O segundo álbum do Iron Maiden marcou a estreia de Adrian Smith (ex- Urchin), um “velho” de Dave Murray. Um guitarrista mais melódico, como mostram suas canções (ex: Wasted Years) e carreira fora da donzela. Killers (02/02/1981) abriu a parceria do quinteto com o produtor Martin Birch, de clássicos como Machine Head, do Purple, referência para os Irons. A maioria das canções (ouça trechos no site da banda) foi composta por Steve Harris bem antes de Adrian entrar. Innocent Exile, por exemplo, existia ante de Harris fundar o Maiden. Clássicos do metal como Wrathchild e Killers já levantavam shows como Live at the Rainbow. Killers não chegou tão alto na parada como o LP anterior (12º, contra 4º de Iron Maiden). Uma pena. É um discão. Se você acha que o Iron não toca nada, tente ouvir Prodigal Son. A formação com Paul Di´Anno lançou ainda dois singles e um excelente mini-LP ao vivo. Continuar lendo “Iron Maiden 2.0”
Categoria: Heavy Metal
Iron Maiden 1.0

O Iron Maiden do baixista Steve Harris passou por umas seis formações até chegar à que gravou a demo tape, no finalzinho de 78, num estúdio perto de Cambridge, com o vocal Paul Di´Anno, um guitarrista só (Dave Murray) e o batera Doug Sampson, além de Harris. Os caras gastaram toda a grana na gravação e não puderam comprar o resultado final. Depois, quando voltaram com dinheiro para levar a fita equalizada, ela já tinha sido apagada. Harris e cia tiveram que se contentar com fita k7 não mixada com 4 músicas: Iron Maiden, Invasion, Prowler e Strange World. Quase um ano depois, as três primeiras foram lançadas num compacto bancado pela própria banda: “The Soundhouse Tapes”. Vendeu as 5 mil cópias, mas a lenda dizia que 15 mil unidades voaram, o que ajudou a banda a ser contratada pela EMI. NO DVD The Early Years, um executivo da gravadora na época diz que a EMI teve que escolher entre Iron Maiden e Def Leppard. Não dava para contratar os dois. Escolha certa.

Pouco antes da 1ª sessão de gravações para EMI, novas mudanças: saiu o batera Doug Sampson, entrou Clive Burr. E a guitarra de Dave Murray ganhou a companhia – ou a competição, algumas fontes dizem – de Dennis Stratton. “Running Free” foi a canção eleita para o segundo compacto do grupo, o primeiro pela EMI. Música tocada em shows de quase todas turnês posteriores. No lado B, “Burning Ambition” mostrou o interesse de Harris pelo rock progressivo. O single superou as expectativas e pintou o convite para tocar “Running Free” na parada “Top of The Pops”, da TV inglesa. O que a BBC não imaginou é que a Donzela de Ferro fez questão de tocar ao vivo, sem playback, “ousadia” perpretada pelo The Who 8 anos antes. Rock é rock mesmo. A performance dessa música no Top of the Pops é um dos extras do já mencionado DVD The Early Years.
DVD: “The Early Days”

Paul Day no vocal (não confundir com Paul Di´Anno), Dave Sullivan e Terry Rance (guitarras), Ron Mathews na bateria e Steve Harris no baixo. Essa foi a primeira (de muitas) formações da banda Iron Maiden, em 1975. Esse quinteto tocou junto até o meio de 76 e dele ficou só o capitão do time, Steve Harris. Tempos em que o grupo que se tornaria o gigante do heavy metal mundial cobrava de cachê 5, 10, 15 libras – só o gelo seco dos efeitos de palco custava 10 libras. São informações como essas, que fazem a delícia de fissurados no rock rápido, pesado e melódico do grupo de Londres, que recheiam o documentário de 90 minutos no duplo DVD “The History of Iron Maiden, Part 1: The Early Days”, disponível no Brasil. A equipe rodou 4 países e fez 40 entrevistas – são ouvidos um monte de ex-roqueiros do grupo, em depoimentos sempre gentis, mesmo quem pediu pra sair aparece “bem na fita”, alto astral total. Sobra apenas para o produtor do primeiro disco, muito criticado pela qualidade do som. Entre os extras que ajudam a documentar a explosão do Maiden, um vídeo caseiro gravado no pub Ruskin Arms, no mesmo dia do lançamento do 1º LP, bem amador mesmo -vale apenas como registro histórico. Mais os cinco primeiros clips do Iron. Apresentações histórias no Top of the Pops, antiga parada de sucessos da rede de TV BBC: com Running Free, o Maiden foi o primeiro a tocar ao vivo, depois de anos e anos de playback – o último a tocar de verdade tinha sido o The Who. E um achado: um filme de 20 minutos – filme mesmo, em preto e branco, produzido pela Granada TV inglesa, sobre este comecinho da banda. A formação que gravou Iron Maiden manda a ver ao vivo, a edição deixa o rock rolar e ainda tem entrevistas curiosas. O DJ Neal Kay, que teve grande importância para o “descobrimento” do Iron, comenta que não gosta do rótulo heavy metal. Mas veste uma camiseta com dizeres tipo Heavy Metal Sounds… Surreal. E tem muito mais material para deleite dos fãs de carteirinha.Clique aqui. Continuar lendo “DVD: “The Early Days””
Iron Maiden 0.1

