NILMARavilha

Foto: Divulgação VIPCOMM
Foto: Divulgação VIPCOMM

O Chile deu um susto, chegou a empatar a peleja, mas a noite era de Nilmar. Três gols e uma roubada de bola no do tanque Júlio Batista. Doce quebra-cabeça para Dunga: Robinho ou Nilmar? E você, acha que dá para Nilmar jogar ao lado de Luís Fabiano?

Um amistoso nada amistoso

Recomendo aos amigos do blog a leitura de um artigo na ótima Revista de História da Biblioteca Nacional – edição de setembro, nas bancas.  “O dia em que o Rio Grande do Sul vaiou o Brasil”, do professor Cesar Augusto Barcellos Guazelli, da Unversidade Federal do Rio Grande do Sul. No texto, o professor recria a atmosfera de rivalidade que cercou um amistoso entre a seleção brasileira de Zagallo e uma seleção gaúcha. Tudo porque Zagallo não tinha convocado o lateral gremista Everaldo, campeão em 70, para a disputa da Mini-Copa, em 1972. Placar final? 3 gols para o Brasil (Jairizinho, PC Caju e Rivellino). Três gols para os gaúchos (2 de Carbone e 1 de Claudiomiro), reforçados pelo chileno Figueroa (ídolo colorado), pelo uruguaio Ancheta (símbolo gremista), ambos na zaga do RS, e o atacante argentino Oberti (então no Grêmio). Os amistosos do Brasil contra seleções estaduais tinham esse clima de rivalidade, estimulada por bairrismo e clubismo. Por outro lado, muitas vezes seleções regionais representaram Brasil.

Verdão foi Brasil em 65. Foto: A.I. do Palmeiras
Verdão foi Brasil em 65. Academia de História do Palestra-Palmeiras

Outro dia lembrei aqui que Brandão convocou maioria de atleticanos e cruzeirenses para jogos da Copa América de 75. E até clubes vestiram a amarelinha. Como o Palmeiras, em 7 de setembro de 1965. O timaço chamado de Academia vestiu verde-amarelo contra o Uruguai, no Mineirão(leia texto).

Canarinhos

O blog aproveita o 7 de setembro (e a classificação!) para publicar uma seleção brasileira de uniformes raros, da coleção do administrador Paulo Gini, um dos autores do livro A História das Camisas dos 12 Maiores 317Times do Brasil. Nas araras do colecionador, nada de réplicas, só uniformes usados por titulares ou reservas. A pedido do Fut Pop Clube, Gini escolheu: Marcos, Cafu, Carlos Alberto Torres, Oscar, Branco, Falcão, Gérson, Garrincha, Ronaldo, Pelé e Romário. Nos próximos textos, uniformes históricos de Pelé, Romário, Gérson, Oscar… a começar pelo que Cafu usou nas suadas Eliminatórias para a Copa de 2002 (bem mais complicadas que a atual).

Camisa usada por Cafu nas Eliminatórias da Copa de 2002. Coleção de Paulo Gini.

Camisa usada por Cafu nas Eliminatórias da Copa de 2002. Coleção de Paulo Gini.
Veja também: 12 camisas clássicas escolhidas por Paulo Gini.

Oscar, na Copa de 86

Camisa 3 da Seleção, usada por Oscar em 86. Coleção de Paulo Gini.
Camisa 3 da Seleção em 86: Oscar. Coleção de Paulo Gini.
Camisa usada por Oscar na Copa de 86. Coleção de Paulo Gini
Camisa de Oscar na Copa de 86. Coleção de Paulo Gini

Camisa 3 da seleção de uniformes raros do colecionador Paulo Gini… e da seleção brasileira de Telê Santana que disputou o Mundial de 86, no México. Oscar, então zagueiro do São Paulo, ficou na reserva. Os titulares da zaga eram Júlio César e Edinho. O Brasil venceu Espanha, Argélia, Irlanda do Norte, goleou a Polônia nas oitavas, mas caiu no jogo seguinte, diante da França, nos pênaltis…
Veja camisas clássicas do São Paulo e outros 11 times, escolhidas por Paulo Gini.

Clique para ver camisa de Oscar no São Paulo, em 1985, que pertence a um amigo do blog. A Adidas era a fornecedora de material esportivo do tricolor.

Continuar lendo “Oscar, na Copa de 86”

Romário

Camisa 11 de Romário na Copa de 90. Coleção de Paulo Gini.
Camisa 11 de Romário na Copa de 90. Coleção de Paulo Gini.
Camisa de Romário na Copa de 90. Coleção de Paulo Gini
Camisa de Romário na Copa de 90. Coleção de Paulo Gini

A camisa 11 na seleção brasileira de uniformes raros que o Paulo Gini convocou a pedido do Fut Pop Clube não poderia ser de mais ninguém. É do baixinho, claro. Embora a Copa de 90 não traga boas lembranças. Romário entrou só na vitória contra a Escócia. A seleção de Lazaroni caiu logo nas oitavas, justo diantes dos hermanos…

LEIA MAIS: Camisas clássicas do Vasco, Fla, Flu e outros 9 times, escolhidas pelo Paulo Gini.

