Arsenal 14-15.

Atualizado em setembro de 2014

O atacante Danny Welbeck, ex-Manchester United, fechou com os gunners no último dia de transferências. Vai usar a 23 do Arsenal.

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Brasil 1, Alemanha 7. Perdemos feio. Para uma máquina de jogar bola.

Mineirão, Belo Horizonte, 8 de julho de 2014. Nesta  tarde/noite de semifinal da melhor Copa dos últimos anos – uma Copa cheia de surpresas- o  futebol brasileiro que já vinha dando sinais de agonia há muito tempo, morreu um pouco. Ele precisa ser refundado, precisa ser completamente reformulado. Das categorias de base dos clubes ao comando maior da CBF, passando pelos bancos dos treinadores e cartolas dos clubes.

Perdemos para uma máquina de jogar futebol, que tem um elenco espetacular. #Alemáquina, já batizaram. #SuperDeutschland.

Perdemos para o verdadeiro país do futebol. Onde os estádios estão quase sempre 100% cheios, da primeira à 34ª rodada da Bundesliga. Em alguns casos, até na segunda divisão, a 2.Bundesliga. Um país onde o povo ainda tem lugar nas “arenas”. E não joga a bandeira no chão ou pisa na camisa ao primeiro revés. Onde os torcedores gostam de seus times como gostam de bandas de rock, ou seja, não tem disco ruim.

Que o Brasil aprenda algo com a Alemanha e reencontre seu futebol. Se for o caso, que seja com um técnico estrangeiro, que nos ensine a fazer o que deixamos de fazer. Jogar.

Construímos tantos belos estádios para o Mundial, esquecemos de construir uma seleção. Claro, mais uma vez iludidos pelo resultado da Copa das Confederações. Definimos os 11 titulares e seus reservas com um ano de antecedência, sem levar em consideração o momento. 

Mas não adianta procurar culpados entre os jogadores. Do fundo do meu coração boleiro, dilacerado pela maior humilhação da Seleção em 100 anos de história, espero que esses jovens jogadores consigam a volta por cima e voltem a brilhar.

Pra quem é maluco por futebol, como você que me lê, resta continuar curtindo esta Copa sensacional. Não é porque o Brasil caiu que o Mundial deixa de ser maravilhoso. E no meio da semana que vem, recomeça o Brasileirão – dividido ao meio por um calendário absurdo, é verdade. Mas não vamos desistir de gostar do nosso futebol.

Mosaico sobre as artes originais de Lais Sobral.  Confira a série toda aqui: https://www.flickr.com/photos/lais-sobral/
Mosaico sobre as artes originais de Lais Sobral. Confira a série toda aqui: https://www.flickr.com/photos/lais-sobral/

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David Luiz é pop

O capitão da seleção hoje, na ausência de Thiago Silva, já era garoto de capa de revista quando jogava no Benfica (2007-2011). É uma edição de 2010 da “Mística”, a revista oficial do clube encarnado.
Depois da Copa, o zagueiro muda do Chelsea para o PSG, onde deve fazer a dupla de zaga mais cara do mundo. A dupla da seleção brasileira. Se Thiago Silva não for pro Barça…
slbenfica-pt

Manchester United 2014-2015

O colombiano Falcao García, que interessava muito à galáxia Real Madrid, foi emprestado pelo Monaco ao Manchester United. Falcao García é apelidado de El Tigre. Por isso, republico a linda ilustração que a artista pástica Lais Sobral fez pro blog, nesta série aqui.

Arte: LAIS SOBRAL : https://www.flickr.com/photos/lais-sobral/
Arte: LAIS SOBRAL : https://www.flickr.com/photos/lais-sobral/

Outro reforço de nível Copa do Mundo foi o defensor Daley Blind (seleção da Holanda, Ajax).

Sem falar no argentino que herda a camisa 7 que já foi de Cristiano Ronaldo. Ángel Di María, destaque da décima Champions conquistada pelo Real Madrid, agora é um red devilPela bagatela de quase 60 milhões de libras.

