AC/DC, Morumbi, 27/11/2009

A locomotiva do AC/DC fez uma escala de duas horas no estádio do Morumbi, na sexta-feira chuvosa em São Paulo. Primeiro, meia horinha de clássicos do rock nacional e importado com Nasi (na guitarra, Andreas Kisser). Pista, cadeiras e camarotes lotaram para ver Angus Young e seu AC/DC. Divindindo os holofotes, o vocalista Brian Johnson. Na guitarra-base, no baixo e na bateria, o mano baixinho Malcolm Young, o tranquilão Cliff Williams e Phil Rudd -os mesmos escudeiros de Angus e do inesquecícel vocalista Bon Scott no filme Let There Be Rock/Deixa o Rock Rolar, que eu vi várias vezes no cinema, no começo dos anos anos 80.

O Morumbi tremeu nesta sexta-feira – e não foi com um gol de falta de Rogério Ceni, não. Foi com “T.N.T”… “and dynamite”! Um dos primeiros sons do AC/DC! Os 65 mil fãs queriam mesmo é “Back in Black”, “Dirty Deeds…”, “Thunderstruck”, “The Jack” etc.

Esse quinteto leva a vida tocando o mesmo rock que sempre tocou, independente de ondas (melhor dizer tsunamis) como punk, new wave, thrash, grunge etc. Parabéns para eles. Porque é um senhor espetáculo. O AC/DC trouxe o seu show completo, com telões amigos, gigantescos, locomotiva, sino, canhões, a boneca inflável Rosie – ainda bem, porque o ingresso é bem caro (em alguns concertos, grandes bandas estrangeiras não trazem seu palco principal para cá).

Por outro lado, se tirássemos todos os efeitos especiais, o striptease hoje mais pudico de Angus Young, ainda sim seria um grande show. Porque o que importa é a música, é o rock. “AC”, como a galera gritava, nós te saudamos.

* Promotores e autoridades deveriam pensar em conjunto num plano de transporte público para eventos como esse. Acaba o show e são raríssimos os ônibus e táxis.  Nas cercanias do Morumbi, havia ponto de táxi que nem ponto de ônibus: um monte de gente esperando, fazendo fila, e nada de condução. Comentário vale para partidas de futebol. A Copa 2014 é logo ali.

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AC/DC 1.0

Esta é a capinha internacional do primeiro disco do AC/DC, que há alguns anos pintou por aqui numa simpática edição digipack, que ainda pode ser encontrada em lojas. Na real, o “High Voltage” que conhecemos é uma mistura das edições australianas do “High Voltage”  e do “T.N.T.” – algumas músicas do “High Voltage” australiano não usadas na versão mundial entraram anos mais tarde no EP “Jailbreak”, em vinil – cuja faixa-título, raridade da edição australiana de “Dirty Deeds Done Dirt Cheap” estourou no Brasil na época do primeiro Rock in Rio, em 1986. “Jailbreak” na voz inesquecível de Bon Scott e com o riff mortal de Angus Young, esse Chuck Berry “on the rocks”, movido a scotch e máscaras de ar.  Continuar lendo “AC/DC 1.0”

Morumbi 2010: Metallica!

ATUALIZANDO: Pessoal, a cobertura dos shows do Metallica com set-lists e fotos está no meu blog só de música (clique aqui).

Pintaram hoje no site do Metallica as datas de dois shows do grupo californiano no Brasil no comecinho do ano que vem: 28 de janeiro de 2010 – Porto Alegre – agora transferido para o Parque Condor. E em 30 de janeiro de 2010, a volta a São Paulo – primeiro show da banda no Morumbi (P.S.: show extra no dia 31).

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Coletânea

Caiu na rede é peixe… No festival de 1 ano de blogosfera, Fut Pop Clube pede bis para uma das praxes aqui do blog, que são “fichinhas” de preferências gentilmente preenchidas por músicos. A primeira foi com integrantes da banda curitibana Copacabana Club, como a vocalista Cacá, o guitarrista Alec, o Tile e a Claudinha. Tem espaço  para o pessoal do Metalmorphose e pro homem-multimídia que liderava o Dorsal Atlântica e hoje toca o Mustang, o Carlos Lopes. E ainda o sambista Marcos Sacramento. Com as respostas dessa turma toda, conheci um monte de sons a mais!