O Iron Maiden já está na América do Sul e daqui a uma semana volta a tocar no Brasil, com a turnê Somewhere Back in Time. No dia 12,a mascote Eddie e cia vão conhecer a Amazônia. Será o primeiro show da banda em Manaus, no Sambódromo (!) local. E pensar que este gigante do heavy metal rock que já vendeu milhões e milhões de discos começou cobrando 5, 10, 15 libras por show, em 1975…
Acho formidável que a imensa torcida, digo, o grande fã-clube do Iron conserve uma fiel legião de seguidores dos anos 80. Mas ao mesmo tempo essa massa está sempre se renovando. Parte considerável desse público não era nem nascida quando o grupo lançou seu primeiro disco, em abril de 1980.
O blog Fut Pop Clube começa sua cobertura especial da turnê lembrando de um disco que embora lançado apenas em 2002, numa bem bolada caixa de CDs, traz uma gravação anterior ao lançamento do LP Iron Maiden. Você pensa que é só o U2 que toca na BBC, é? O CD duplo BBC Archives, da caixa Eddie´s Archive, traz quatro sons ao vivo no programa Friday Rock Show, da rádio BBC1, em 14 de novembro de 1979, portanto, antes de a banda entrar em estúdio para gravar o álbum de estreia. E uma formação ligeiramente diferente: Tony Parsons numa das guitarras, que Dennis Stratton assumiria a tempo do 1º LP, e Doug Sampson na batera, vaga que logo seria de Clive Burr, até 1982. No texto do encarte de BBC Archives, o produtor do programa se orgulha de ter levantado a bandeira da NWOBHM – New Wave of Brithish Heavy Metal, da qual o Iron foi o líder – e a quarta atração do programa.
Desse começo, BBC Archives resgata ainda 6 pauleiras gravadas no show do Maiden no Reading Festival, agosto de 80, já (ou ainda) com a formação do primeiro disco -Paul Di´Anno, Steve Harris, Dave Murray, Stratton e Burr. O duplo CD apresenta ainda parte de mais dois concertos do Iron em festivais: o Reading de 82 e o Donnington 88, com Bruce Dickinson no vocal. Assuntos para outro post.
Ultramen

