Maravilha, Rivaldo!

Rivaldo parou. Aos 41. O craque tímido que começou a fazer maravilhas no seu estado de Pernambuco, com a camisa tricolor do Santa Cruz – tanto que é citado na canção mais conhecida da banda Mundo Livre S/A, “Meu Esquema”. Explodiu no Mogi Mirim, foi emprestado para o Corinthians, mas acabou no Palmeiras, que acabou com os Paulistas de 1994 e especialmente, 1996. Timaço.

PILOTA D´OR: Bola de Ouro em catalão. 1999. com a camisa do centenário do Barça, Rivaldo ergue a Bola de Ouro. Em 5 anos de Camp Nou, 136 gols, 2 títulos de La Liga, 1  Copa do Rei e uma Supercopa da Uefa. FOTO : FCB
PILOTA D´OR: Bola de Ouro em catalão. 1999. Com a camisa do centenário do Barça, Rivaldo ergue a Bola de Ouro. Em 5 anos de Camp Nou, 136 gols, 2 títulos de La Liga, 1 Copa do Rei e uma Supercopa da Uefa. FOTO : FCB

Destaque do Deportivo La Coruña que disputava título no campeonato espanhol nos anos 90, foi vendido para o Barcelona, onde é considerado uma legenda (veja a homenagem do site do Barça). Apesar de não se entender muito com o treinador holandês Louis Van Gaal, viveu seu auge nos anos no Camp Nou. Ganhou uma Bola de Ouro da revista “France Football” antes do prêmio ser unificado com a Fifa.

No finalzinho da temporada espanhola de 2000/2001, tive o privilégio de conseguir um lugarzinho descoberto lá no alto do Camp Nou, naquele jogo que Rivaldo quase que sozinho derrotou o Valencia. Marcou 3 belos gols. um #hat-trick – na Espanha, um #triplete. Fiquei sentado ao lado de holandeses como Van Gaal, atrás de um dos gols. A meta em que Rivaldo acertou um golaço de bicicleta, de fora da área, no finalzinho do jogo. 3×2. Os torcedores invadiram o campo  (citado na capa abaixo, do caderno de esporte do meu exemplar do “El Periódico”, recordação da época). Comemoravam o quarto lugar! Nunca tinha visto isso. Sabe por quê? O resultado classificou o Barça pra Champions 2001/2002 depois de alguns anos fora. Nunca vou me esquecer de ver entre torcedores, senhoras e uma criança de cadeira de rodas gritando #Ribaldo, Ribaldo, Ribaldo. O jeito como eles pronunciam o nome do craque.  Fiquei orgulhoso de ser brasileiro. Assisti in loco a um recital de Rivaldo no Camp Nou.

Capa do esporte do jornal catalão EL PERIÓDICO, no dia seguinte de Rivaldo 3x2
Capa do esporte do jornal catalão EL PERIÓDICO, no dia seguinte ao show de Rivaldo: 3×2

A decepção verde-amarela na Olimpíada de 1996 foi compensada muitas vezes, em duas Copas. Rivaldo jogou muita bola em 98 na França, ajudando a levar o Brasil à fatídica final do 0x3 no Stade de France. E em 2002, jogou tão bem ou melhor que Ronaldo Fenômeno, o artilheiro do penta.

Rivaldo rodou. Milan, Cruzeiro, futebol grego, Uzbeque, voltou pro agora seu Mogi Mirim, pediu licença para jogar no meu São Paulo, onde estreou marcando um belo gol contra a Linense e arrumou confusão com Carpegiani. Esteve em Angola, passou pelo São Caetano e pendura a chuteira agora depois de jogar ao lado do filho, no Mogi.

Rivaldo parou.

Sim, Rivaldo parou o mundo.

Obrigado, camisa 10.  Continuar lendo “Maravilha, Rivaldo!”

Tá na rede! Rock Flu.

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Foto de capa da página do Rock Flu no Facebook
http://www.rockflu.com.br/
http://www.rockflu.com.br/

Rock Flu, o programa dos tricolores Gustavo Valladares e Sergio Duarte na web, agora tem uma página no Facebook (curta aqui).  O legal é que ficou super fácil para pesquisar o que rolou nos programas anteriores. Cada edição de arquivo está ganhando um #banner especial, como este  sobre o especial gastronomia e rock´n´roll.

