Vem aí Manu Chao

Navegando pelo site do Manu Chao, descobri que o cantor e banda Radio Bemba Sound System voltam ao país em dezembro, para três shows da Tombola Tour. Depois de concertos na Argentina e Chile, Manu e Radio Bemba baixam em 8 de dezembro, na Concha Acústica de Salvador; em 10 de dezembro, na Fundição Progresso, no Rio; e 12/12, na Biruta, em Fortaleza. Pelo jeito, parece que desta vez Sampa ficou fora da rota. Vamos encarar uma turnê para ver a Tombola Tour de novo? Leia aqui meus pitacos sobre o show de Manu Chao & Radio Bemba em São Paulo, em fevereiro. E aqui outros posts sobre o cantor.

AC/DC: rock´n´roll em alta voltagem

ac dcQuinze dias para o show do AD/DC no Morumbi! Na contagem regressiva, começo a lembrar de Plug Me In, uma tentadora caixa com 2 ou 3 DVDs que faz uma devassa no arquivo sobre a banda em emissoras de TV. Na versão tripla, o primeiro DVD só tem as sonzeiras com o excelente vocalista escocês Bon Scott (1946-1980).

E o pessoal do Rock Flu preparou um especial sobre AC/DC para o programa nº 60, que você pode ouvir aqui. Continuar lendo “AC/DC: rock´n´roll em alta voltagem”

Alta Fidelidade. Quase Famosos. E agora…

500 dias com ela500 Dias com Ela ! Comédia romântica fofa, na linha de Alta Fidelidade e Quase Famosos, com trilha sonora deliciosamente pop. Minha dica de cinema para quem não quer ficar a quarta-feira à noite torcendo ou secando Palmeiras x Sport na TV. Quem já gravou uma fita cassete ou CD para uma garota (quem não gravou?) vai gostar. Um filme em que o mocinho canta The Pixies (Here Comes Your Man) e The Clash (Train in Vain) no karaokê merece uma chance. Vá ver, nem que seja pelos olhos azuis da lindinha Zooey Deschanel (que, por sinal, participou de Quase Famosos: era a aeromoça, irmã de Cameron, digo, William Miller; deixou a coleção de discos pro maninho, ao trocar a casa da mãe, que era uma fera, pelo mundo). Continuar lendo “Alta Fidelidade. Quase Famosos. E agora…”

Donzela atrás da Cortina de Ferro

behindthecurtainCinco anos antes da derrubada do muro de Berlim e do colapso dos regimes comunistas do Leste Europeu, em 1984, os papas do heavy metal britânico abriram em países da Cortina de Ferro a gigantesca World Slavery Tour, excursão do discaço “Powerslave” (que embalaria a 1ª vinda do Iron Maiden ao Brasil, em janeiro de 85, no Rock in Rio I). Behind the Iron Curtain é um doc sobre o rolê da “Donzela de Ferro” pela Polônia e Hungria (o quinteto passou ainda pelas então chamadas Tchecoslováquia e Iugoslávia). Lançado em VHS (!) em abril de 85 e rodou direto em sessões de vídeo lotadas de maidenmaníacos brasileiros. Continuar lendo “Donzela atrás da Cortina de Ferro”

Faith No More, SP, 7/11/09.

Lá pelos idos de 1991, era quase impossível sair à rua e não ver alguém com uma camiseta do Faith No More. Ligar o rádio ou a TV e não ouvir “Epic”, que alguém chegou a comparar (exageradamente, claro) com a “Satisfaction” dos anos 90, lembrei-me ao reler agora Headlineo “Headline”, fanzine que eu publicava com ajuda de pai, mãe e irmão em formato tablóide (e o FNM foi destaque na capa do “Headline” nº 2, lançado às vésperas do Rock in Rio 2 e que ilustra este post, 18 anos depois…). Rock in Rio 2 que marcou a grande explosão do FNM e Sepultura no Brasil (época de lançamento do “Arise”, um dos melhores discos do grupo mineiro-paulista-americano). Sepultura que também tocou no Maquinária, num sábado de calor e pancadas de chuva em São Paulo. E você já pode ver os caras detonando “Territory”, versão do show de ontem, no You Tube. Continuar lendo “Faith No More, SP, 7/11/09.”

Rock na tela

Slade in FlameComeçou a 3ª Mostra de Cinema Rock promovida pela marca Totem, no Rio de Janeiro. Até quinta-feira que vem, 12 de novembro, o cine Estação Ipanema passa de dois a três filmes por dia. Confesso que não conhecia a mostra e já fiquei com vontade que ela se espalhe além Rio. A programação deste ano começou com o documentário “U.S. x John Lennon” e “A Technicolor Dream”, com Pink Floyd e Syd Barrett. Neste sábado, tem “Kissology”, DVD do Kiss, às 17h. “Slade in Flame“,  filme de 1975 com a banda glam Slade (Cum´On Feel The Noize! ), às 19h30. E o documentário “Punk Attitude”, do cineasta Don Letts, que já foi comentado aqui no blog, às 21h30. Continuar lendo “Rock na tela”

Buddy

buddy1Ele é “o cara” no eletrizante blues urbano Chicago style. Bela notícia hoje nos jornais: o guitar hero e vocalista (e que vocalista!) Buddy Guy vai tocar de novo no Brasil, ao lado da cantora de jazz Dianne Reeves, no show Open Jazz da Telefônica. O bluesman esteve no Brasil no primeiro semestre, mas agora o show vai ser num parque. E o melhor, de graça. 29 de novembro, às 16h, no parque ao lado do Museu do Ipiranga, em SP.  O local, onde os Mutantes já se apresentaram, comporta 25 mil pessoas. Quer saber mais sobre Buddy e o show?  Continuar lendo “Buddy”

FNM, Maracanã, 20 de janeiro de 1991

fnm.comNão, a tarde/noite do verão carioca de 1991 do título não foi a data de algum clássico inesquecível do futebol. Mas sim uma das melhores noites do Rock in Rio II, o único dos 3 festivais da Artplan no Brasil disputado, digo, realizado no Maracanã. O Hanói Hanói  abriu, com dia claro. Em seguida, os Titãs arrebentaram. A primeira banda importada da noite foi a americana Faith No More. Enquanto Bush-pai bombardeava o Iraque, na primeira guerra contra esse país, o FNM bombardeou o Maraca com quase todos os petardos do discão cuja capa ilustra este post.  “The Real Thing” já era o terceiro LP / CD do FNM, mas o primeiro com Mike Patton e o primeiro a dar as caras no Brasil. Eu já conhecia o disco todo, já tinha escrito no meu fanzine “Headline” que era praticamente um greatest hits, de tanta música boa atrás da outra, já devia ter visto algo do FNM ao vivo na TV. Mas olha… Mike Patton, Jim Martin, Billy Gould, Mike Bordin e Roddy Bottum superaram qualquer expectativa. O FNM matou a pau! Com “From Out of Nowhere”, “Epic”, “Falling to Pieces”, o protótipo do funk-o-metal “We Care a Lot”, “The Crab Song, “The Real Thing”, a cover de “War Pigs”… Peso (muito), baixo funky e muita loucura, no palco e na plateia. O grupo ainda fez bons discos de estúdio, mas que eu saiba o show do Maracanã foi o ponto mais alto da história do quinteto, que meses depois voltou para uma turnê nacional.

Ah, sim, o 20/1/91 do Maracanã ainda teve Billy Idol e Guns N´Roses no auge, excelente formação, na turnê dos discos “Use Your Illusion”. Senhor show dos “Guns” também.

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