“Almanaque do São Paulo” + “Os Clássicos do Futebol Brasileiro”.

ImageProxyDois livros muito curiosos.

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O José Renato Santiago, autor do texto do post anterior sobre o #Ferrim (clique aqui), que tem a maior coleção de livros e artigos de futebol segundo o Guinness World Records, está acrescentando mais dois livros na biblioteca, e o nono e décimo de autoria dele mesmo. De interesse mais dos são-paulinos, “Almanaque do São Paulo” é um calhamaço elaborado a 4 mãos com Raul Snell, que faz um levantamento histórico de todos os jogos disputados pelo tricolor paulista, desde a estreia do São Paulo da Floresta, em 1930, até o fim de 2013. A noite de autógrafos foi em 25 de fevereiro, no sempre movimentado bar São Cristóvão, na Vila Madalena – praticamente um museu do futebol informal.

O outro livro é indicado para quem curte as curiosidades do futebol em todos os estados brasileiros. “Os Clássicos do Futebol Brasileiro“, que José  Renato Santiago escreveu com Marcelo Unti, tem mais de mil informações sobre 201 dérbis de todos os estados, de 1902 até hoje. Opa! Boa ideia! Zé Renato e Marcelo Unti autografam este livro em 13 de março, também no bar São Cristóvão. Continuar lendo ““Almanaque do São Paulo” + “Os Clássicos do Futebol Brasileiro”.”

Ferrim: um gigante que cai. O Ferroviário acaba de ser rebaixado.

Um gigante que cai…o Ferroviário acaba de ser rebaixado.

Texto de José Renato Santiago, publicado originalmente no Memória Futebol.

ferroviario

Fundada em 9 de maio de 1933, a equipe cearense do Ferroviário Atlético Clube nasceu alvinegra.
A iniciativa de criação do Ferrim partiu do Sr. Waldemar Cabral Caracas que propôs o desenvolvimento de atividades esportivas que pudessem promover a distração e a integração dos operários da linha ferroviária do estado do Ceará, que trabalhavam no setor da manutenção de trens, e que possuíam horas vagas entre um reparo e outro.
Pois bem, tive a felicidade de conhecer o Sr. Waldemar Caracas, centenário fundador, nascido em 9 de novembro de 1907.
Ele era vizinho do meu avô, Osvaldo.
Ao longo de muitas de nossas conversas, ele comentou comigo sobre a razão das cores e distintivo do Ferroviário.
Durante a década de 1940, Caracas veio para São Paulo a trabalho.
Em um dia de folga, foi ao estádio do Pacaembu assistir o Diamante Negro, Leônidas.
Se apaixonou pelo Tricolor, maior equipe brasileira daquela década.
No dia seguinte foi até uma loja de esportes e comprou um conjunto de camisas do São Paulo.
Levou os uniformes para Fortaleza e decretou que, a partir daquele dia, o Ferroviário passaria a usar as cores do São Paulo, bem como o distintivo.
Com o tempo o Ferrim, ou Ferrão, passou a fazer frente aos grandes e mais antigas equipes do estado: Maguary, Ceará e Fortaleza.
Desde então foram 9 conquistas estaduais: 1945, 1950, 1952, 1968, 1970, 1979, 1988, 1994 e 1995.
O principio dos anos 1950, sobretudo, foi dominado pelo Ferrão.
Equipes fantásticas foram montadas.
Recebeu a alcunha de o “Clube das Temporadas”.
Era a única equipe do estado a fazer frente aos grandes do sul do país que por lá excursionavam.
O Tubarão da Barra sempre foi temido.
A última equipe cearense campeã invicta foi o Ferroviário em 1968.
Os anos 1990 marcaram seus últimos grandes momentos.
Uma equipe que disputou várias edições da Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro.
Tudo isso ficou no passado.
Más administrações.
Preferência ao interesse pessoal em detrimento da entidade.
E muuuuuuiiiitos erros.
Amadorismo irresponsável fantasiado de profissionalismo competente.
Em 2012, a salvação ao rebaixamento em campo se deveu a erros na escalação irregular de jogadores por parte da equipe do Crateús.
O susto não serviu para coisa alguma.
Um crime às cores tricolores.
Domingo o Ferroviário foi rebaixado do campeonato estadual pela primeira vez em sua história.

um grande abraço,
José Renato Santiago

A mascote da Bósnia, proposta por Lais Sobral.

Ilustração de Lais Sobral para o@FutPopClube | http://www.flickr.com/photos/lais-sobral/
Ilustração de Lais Sobral para o@FutPopClube | http://www.flickr.com/photos/lais-sobral/

Uma lebre num cenário assustadoramente psicodélico é a mascotinha bolada pela artista plástica Lais Sobral para a Bósnia-Herzegovina, na série em homenagem aos países participantes da Copa. Caçula do Mundial, a Bósnia deu azar e caiu no grupo da Argentina, que encara logo na estreia, em 15 de junho. Os bósnios vão se concentrar no Guarujá, litoral paulista, e viajam para o Rio para enfrentar Messia e cia; para Cuiabá, onde pegam a Nigéria, em 21 de junho, na Arena Pantanal; e para Salvador onde enfrentam o Irã, 25 de junho, na Fonte Nova.
Confira todos os trabalhos da artista Lais Sobral para o blog nessa série que o Fut Pop Clube orgulhosamente publica em primeira mão.

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