A locomotiva do AC/DC fez uma escala de duas horas no estádio do Morumbi, na sexta-feira chuvosa em São Paulo. Primeiro, meia horinha de clássicos do rock nacional e importado com Nasi (na guitarra, Andreas Kisser). Pista, cadeiras e camarotes lotaram para ver Angus Young e seu AC/DC. Divindindo os holofotes, o vocalista Brian Johnson. Na guitarra-base, no baixo e na bateria, o mano baixinho Malcolm Young, o tranquilão Cliff Williams e Phil Rudd -os mesmos escudeiros de Angus e do inesquecícel vocalista Bon Scott no filme Let There Be Rock/Deixa o Rock Rolar, que eu vi várias vezes no cinema, no começo dos anos anos 80.
O Morumbi tremeu nesta sexta-feira – e não foi com um gol de falta de Rogério Ceni, não. Foi com “T.N.T”… “and dynamite”! Um dos primeiros sons do AC/DC! Os 65 mil fãs queriam mesmo é “Back in Black”, “Dirty Deeds…”, “Thunderstruck”, “The Jack” etc.
Esse quinteto leva a vida tocando o mesmo rock que sempre tocou, independente de ondas (melhor dizer tsunamis) como punk, new wave, thrash, grunge etc. Parabéns para eles. Porque é um senhor espetáculo. O AC/DC trouxe o seu show completo, com telões amigos, gigantescos, locomotiva, sino, canhões, a boneca inflável Rosie – ainda bem, porque o ingresso é bem caro (em alguns concertos, grandes bandas estrangeiras não trazem seu palco principal para cá).
Por outro lado, se tirássemos todos os efeitos especiais, o striptease hoje mais pudico de Angus Young, ainda sim seria um grande show. Porque o que importa é a música, é o rock. “AC”, como a galera gritava, nós te saudamos.
* Promotores e autoridades deveriam pensar em conjunto num plano de transporte público para eventos como esse. Acaba o show e são raríssimos os ônibus e táxis. Nas cercanias do Morumbi, havia ponto de táxi que nem ponto de ônibus: um monte de gente esperando, fazendo fila, e nada de condução. Comentário vale para partidas de futebol. A Copa 2014 é logo ali.
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Quinze dias para o show do AD/DC no Morumbi! Na contagem regressiva, começo a lembrar de
Cinco anos antes da derrubada do muro de Berlim e do colapso dos regimes comunistas do Leste Europeu, em 1984, os papas do heavy metal britânico abriram em países da Cortina de Ferro a gigantesca World Slavery Tour, excursão do discaço “Powerslave” (que embalaria a 1ª vinda do Iron Maiden ao Brasil, em janeiro de 85, no Rock in Rio I). Behind the Iron Curtain é um doc sobre o rolê da “Donzela de Ferro” pela Polônia e Hungria (o quinteto passou ainda pelas então chamadas Tchecoslováquia e Iugoslávia). Lançado em VHS (!) em abril de 85 e rodou direto em sessões de vídeo lotadas de maidenmaníacos brasileiros.
o “Headline”, fanzine que eu publicava com ajuda de pai, mãe e irmão em formato tablóide (e o FNM foi destaque na capa do “Headline” nº 2, lançado às vésperas do Rock in Rio 2 e que ilustra este post, 18 anos depois…). Rock in Rio 2 que marcou a grande explosão do FNM e Sepultura no Brasil (época de lançamento do “Arise”, um dos melhores discos do grupo mineiro-paulista-americano). Sepultura que também tocou no Maquinária, num sábado de calor e pancadas de chuva em São Paulo. E você já pode ver os caras detonando “Territory”, versão do show de ontem, no You Tube.
Começou a
Era o título brasileiro do filme-concerto do Led Zeppelin feito para os cinemas, “The Song Remains the Same”, registro de concertos no Madison Square Garden. No documentário “A Todo Volume”, em cartaz na Mostra de Cinema de SP, Jimmy Page conta que sua guitarra de dois braços foi feita por causa da épica balada “Stairway to Heaven”.
AULAS DE GUITARRA