
O Chile deu um susto, chegou a empatar a peleja, mas a noite era de Nilmar. Três gols e uma roubada de bola no do tanque Júlio Batista. Doce quebra-cabeça para Dunga: Robinho ou Nilmar? E você, acha que dá para Nilmar jogar ao lado de Luís Fabiano?

O Chile deu um susto, chegou a empatar a peleja, mas a noite era de Nilmar. Três gols e uma roubada de bola no do tanque Júlio Batista. Doce quebra-cabeça para Dunga: Robinho ou Nilmar? E você, acha que dá para Nilmar jogar ao lado de Luís Fabiano?
Paraguai, Espanha e Inglaterra se juntam a Brasil, Holanda, Gana, Japão, as duas Coreias e Austrália podem arrumar as malas para a Copa do Mundo 2010. Com a África do Sul, dona da casa, são 11 as seleções garantidas no Mundial. Alguns dos usuais favoritos já estão lá… Continuar lendo “Destino: África do Sul 2010”
Recomendo aos amigos do blog a leitura de um artigo na ótima Revista de História da Biblioteca Nacional – edição de setembro, nas bancas. “O dia em que o Rio Grande do Sul vaiou o Brasil”, do professor Cesar Augusto Barcellos Guazelli, da Unversidade Federal do Rio Grande do Sul. No texto, o professor recria a atmosfera de rivalidade que cercou um amistoso entre a seleção brasileira de Zagallo e uma seleção gaúcha. Tudo porque Zagallo não tinha convocado o lateral gremista Everaldo, campeão em 70, para a disputa da Mini-Copa, em 1972. Placar final? 3 gols para o Brasil (Jairizinho, PC Caju e Rivellino). Três gols para os gaúchos (2 de Carbone e 1 de Claudiomiro), reforçados pelo chileno Figueroa (ídolo colorado), pelo uruguaio Ancheta (símbolo gremista), ambos na zaga do RS, e o atacante argentino Oberti (então no Grêmio). Os amistosos do Brasil contra seleções estaduais tinham esse clima de rivalidade, estimulada por bairrismo e clubismo. Por outro lado, muitas vezes seleções regionais representaram Brasil.

Outro dia lembrei aqui que Brandão convocou maioria de atleticanos e cruzeirenses para jogos da Copa América de 75. E até clubes vestiram a amarelinha. Como o Palmeiras, em 7 de setembro de 1965. O timaço chamado de Academia vestiu verde-amarelo contra o Uruguai, no Mineirão(leia texto).
O blog aproveita o 7 de setembro (e a classificação!) para publicar uma seleção brasileira de uniformes raros, da coleção do administrador Paulo Gini, um dos autores do livro A História das Camisas dos 12 Maiores
Times do Brasil. Nas araras do colecionador, nada de réplicas, só uniformes usados por titulares ou reservas. A pedido do Fut Pop Clube, Gini escolheu: Marcos, Cafu, Carlos Alberto Torres, Oscar, Branco, Falcão, Gérson, Garrincha, Ronaldo, Pelé e Romário. Nos próximos textos, uniformes históricos de Pelé, Romário, Gérson, Oscar… a começar pelo que Cafu usou nas suadas Eliminatórias para a Copa de 2002 (bem mais complicadas que a atual).



Camisa 3 da seleção de uniformes raros do colecionador Paulo Gini… e da seleção brasileira de Telê Santana que disputou o Mundial de 86, no México. Oscar, então zagueiro do São Paulo, ficou na reserva. Os titulares da zaga eram Júlio César e Edinho. O Brasil venceu Espanha, Argélia, Irlanda do Norte, goleou a Polônia nas oitavas, mas caiu no jogo seguinte, diante da França, nos pênaltis…
Veja camisas clássicas do São Paulo e outros 11 times, escolhidas por Paulo Gini.
Clique para ver camisa de Oscar no São Paulo, em 1985, que pertence a um amigo do blog. A Adidas era a fornecedora de material esportivo do tricolor.


