Confirmado: Kaká é o 10 da Seleção na Copa do Mundo. Há alguns dias, no boletim radiofônico “As Copas de Max”, na CBN, Max Gehringer lembrou da história do samba “Camisa 10″, de Hélio Matheus e do gremista Luiz Vagner, gravada pra Copa de 74 por Luiz Américo, torcedor do Peixe. Tempos de desconfiança da torcida, período de entressafra de craques… Dizia a letra: “Desculpe seu Zagallo, mexe neste time que está muito fraco…”
Só nos resta torcer para que o 10 de 2010 tenha mais sorte que o 10 de 1974…
“Camisa 10” virou samba rap na voz de Marcelo D2, no CD “Agita Brasil”, coletânea lançada pela revista Placar e selo Epic/Sony Music, antes da Copa de 98.
Em 2006, a série “Som da Copa”, do jornal “Hoje” reuniu Luiz Vagner e Luiz Américo numa reportagem para recordar a canção, que está na memória afetiva de quem curte música sobre futebol no Brasil (“…é camisa 10 da seleção, laiá laiá laiá”).
Curiosidade: no finalzinho da reportagem, um tal de Neymar, 4 anos mais moleque, já aparecia aprontando… Para saber mais sobre esse e outros clássicos da música brasileira sobre o esporte da bola, recomendo o livro do Beto Xavier, “Futebol no País da Música” (Panda Books). Links:
O Expresso da Vitória, timaço do Vasco nos anos 40, é tema de novo livro. “Um Expresso Chamado Vitória” tem lançamento daqui a pouco, às 18h, na sede da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), no Rio. Os autores são Alexandre Mesquita e Jefferson Almeida (que é fonte – um dos entrevistados – do filme “Um Artilheiro no Meu Coração“, sobre Ademir Menezes, o goleador daquele time). Aquele Vascão tinha ainda nomes como Barbosa, Rafagnelli, Danilo, Ipojucan, Heleno, Jair Rosa Pinto, Friaça e Tesourinha. Em 1948, trouxe do Chile a taça do Sul-Americano de Clubes Campeões, a primeira conquista do futebol profissional brasileiro fora do país. Editora: i-Ventura.
Mais uma dica do seu Domingos D´Angelo, do MemoFut.
A série Brasil nas Copas (tabelinha MemoFut/Museu do Futebol) chegou ao seu oitavo sábado de palestras. Milton Leite e José Renato Santiago falaram das Copas do Século XXI: a de 2002, a de 2006 e a que começa no dia 11!
O jornalista Milton Leite, vibrante narrador do Sportv, lançou este ano seu primeiro livro, “As Melhores Seleções Brasileiras de Todos os Tempos“.
O livro de José Renato e Gustavo Longhi de Carvalho
Gentilmente, José Renato respondeu por e-mail algumas perguntinhas do Fut Pop Clube sobre temas debatidos na série Brasil nas Copas e os planos do MemoFut, grupo que discute literatura e memória do futebol. Foi jogo rápido! FUT POP CLUBE – Decorridas 7 das 8 “rodadas” da série “Brasil nas Copas”, qual foi o tema mais polêmico?
JOSÉ RENATO SANTIAGO – Ainda acho que a Copa de 1950 ainda não está bem resolvida, o que para mim é um grande equívoco, pois talvez seja a Copa mais bem explicada por belos livros. FUT POP CLUBE – E o que mais te surpreendeu nos assuntos discutidos?
JOSÉ RENATO – Curiosamente, a despeito de termos tido brilhantes apresentadores, a palestra do Geneton Moraes Neto apresentou muitas curiosidades inéditas devido principalmente as entrevistas que ele fez com os jogadores da Copa de 1950. FUT POP CLUBE – Como pesquisador, autor de livros, você acha que alguma participação da Seleção em Copas do Mundo poderia ser melhor documentada em livros, filmes, vídeos etc?
JOSÉ RENATO – Pessoalmente a de 1982, ainda não há uma obra de vulto sobre este assunto…particularmente ainda acho que o Brasil irá empatar aquela partida contra a Itália.
FUT POP CLUBE – Percebi na palestra do Geneton e do Roberto Muylaert, sobre o Complexo de Vira-Lata – as derrotas nas Copas de 50 e 54- uma tendência de “anistiar”, perdoar, 60 anos depois, o goleiro Barbosa e outros personagens do “Maracanazo”. Concorda com essa sensação? Talvez tarde demais, afinal, os “condenados” já morreram, não?