Rap + trovadores gaúchos (ouça Peleja.) Reggae + metal (tente a pesada cover de Exodus, clássico de Marley). Junte influências de hardcore (Bem Mal, que me apresentou a uma banda que era muito, muito mais do que rock rápido), Jorge Benjor, Tim Maia (regravação de Johnny). Considero um discão o segundo CD do Ultramen, Olelê. Um dos melhores já gravados por um grupo independente brasileiro. Uma excelente pedida para abastecer o som do carro e cair na estrada, cantando junto refrões como o da ótima Preserve. “Pelo céu ou pelo mar, vou por aí, a procurar/pelo céu ou pelo mar, vou por aí, a te encontrar”.
Slade, Quiet Riot, Oasis
O que o Oasis (grupo inglês) e o Quiet Riot (banda americana) podem ter em comum, além de tocar rock, com guitarra, baixo e bateria? Ambos regravaram o sucesso do grupo britânico Slade, Cum On Feel the Noize – assim, escrito errado mesmo. A diferença é que o a cover do Quiet Riot foi o carro-chefe do álbum Metal Health, em 1983. Já a versão do Oasis saiu no single da balada Don´t Look in Anger, 1996. Há 36 anos, o Slade entrou de cara no 1º lugar da parada inglesa de singles com a versão original de Cum On Feel the Noize (26/02/1973). Informação do calendário da excelente revista britânica Classic Rock.
Vem aí
Reportagem de capa do Segundo Caderno de O Globo lista o festival de shows importados que chegam ao Brasil nos próximos meses, como os de Simply Red, Keane, Iron Maiden, o torcedor do Real Madri Julio Iglesias, Radiohead+Kraftwerk (com Los Hermanos), Liza Minelli, Simple Plan, A-ha, Buddy Guy, Kiss, No Use for a Name, B-52´s, Andrea Bocelli, Burth Bacharah, Robert Cray e Heaven & Hell. E ainda tem Deep Purple, semana que vem. Qual desses shows você tem mais vontade de ver? E que outras atrações gostaria de ver ao vivo no Brasil?
Iron Maiden num cinema perto de você
É, a donzela de ferro quer te pegar, não importa onde você esteja. No blog, tenho falado de filmes de rock e aí vem um certamente muito especial. O documentário Flight 666, que acompanha a atual turnê do Iron Maiden. Sabe onde será o lancamento mundial? No Brasil, mais exatamente no Cine Odeon Petrobras, no centro do Rio, agora, 14 de março, mesma data do show do sexteto na Praça da Apoteose -do samba e agora do metal. Além da pré-estreia, o filme será exibido em cinemas do mundo todo, mas num único dia: 21 de abril. Portanto, é bom não bobear, porque essas coisas não têm segunda chance. Depois, só em DVD. E por melhor que seja o home-theater caseiro, não é a mesma sensação que ver o primeiro filme sobre o Iron Maiden no cinema! A página da banda na internet remete ao trailer do documentário no You Tube. Clique aqui.
Iron Maiden, campeão de voto
Você pode não se ligar no som metal tradicional do Iron Maiden, mas se viu pelo menos algum trecho de transmissão da TV dos shows do Rock in Rio de 1985 e/ou 2001, há de reconhecer que os concertos do grupo são mesmo espetaculares. Esta semana, o grupo ganhou em eleição popular o prêmio Brit Awards como melhor banda inglesa ao vivo, superando atrações como Coldplay e The Verve. Com a volta de Bruce Dickinson, um exército de três guitarristas, o baixista Steve Harris correndo mais que juvenil do West Ham, Nicko na baqueta e a mascote Eddie em plena forma pós-morte, o Iron tem tudo para bater um bolão na turnê brasileira que vai passar por Manaus, Rio, Sampa, BH, BSB e Recife!
Deixa o Rock Rolar
Era o título nacional do filme “Let There Be Rock”. Estrelando: AC/DC. Lá por 1982/83, foi exibido nos cinemas brasileiros. Imagine um mundo sem MTV nem internet, quanto mais MP3… Blog? O que é isso? E ainda por cima um país com poucas rádios que tocavam rock (bem, isso não mudou muito) e uma ou duas revistas especializadas. Ir à livraria Siciliano folhear revista gringa era o jeito. Nesse contexto, poder ver um filme de rock no cinema, de um grupo que ainda não havia feito shows no Brasil, era o máximo. Fui pelo menos duas vezes ao cinema para ver “Let There Be Rock”, com seu bom título brasileiro: Deixa o Rock Rolar! E rolava durante mais de uma hora e meia. Registro de um show do quinteto em Paris em 79, na turnê de “Highway to Hell”, ainda com o vocalista Bon Scott – que morreria dois meses depois, sufocado pelo próprio vômito, numa noite de muita bebedeira. Traz rockaços desta que é uma das bandas mais populares do mundo, como “The Jack”, “Highway to Hell” e “Whole Lotta Rosie”. Angus Young não para de solar sua Gibson SG, aliás, não para. Tanto que recebe até máscara de oxigêncio nos bastidores. Que eu me lembre, não saiu sequer em VHS no Brasil, quanto mais em DVD.
Atualizando em junho de 2011: finalmente, o filme está saindo agora em DVD e Blu-Ray!
Uma grande chance para os jovens fãs que o AC/DC não para de conquistar conhecerem melhor o carismático Bon Scott, que eu prefiro em relação ao Brian Johnson. O AC/DC já tocou no Brasil, já lançou vários DVDs, mas pra mim nada teve o impacto de ver “Let There Be Rock” no cinemão.