Ou a edição 100, de novembro de 2013, em que o convidado foi o ex-jogador Manfrini.

Boa notícia porque o “Rock Flu” é  um incrível banco de dados sobre rock dos quatro cantos do mundo, blues e futebol – especialmente, Fluminense, como o nome indica. \m/

Hino do Bahia #trieletrizado

Armandinho

… Vamos conquistar mais um tento… Bahêa, Bahêa, Bahêa!

É o jeito como a torcida do tricolor de aço canta o hino do Bahia, de autoria de Adroaldo Ribeiro Costa.
Arrasa-quarteirão que abre este LP, o terceiro disco do trio elétrico Armandinho, Dodô & Osmar, lançado em 1977, um achado recente em vinil num sebo de Pinheiros, em São Paulo (saca o filme “Durval Discos”? É por ali…).

Armandinho, filho de Osmar, criador dos trios elétricos com Dodô, é Bahia, como Moraes Moreira, que canta, compõe e também toca guitarra no disco.

Que delícia de som dessa guitarrinha baiana!Ainda tem clássicos do frevo de Jabob Bittencourt, Nelson Ferreira, Levino Ferreira…  Continuar lendo “Hino do Bahia #trieletrizado”

Selefogo do Samba

sambaNa véspera do Carnaval, foi conhecido o vencedor do quarto concurso Botafogo Samba Clube. “Seleção Alvinegra”, de Alessandro da Silva, levou a taça e um checão de 5 mil reais. O tema da edição 2014 foi #Selefogo: “o Botafogo como base da Seleção Brasileira em Copas do Mundo”.
Dá pra ouvir aqui o samba campeão.
E aqui o segundo colocado, que eu particularmente preferi. Talvez pela interpretação.

Continuar lendo “Selefogo do Samba”

Troca-troca já foi tema de música de Jorge Ben Jor.

15219_366848486769850_857745890_nJadson já estreou pelo Corinthians. Alexandre Pato foi apresentado nesta terça pelo São Paulo. O troca-troca entre os tricolores paulista e carioca não vai rolar – pelo menos por enquanto, São Paulo e Fluminense não vão trocar Osvaldo e Wagner.
A propósito, o GloboEsporte.com fez uma lista de trocas famosas entre grandes clubes brasileiros. Uma delas mexeu com o futebol carioca em meados dos anos 70. O Fluminense de Francisco Horta mandou pro Flamengo o goleiro Roberto, o lateral Toninho e o atacante Zé Roberto – todos atuaram,Toninho mais,  na campanha do título carioca de 1975. E o Flu trouxe da Gávea o goleiro Renato, o lateral Rodrigues Neto e o atacante argentino Doval.
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Francisco Horta, o cartola tricolor, ainda fez um troca-troca com o Botafogo. Mandou Manfrini e Mário Sérgio, levou Dirceu.
E com o Vasco. Para ter Miguel, Horta cedeu o zagueiro Abel, o lateral Marco Antônio e o meio-campo Zé Mario. Chacoalhou o mercado. E foi bicampeão carioca. E essa “trocação” toda foi o tema de uma música de Jorge Ben Jor, ainda Jorge Ben, mesmo, no LP  “A Banda do Zé Pretinho“, que chegou para animar a festa em 1978 via Som Livre. Está fora de catálogo – meu exemplar é um LP de vinil, recentemente achado numa feirinha de discos em Sampa.
O álbum, que Ben dedica “ao mais Flamengo” e “ao mais anti-Flamengo”, está cheio de referências ao futebol, especialmente no lado A.
“Troca-Troca” é uma gentil homenagem a Francisco Horta (“fez voltar ao Rio de Janeiro/a época de ouro da capital do futebol”). E tem mais:
O clássico “Cadê o Penalty” (aqui respeito a grafia inglesa do encarte) foi regravado pelo Skank, na sua estreia pelo selo Chaos/Sony Music, no começo dos anos 90.

Penalty, penalty, penalty, penalty, penalty/Cadê o penalty/que não deram pra gente/no primeiro tempo…

“Era uma Vez 13 Pontos” narra o destino que um trio de sortudos vai dar para o prêmio da loteria esportiva, fechando um irrepreensível lado a. Continuar lendo “Troca-troca já foi tema de música de Jorge Ben Jor.”