Seleção de cabeceira

Fut Pop Clube aproveita a classificação do Brasil para a Copa do Mundo de 2010 para publicar dicas de livros sobre a Seleção, novamente feitas por Domingos D´Angelo, do MemoFut. “Dois livraços”, nas palavras do colecionador.

– “Enciclopédia da Seleção (As Seleções Brasileiras de Futebol – 1914-2002)“, de Ivan Soter, pela editora Folha Seca. 500 páginas. De 45 a 40 reais[é o da bela capa ao lado, cheia de flâmulas].

– “Todos os Jogos do Brasil”. De Ivan Soter, André Fontenelle, Mario Levi Schwartz, Dennis Woods e Valmir Storti. Editado pela Abril/Placar. [Seu Domingos avisou que o livro está “meio escondido” e realmente não encontrei na loja Abril na internet – deve estar fora de catálogo].

Domingos D´Angelo cita ainda dois livros recentes.

A 1ª Vez do Brasil– “A Primeira Vez do Brasil – Campeão Mundial de 1958“, de Francisco Michielin, editora Maneco, 2008, 352 páginas. De 42 a 50 reais.

E o outro foi bem falado nos últimos dias:

– “Brasil x Argentina – Histórias do Maior Clássico do Futebol Mundial (1908-2008), do professor Newton César de Oliveira Santos. Editado em 2009 pela Scortecci (capinha ao lado). 616 páginas. 60 reais. Newton César escreveu interessante artigo para o caderno Aliás, do Estadão deste domingo, 6 de setembro: Cenas de uma cordialidade esquecida (leia aqui). No artigo, o professor cita clássicos de 1914, 1939 e até 2005 em que houve troca de gentilezas (que como sabemos, geram gentilezas) e não um festival de pontapés.


Leia ou releia as dicas anteriores:

Biografias de craques!

E mais biografias!

Fabuloso!

Brasil galhardete1, 2, 3… deixa a rima pra lá… O que importa é que o Brasil está na Copa de 2010. Grande atuação que começa lá atrás, com Júlio César. Passa pela zaga, laterais, meio-campo e, especialmente, Kaká  e Luís Fabigol. Apesar do juiz caseiro, amarelando Kaká por reclamação, enquanto o galático era caçado pelos “hermanos” – muy hermanos!

Gigante no Arroyito!

cbfArgentina x Brasil em Rosário, 5/9/09, entrou para história como o jogo em que  o escrete canarinho de Dunga carimbou sua classificação para a Copa do Mundo 2010. 3 a 1. Gols de Luisão e Luís Fabiano. Luís Fabuloso e mais uma vez decisivo – duas vezes decisivo – a segunda logo depois que o foguete de Dátolo deixou o placar num perigoso 2×1.

O Brasil venceu com Júlio César (gigante, outra vez), Maicon, Lúcio, Luisão e André Santos; Felipe Melo, Gilberto Silva, Elano (Daniel Alves) e Kaká; Robinho (Ramires) e Luís Fabiano (Adriano).

Certamente esse jogo merece entrar para o top 5 recente do derby sul-americano que eu publiquei no espaço de comentários deste post, antes do jogo. Topa votar no seu Top 5 dos confrontos Brasil x Argentina?

Em 1975, deu Brasil. Em Rosário.

selecaoEm agosto de 75, a Argentina recebeu o Brasil no mesmo estádio do derby desta noite,  Gigante de Arroyito. E a seleção brasileira treinada por Oswaldo Brandão venceu os argentinos selecionados por Menotti. Um a zero. Gol do atleticano Danival, informa o livraço Seleção Brasileira, de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf (editora Mauad;capa ao lado). Brandão convocou uma maioria de jogadores de Atlético e Cruzeiro. Contando substituição, seis jogadores do Galo e quatro da Raposa atuaram em Rosário. Só a dupla de zaga era do futebol paulista.

A seleção mineira, digo, a brasileira, venceu com Raul, Nelinho, Luiz Pereira (ainda no Palmeiras), Amaral (então no Guarani) e Getúlio (na lateral-esquerda!!!);  Wanderley Paiva, Danival e Palhinha; Roberto Batata, Campos e Romeu (depois Reinaldo).

Os hermanos perderam com Gatti, Pavoni, Mário Killer e Rebottaro; Daniel Killer, Gallego e Ardilles (depois Júlio Asad); Boveda, Luque e Kempes.

O Brasil venceu essa batalha, mas a Copa América de 1975 ficou com sabe quem? A seleção peruana, com alguns jogadores que três anos depois tomariam de 6 a 0 da Argentina, na mesma Rosário, no jogo mais comentado da Copa de 78.