JOSÉ RENATO – Particularmente discordo, a morte dos atletas não pode servir de anistia aos erros cometidos… Houve falhas que devem sempre ser lembradas para que possamos evitar que as mesmas ocorram novamente…isso não quer dizer que não devamos perdoar esses erros. FUT POP CLUBE – Por outro lado, ainda existe uma caça às bruxas, busca de culpados pela “tragédia do Sarriá”. Waldir Peres, Luisinho, Toninho Cerezo, Serginho… Mesmo o saudoso Telê, ainda leva umas indiretas de gente ligada à atual Seleção e detratores… Sem falar no meião do Roberto Carlos em 2006… Precisa morrer para ser perdoado pela torcida e mídia, José Renato?
JOSÉ RENATO – Como discordei do comentário anterior… eu concordo com a lembrança dos erros… no entanto, sem que haja a caça às bruxas. FUT POP CLUBE – Dá para adiantar para os leitores do Fut Pop Clube quais são os próximos passos do MemoFut?
JOSÉ RENATO – Temos algumas surpresas, principalmente envolvendo o próximo centenário do Corinthians e Noroeste e a Copa de 2014…
Segundo o site do XV de Piracicaba, foi o jornalista Tomaz Mazzoni quem batizou de “Nhô Quim” o mascote do clube. Mazzoni também criou apelidos de outros times e de clássicos paulistas. Aproveito a rodada do Brasileirão com clássicos estaduais para publicar de novo a lista com nomes e apelidos de alguns dos grandes clássicos estaduais – e até municipais. Muitos desses grandes encontros já inspiraram edições especiais de revistas e livros. Não quis eleger aqui os maiores clássicos nacionais, coisa que já foi feita pela revista Trivela. A lista se refere aos clássicos que têm nomes ou apelidos como Fla-Flu, Gre-Nal, Clássico dos Clássicos, dos Milhões, das Multidões etc, mas não é definitiva. Aceito sugestões. Atualizado com as dicas dos amigos do Maranhão e do Domingos D ´Angelo, do MemoFut.
AtleTiba: Atlético Paranaense x Coritiba. Há um livro, “AtleTiba, a Paixão das Multidões”, de Vinícius Carneiro e Coelho Neto, editado pela prefeitura de Curitiba, em 1994.
Ba-Gua: Clássico de Bagé (RS), entre o Grêmio Esportivo Bagé e o Guarany.
Ba-Vi: Bahia x Vitória.
Botauto: clássico de João Pessoa, entre o Botafogo-PB e o Auto Esporte.
Bra-Pel: clássico de Pelotas (RS): Brasil e Pelotas. Livro: “A História dos Bra-Péis”, de Sérgio Augusto Gastal e Mário Gayer do Amaral (editado pela Signus em 2008).
Clássico da Técnica e da Disciplina: Náutico x América-PE
Clássico das Cores: Ferroviário x Fortaleza. Dois tricolores.
Clássico das Emoções: Náutico x Santa Cruz.
Clássico das Multidões (MG): América-MG x Atlético-MG.
Clássico das Multidões (PE): Santa Cruz x Sport, times da massa em Pernambuco.
Clássico das Praias: Santos x Portuguesa Santista. Dica do Marcos.
Clássico de Ouro: outro velho clássico de Salvador, Galícia x Ipiranga, segundo o site Clássico É Clássico.
Clássico do Café, no norte do Paraná: Londrina x Grêmio Maringá, dica do Marcos.
Clássico do Interior, em Santa Catarina: Criciúma x Joinville
Clássico dos Campeões: Sport Recife x América-PE
Clássico dos Clássicos: Náutico x Sport, considerado o mais antigo do Nordeste. E o 3º do Brasil, atrás apenas do Clássico Vovô e do Gre-Nal. Como lembra o Maurício Targino, do BlogSport, as emoções de Timbu x Leão são contadas no livro “Clássico dos Clássicos – 100 Anos de História”, do Carlos Celso Cordeiro, Lucídio José de Oliveira e Roberto Vieira. Uma capa para torcedores do Sport, outra para os do Náutico. As capinhas abaixo saíram no Blog do Cassio Zirpoli, do Diário de Pernambuco.
Clássico dos Gêmeos: Esporte Clube União Suzano x União Suzano Atlético Clube
Clássico dos Milhões: Flamengo x Vasco. Livro: “Flamengo x Vasco”, de Roberto Asssaf e Clovis Martins (Relume Dumará, 1999).
Clássico Imperial: Imperatriz x JV Lideral. De Imperatriz (MA).
Clássico Rei: Ceará x Fortaleza. Livro: “Grandes Clássicos Reis da História – Ceará x Fortaleza”, de Airton de Farias e Vagner de Farias (Edições Livro Técnico, 2006).
