo potente de Trujillo. O cara caiu como uma luva na banda, sobretudo pela atitude. “Kill ‘em all”, “Ride the Lightning”, “Master of Puppets”, “And Justice for all”, black album….todos muito bem representados ao longo das mais de 2 horas de show. “Load”, “Reload” e “St Anger” ficaram de fora, mostrando que provavelmente foram deslizes na belíssima discografia. O bis é espetacular, com um cover (pode ser “Tie your mother down” do Queen ou “Blitzkrieg”), pra fechar com o maior riff de trash metal de todos os tempos : “Seek and Destroy”. O Metallica mostra que quantidade não significa qualidade. Lança poucos álbuns e faz poucas turnês, mas quando vem com coisa nova é garantia de casa cheia. Os fãs sabem que vem coisa boa. Quem sabe se a banda não estende a turnê mundial e inclue o Brasil no roteiro?
[texto escrito por LUIZ REGINALDO LIMA, de Nova York]
P.S. – Na enquete promovida aqui, o “black album” venceu como o melhor do Metallica, ao lado do “Master do Puppets”.