Futebol, comida e rock´n´roll

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Os amigos do Rock Flu chegaram ao programa 101. E nessa edição histórica, Gustavo e Serginho convidaram os apresentadores do programa “Cozinha Tricolor”, que está na rede e mistura receitas com futebol (mais exatamente, Fluminense).

Pra completar a trilogia, os compadres do Rock Flu mandam ver Massacration, Led, Van Halen, Titãs, Smashing Pumpkins, Weezer, Os Replicantes, Casa das Máquinas etc.

Para ouvir, clique aquihttp://www.rockflu.com.br/

Hip hop da Copa: a dupla Kunstrasen faz rap para apoiar a seleção da Alemanha.

Publicado em 7 de fevereiro e atualizado em 5 de junho de 2014.

  • A dupla Kunstrasen, do norte da Alemanha, manda ver um rap com ginga sobre futebol (e não só futebol, como veremos na #e-entrevista a seguir). Eles são torcedores do VFL Osnabrück, que está na terceira divisão da Alemanha (a 3.Bundesliga); fazem músicas pro time de coração, mas também se mostram conectados com a elite do futebol alemão e europeu. Fizeram sons para apoiar a seleção alemã nas Copas de 2006 e 2010, Euro 2008 e 2012, e se preparam para o tri, digo, um rap alemão para a Copa de 2014. Fica pronto em junho.


Conheci o som dos alemães do Kunstrasen um pouco antes da final da Champions League 2013, graças a uma dica do Sportblog, do Guardian. Não dava para entender nada do rap sobre a final alemã da Champions, mas o som era muito bom. E a cultura de futebol nas camisas… o clip bem feito, com artes maneiras… tudo chamou minha atenção. Entrei em contato com o pessoal pela página do Kunstrasen no Facebook. E fiz uma #e-entrevista, uma entrevista por e-mail, em inglês, que traduzo abaixo, no meio de muitos clips do Kunstrasen.

Quantas músicas sobre futebol vocês já gravaram?

Lutz-Philipp Harbaum, KUNSTRASEN – Este ano nós vamos gravar nossa quinta música de futebol sobre Copa do Mundo ou Eurocopa. Começamos em 2006, quando o Mundial foi na Alemanha. A cada dois anos, nós gravamos uma música pra apoias a seleção alemã. Além disso, gravamos músicas sobre outros assuntos.

  • Veja abaixo o clip da música que o Kunstrasen lançou com Jon Donson para o Mundial 2010.


Alguns cantores e compositores populares brasileiros tem músicas sobre futebol. Conhecem algum?

Lutz-Philipp Harbaum, KUNSTRASEN – Não, mas gostaríamos de conhecê-los. Tenho certeza que são são bons.

Ok, vou mandar alguns links para conhecerem. Vocês dois torcem para o Osnabrück… gostam de ir ao estádio? Como é a “clima” dos jogos, na terceira divisão alemã,  a 3. Bundesliga?

Lutz-Philipp Harbaum, KUNSTRASEN – Nós dois somos de Osnabrück, uma pequena cidade no norte da Alemanha, que é bem conhecida excelente atmosfera num pequeno estádio. Mesmo na 3. Bundesliga, às vezes há mais de 10.000 torcedores, o que é muito bom. Nós dois amamos o Osnabrück e tentamos ir ao estádio sempre que possível. Já fizemos duas músicas para o time.


E a 1.Bundesliga? Gostam de alguma time da primeira divisão alemã ou … só do Osnabrück?

KUNSTRASEN – Moritz só torce para o Osnabruck, Lutz adora o Borussia Dortmund desde 1989. Se você torce para o Osnabrück na terceira divisão, é bom ter um time da primeira Bundesliga pra torcer também.


Lisboa pode ver em maio outra final alemã da Champions?

KUNSTRASEN – Esperamos que sim. Não gostamos muito do Bayern, mas achamos que eles vão para final porque são provavelmente o melhor time do mundo no momento. Esperamos que o Dortmund possa derrotá-los!

Viram as manifestações aqui no Brasil durante a Copa das Confederações, em 2013?

KUNSTRASEN –  Sim, nós vimos os protestos e esperamos que encontrem uma solução. Não achamos bom se pessoas pobres nas favelas tenham que sair por causa dos planos comerciais da Fifa. Esperamos que o futebol possa ajudar as pessoas no mundo, especialmente as pessoas pobres.