Também faço aqui um greatest hits dos meus pitacos sobre alguns dos melhores shows que vi no ano: Manu Chao em Sampa, Iron Maiden na praça da Apoteose, Kiss, Living Colour, Faith No More… Ou sobre a invasão de documentários musicais no cinema e no DVD.

AC/DC: rock´n´roll em alta voltagem

ac dcQuinze dias para o show do AD/DC no Morumbi! Na contagem regressiva, começo a lembrar de Plug Me In, uma tentadora caixa com 2 ou 3 DVDs que faz uma devassa no arquivo sobre a banda em emissoras de TV. Na versão tripla, o primeiro DVD só tem as sonzeiras com o excelente vocalista escocês Bon Scott (1946-1980).

E o pessoal do Rock Flu preparou um especial sobre AC/DC para o programa nº 60, que você pode ouvir aqui. Continuar lendo “AC/DC: rock´n´roll em alta voltagem”

Donzela atrás da Cortina de Ferro

behindthecurtainCinco anos antes da derrubada do muro de Berlim e do colapso dos regimes comunistas do Leste Europeu, em 1984, os papas do heavy metal britânico abriram em países da Cortina de Ferro a gigantesca World Slavery Tour, excursão do discaço “Powerslave” (que embalaria a 1ª vinda do Iron Maiden ao Brasil, em janeiro de 85, no Rock in Rio I). Behind the Iron Curtain é um doc sobre o rolê da “Donzela de Ferro” pela Polônia e Hungria (o quinteto passou ainda pelas então chamadas Tchecoslováquia e Iugoslávia). Lançado em VHS (!) em abril de 85 e rodou direto em sessões de vídeo lotadas de maidenmaníacos brasileiros. Continuar lendo “Donzela atrás da Cortina de Ferro”

Faith No More, SP, 7/11/09.

Lá pelos idos de 1991, era quase impossível sair à rua e não ver alguém com uma camiseta do Faith No More. Ligar o rádio ou a TV e não ouvir “Epic”, que alguém chegou a comparar (exageradamente, claro) com a “Satisfaction” dos anos 90, lembrei-me ao reler agora Headlineo “Headline”, fanzine que eu publicava com ajuda de pai, mãe e irmão em formato tablóide (e o FNM foi destaque na capa do “Headline” nº 2, lançado às vésperas do Rock in Rio 2 e que ilustra este post, 18 anos depois…). Rock in Rio 2 que marcou a grande explosão do FNM e Sepultura no Brasil (época de lançamento do “Arise”, um dos melhores discos do grupo mineiro-paulista-americano). Sepultura que também tocou no Maquinária, num sábado de calor e pancadas de chuva em São Paulo. E você já pode ver os caras detonando “Territory”, versão do show de ontem, no You Tube. Continuar lendo “Faith No More, SP, 7/11/09.”

Rock na tela

Slade in FlameComeçou a 3ª Mostra de Cinema Rock promovida pela marca Totem, no Rio de Janeiro. Até quinta-feira que vem, 12 de novembro, o cine Estação Ipanema passa de dois a três filmes por dia. Confesso que não conhecia a mostra e já fiquei com vontade que ela se espalhe além Rio. A programação deste ano começou com o documentário “U.S. x John Lennon” e “A Technicolor Dream”, com Pink Floyd e Syd Barrett. Neste sábado, tem “Kissology”, DVD do Kiss, às 17h. “Slade in Flame“,  filme de 1975 com a banda glam Slade (Cum´On Feel The Noize! ), às 19h30. E o documentário “Punk Attitude”, do cineasta Don Letts, que já foi comentado aqui no blog, às 21h30. Continuar lendo “Rock na tela”

“Rock é Rock Mesmo”

allmovie.comEra o título brasileiro do filme-concerto do Led Zeppelin feito para os cinemas, “The Song Remains the Same”, registro de concertos no Madison Square Garden.  No documentário “A Todo Volume”, em cartaz na Mostra de Cinema de SP, Jimmy Page conta que sua guitarra de dois braços foi feita por causa da épica balada “Stairway to Heaven”. Continuar lendo ““Rock é Rock Mesmo””