A camisa 11 na seleção brasileira de uniformes raros que o Paulo Gini convocou a pedido do Fut Pop Clube não poderia ser de mais ninguém. É do baixinho, claro. Embora a Copa de 90 não traga boas lembranças. Romário entrou só na vitória contra a Escócia. A seleção de Lazaroni caiu logo nas oitavas, justo diantes dos hermanos…
LEIA MAIS: Camisas clássicas do Vasco, Fla, Flu e outros 9 times, escolhidas pelo Paulo Gini.
Fut Pop Clube aproveita a classificação do Brasil para a Copa do Mundo de 2010 para publicar dicas de livros sobre a Seleção, novamente feitas por Domingos D´Angelo, do MemoFut. “Dois livraços”, nas palavras do colecionador.
– “Enciclopédia da Seleção (As Seleções Brasileiras de Futebol – 1914-2002)“, de Ivan Soter, pela editora Folha Seca. 500 páginas. De 45 a 40 reais[é o da bela capa ao lado, cheia de flâmulas].
– “Todos os Jogos do Brasil”. De Ivan Soter, André Fontenelle, Mario Levi Schwartz, Dennis Woods e Valmir Storti. Editado pela Abril/Placar. [Seu Domingos avisou que o livro está “meio escondido” e realmente não encontrei na loja Abril na internet – deve estar fora de catálogo].
Domingos D´Angelo cita ainda dois livros recentes.
– “A Primeira Vez do Brasil – Campeão Mundial de 1958“, de Francisco Michielin, editora Maneco, 2008, 352 páginas. De 42 a 50 reais.
E o outro foi bem falado nos últimos dias:
– “Brasil x Argentina – Histórias do Maior Clássico do Futebol Mundial (1908-2008), do professor Newton César de Oliveira Santos. Editado em 2009 pela Scortecci (capinha ao lado). 616 páginas. 60 reais. Newton César escreveu interessante artigo para o caderno Aliás, do Estadão deste domingo, 6 de setembro: Cenas de uma cordialidade esquecida (leia aqui). No artigo, o professor cita clássicos de 1914, 1939 e até 2005 em que houve troca de gentilezas (que como sabemos, geram gentilezas) e não um festival de pontapés.
1, 2, 3… deixa a rima pra lá… O que importa é que o Brasil está na Copa de 2010. Grande atuação que começa lá atrás, com Júlio César. Passa pela zaga, laterais, meio-campo e, especialmente, Kaká e Luís Fabigol. Apesar do juiz caseiro, amarelando Kaká por reclamação, enquanto o galático era caçado pelos “hermanos” – muy hermanos!
Argentina x Brasil em Rosário, 5/9/09, entrou para história como o jogo em que o escrete canarinho de Dunga carimbou sua classificação para a Copa do Mundo 2010. 3 a 1. Gols de Luisão e Luís Fabiano. Luís Fabuloso e mais uma vez decisivo – duas vezes decisivo – a segunda logo depois que o foguete de Dátolo deixou o placar num perigoso 2×1.
O Brasil venceu com Júlio César (gigante, outra vez), Maicon, Lúcio, Luisão e André Santos; Felipe Melo, Gilberto Silva, Elano (Daniel Alves) e Kaká; Robinho (Ramires) e Luís Fabiano (Adriano).
Certamente esse jogo merece entrar para o top 5 recente do derby sul-americano que eu publiquei no espaço de comentários deste post, antes do jogo. Topa votar no seu Top 5 dos confrontos Brasil x Argentina?
Em agosto de 75, a Argentina recebeu o Brasil no mesmo estádio do derby desta noite, Gigante de Arroyito. E a seleção brasileira treinada por Oswaldo Brandão venceu os argentinos selecionados por Menotti. Um a zero. Gol do atleticano Danival, informa o livraço Seleção Brasileira, de Antonio Carlos Napoleão e Roberto Assaf (editora Mauad;capa ao lado). Brandão convocou uma maioria de jogadores de Atlético e Cruzeiro. Contando substituição, seis jogadores do Galo e quatro da Raposa atuaram em Rosário. Só a dupla de zaga era do futebol paulista.
A seleção mineira, digo, a brasileira, venceu com Raul, Nelinho, Luiz Pereira (ainda no Palmeiras), Amaral (então no Guarani) e Getúlio (na lateral-esquerda!!!); Wanderley Paiva, Danival e Palhinha; Roberto Batata, Campos e Romeu (depois Reinaldo).
Os hermanos perderam com Gatti, Pavoni, Mário Killer e Rebottaro; Daniel Killer, Gallego e Ardilles (depois Júlio Asad); Boveda, Luque e Kempes.
O Brasil venceu essa batalha, mas a Copa América de 1975 ficou com sabe quem? A seleção peruana, com alguns jogadores que três anos depois tomariam de 6 a 0 da Argentina, na mesma Rosário, no jogo mais comentado da Copa de 78.