Outras novidades e uniformes do United para a temporada que já está rolando. Continuar lendo “Manchester United 2014-2015”

Mural de craque

No elegante bairro do Sarrià, em Barcelona, são muito poucas as lembranças do velho estádio do Espanyol, que em 5 de julho de 1982 recebeu o clássico Itália 3×2 Brasil – como mostrou o rolê do Fut Pop Clube ao lado do jornalista colombiano Wilmar Cabrera, autor do livro “Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chandal”.
Mas a uns 9 mil quilômetros deste quarteirão de Barcelona, um dos cinco gols da partida mais famosa do Mundial de 1982 – a verdadeira decisão – é retratado por um mural do artista brasileiro Eduardo Kobra. O golaço de Paulo Roberto Falcão -o segundo na derrota fatal contra a Squadra Azzurra- e alegria do camisa 15 canarinho (eternizada pelo clique de J.B.Scalco, para a “Placar”) merecem a atenção de quem passa pela esquina das avenidas Hélio Pellegrino e Santo Amaro, na zona sul de São Paulo.
Sintomático que os brasileiros guardem uma imagem de uma das derrotas mais doídas da Seleção (ao lado do Maracanazo de 1950). Aquela Seleção não ganhou a Copa. Encantou o planeta bola. Ganhou o mundo. Aquela era uma Seleção pela qual valia a pena chorar, como mostrou a célebre capa do “Jornal da Tarde” sobre a foto de Reginaldo Manente.

Mural do Studio Kobra com o gol de Falcão contra a Itália.
Mural do Studio Kobra com o gol de Falcão contra a Itália, sobre a foto de J.B. Scalco para a “Placar”

Parece que as árvores querem cumprimentar e abraçar o Falcão por seu gol”, disse o jornalista Wilmar Cabrera, colombiano radicado na Barcelona do antigo estádio Sarrià. A vitória da Azzurra de Bearzot (que não era fraca, não – longe disso!) é o tema do livro  de Wilmar Cabrera,”Los Fantasmas de Sarrià Visten de Chándal”.

Depois da Copa de 1982, não foram muitos os jogos de Mundial em que a Seleção Brasileira encantou.

Que o Brasil volte a jogar bonito.

Sem Neymar, isso vai ser um pouco mais difícil. Não impossível.

E se perder? Bola pra frente. Vamos continuar curtindo a Copa, por favor? Ela tá maneira demais.

A derrota em 1982 não foi o fim das carreiras de Telê, Sócrates, Zico, Toninho Cerezo, Junior e cia. Pelo contrário. Ganharam muitos títulos mais.

Em 2006, a Alemanha sediou o Mundial e festejou o terceiro lugar. Olha ela aí de novo…

Tenho um pressentimento que boa parte desta segunda família Scolari ainda pode dar muitas alegrias à torcida brasileira. Continuar lendo “Mural de craque”

Minuto de silêncio para Don Alfredo Di Stéfano, a “flecha loura”.

Capa do livro de memórias de Di Stéfano
Capa do livro de memórias de Di Stéfano. No caso, ‘Vieja’ é a bola.

Alfredo Di Stéfano, o craque argentino nascido em Buenos Aires (que também jogou pela Espanha) morreu hoje, aos 88 anos. O site do Real Madrid fez uma galeria dos títulos de Don Alfredo no gigante branco de Madrid, clube do qual era presidente de hora. Pelo Real,  La Saeta Rubia (“a flecha loura”) ganhou “apenas”:

Colecionador de copas. http://www.realmadrid.com/
Colecionador de copas. http://www.realmadrid.com/
  • 1 Copa Intercontinental (o Mundial de Clubes), em 1960, contra o Peñarol.
  • 2 Copas Latinas: 1955 e 1957.
  • 1 Pequena Copa do Mundo: 1957
  • 8 campeonatos espanhóis (das 11 ligas disputadas com a camisa branca).
  • 1 Copa de Espanha (então Copa do Generalíssimo… argh!)
  • 5 troféus Pichichi, prêmio de artilheiro do campeonato espanhol que leva o nome do artilheiro do Athletic Bilbao que inaugurou o velho San Mamés

Veja como reagiram à notícia outros clubes – e as duas seleções – em que Di Stéfano jogou.

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Assis se foi. Nem um mês e meio depois de Washington.

FOTO: Bruno Haddad / Fluminense FC
FOTO: Bruno Haddad / Fluminense FC

A notícia entristeceu o domingo, especialmente para os torcedores do Fluminense e do Atlético Paranaense. Assis se entendeu tão bem com seu parceiro de ataque Washington, que a dupla ganhou o apelido de “Casal 20” (título de um seriado de TV bastante popular nos anos anos 80). Por ironia do destino, Washington morreu em 25 de maio. Assis foi embora na madrugada deste domingo, 6 de julho.

Para sacar a importância de Assis para o Fluminense campeão brasileiro em 1981 e tri carioca entre 1983 e 1985, recomendo assistir ao filme “Fla x Flu – 40 Minutos Antes do Nada”, disponível em DVD e no canal Now. Continuar lendo “Assis se foi. Nem um mês e meio depois de Washington.”