Gostariam de assistir à Copa do Mundo no Brasil?

Lutz-Philipp Harbaum, KUNSTRASEN–  Claro. O Brasil é uma das nações mais eufóricas por futebol e tem uma grande história no futebol. Esperamos que a seleção de vocês fique no torneio até a final. Isso seria bom para a atmosfera da competição. Gostaríamos de ir aos jogos na Copa do Mundo, mas acho que não vamos: é muito longe e temos que trabalhar em junho.

  • Agora, clip feito para a Euro 2008:


Quem vai ganhar a Copa?
KUNSTRASEN –  É a vez da Alemanha!

  • Abaixo, clip feito para a Euro 2012:


Teremos uma música do Kunstrasen sobre a Copa?

Lutz-Philipp Harbaum, KUNSTRASEN –  Com certeza! Nós já temos algumas ideias e o nome da música, que ainda é um segredo. Acho que vamos gravar a música e fazer o vídeo em maio. A música será publicada em junho!
ATUALIZANDO. Eis o rap do Kunstrasen para a Copa 2014!


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Voa canarinho, voa: o ex-lateral Junior participa do debate sobre futebol & música

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Capinha de “Povo Feliz” / “Pagode da Seleção”: o compacto best-seller de Junior, ex-lateral do Flamengo e da Seleção

Não é mole, não, não é mole, não. Junior, o ex-lateral campeão de tudo pelo Flamengo, hoje comentarista, vendeu mais de meio milhão de compactos, quando gravou o samba que se tornou a trilha perfeita da mágica seleção de Telê Santana na Copa de 1982. Um escrete que não ganhou a Copa, mas conquistou o mundo. “Povo Feliz”, de Memeco e Nonô, gravada pelo Junior antes do Mundial de 82, é a melô do “Voa canarinho, voa”. Junior é um dos convidados da mesa-redonda que abre a “Futebol no País da Música”, série de shows inspirada pelo livro do jornalista Beto Xavier, também presente no debate desta sexta-feira, 7 de fevereiro, a partir de 21 no CCBB do Rio (saiba mais no post anterior).

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Botafogo ferve o #Maraca pela Libertadores

Torcida do Botafogo na goleada contra o Deportivo Quito pela Copa Libertadores da America, no Maracanã. 05 de fevereiro de 2014. Foto: Vitor Silva/SSPress. http://www.flickr.com/photos/botafogooficial/
Torcida do Botafogo na goleada contra o Deportivo Quito pela Copa Libertadores da America, no Maracanã. 05 de fevereiro de 2014. Foto: Vitor Silva/SSPress. http://www.flickr.com/photos/botafogooficial/

#Sidão foi embora. Mas Sidney Magal continua embalando o Botafogo. Foi lindo ver o Maracanã cheião no fim de noite da superquarta, ainda na chamada Pré-Libertadores…
. . . o #hatrick de Wallyson – como a Libertadores é latina por excelência, seria melhor dizer #triplete…
e a massa cantando a melô de Sidney Magal adaptada para os estádios. “Fogo/eu te amo/Fogo/eu te amo, meu amor/Fogo/eu te amo/e o meu sangue ferve por você“.
O Maraca joga junto. E o Fogo ferve pela Libertadores, 50 anos depois de Mané Garrincha. Continuar lendo “Botafogo ferve o #Maraca pela Libertadores”

Super Bowl XLVIII

https://www.facebook.com/NFL
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Denver Broncos e Seattle Seahawks disputam hoje o Super Bowl, a decisão do futebol americano (NFL), que costuma ser o programa mais assistido da TV americana no ano. Pela primeira vez, na região de Nova York / New Jersey: o MetLife Stadium foi erguido no local do Giants Stadium, onde Pelé disputou algumas temporadas com o NY Cosmos.
No intervalo, o cantor Bruno Mars (Grammy de melhor álbum vocal) e a bandaça Red Hot Chili Peppers se apresentam no “halftime show”. Esse show do intervalo já teve The Who, Bruce Springsteen, Prince, Stones, Paul McCartney, Michael Jackson … (veja post anterior).

Já pensou se o futebol brasileiro tivesse algo do tipo, sei lá, na final da Copa do Brasil, ou na anunciada Supercopa do Brasil?