Clássico Rei: ABC x América, o derby de Natal.
Clássico Tradição: dérbi paraibano entre o Botafogo-PB (de João Pessoa) e o Treze (Campina Grande).
Clássico Vovô: Botafogo x Fluminense, o mais antigo do Brasil. Segundo o site Livros de Futebol, há o livro “Clássico Vovô”, de Alexandre Mesquita e Jefferson Almeida.
Come-Ferro: clássico do interior paulista, entre Comercial de Ribeirão Preto e Ferroviária de Araraquara.
Come-Fogo: o clássico de Ribeirão Preto entre Comercial e Botafogo. Segundo o livroBotafogo – Uma História de Amor e Glórias, de Igor Ramos, que traz uma lista dos Come-Fogos até 2008, o apelido foi dado pelo jornalista Lúcio Mendes em 1954.
Derby do Cerrado: Goiás x Vila Nova, o derby goiano.
DeRB: Desportiva x Rio Branco, clássico capixaba, dica do Cesar.
Fer-Vo: Fernandópolis x Votuporanguense.
Fla-Flu: Flamengo x Fluminense, claro, jogado desde 1912. Há referências como Clássico das Multidões também. Seu Domingos D´Angelo do MemoFut indica 2 livros: “Fla-Flu: O Jogo do Século”, de Roberto Assaf e Clovis Martins, editado pela Letras & Expressões, em 1999. E “Fla-Flu… E as Multidões Despertaram”, de Nelson Rodrigues e Mario Filho (Edição Europa, 1987). E agora, o filme “Fla x Flu – 40 Minutos Antes do Nada”
Goyta-Cano: clássico de Campos (RJ), entre Goytacaz e Americano.
GreNal: Grêmio x Internacional. Há o livro “A História dos GreNais”, texto de David Coimbra e mais 3 autores, na edição atualizada dos 100 anos do grande clássico gaúcho, publicada pela LP&M Editores.
Juve-Nal: Juventus e Nacional de São Paulo.
Juve-Nal (RS): Juventude x Internacional.
Majestoso: Corinthians x São Paulo. Outra criação do jornalista Tomaz Mazzoni.
Mare-Moto: Maranhão x Moto Clube.
Pai e Filho, ou Pai-Filho: Nacional FC e Nacional Fast Clube, pai e filho, quer dizer, o Fast é uma dissidência do Nacional.
Rio-Nal (AM): clássico manauara, Atlético Rio Negro x Nacional.
Rio-Nal (RS): é o clássico de Santa Maria (RS), Riograndense x Internacional de Santa Maria.
Rai-Fran: São Raimundo x São Francisco, o derby de Santarém (PA).
O lançamento do livro Almanque dos Mundiais – Os Mais Curiosos Casos e Histórias – De 1930 a 2006, do Max Gehringer, é uma das atrações de uma reunião aberta do MemoFut, grupo que discute literatura e memória do futebol, neste sábado, a partir das 9h, no Museu do Futebol, em São Paulo. O MemoFut organiza a série Brasil nas Copas, em parceria com o Museu.
Às 10h, Max Gehringer, aborda a origem do futebol no Brasil, de 1800 a 1880. Gehringer, o cara do Fantástico, da rádio CBN e da revista Época, escreveu anos atrás a Saga da Jules Rimet, para a Placar, e este ano apresenta os boletins As Copas de Max, na CBN. Dá para ver um teaser sobre o livro Almanaque dos Mundiais no You Tube. O lançamento vai de 10h40 às 13h, no bar O Torcedor, ao lado do Museu, também no Pacaembu.
A programação do sabadão no Museu do Futebol continua. No foyer externo, haverá um ponto de troca de figurinhas do álbum da Copa 2010, entre 12h e 17h! Oba! Não vale vender, só trocar, ok?
Que maneiro deve ser o livro do cartunista argentino Germán Aczel que reproduz momentos marcantes dos Mundiais, em “World Cup 1930-2010″, lançado pela Sports Books, da Inglaterra. Dá para ter uma palhinha neste slideshow publicado pelo site da BBC Brasil.
Com essa nota sobre o livro do craque argentino do cartum, começo minha pré-temporada para a Copa do Mundo, digo, saio em férias, no meio desse mata-mata de arrepiar da Libertadores 2010 (nada está decidido, amigos; e qualquer que seja o resultado, tenham calma; é apenas um jogo). Pretendo diminuir o número de posts nas próximas semanas, mas se conseguir ver algum jogo muito interessante, tentarei compartilhar com os amigos leitores.