Rodada dupla

Atualizado em 27/01/2013
Fortaleza
Com uma rodada dupla válida pela Copa do Nordeste, o Castelão foi o primeiro estádio preparado para o Mundial 2014 a ter bola rolando. Neste domingo, 27 de janeiro, Fortaleza e Sport empataram: 0x0.  No jogo de fundo, entre Ceará e Bahia, o tricolor baiano venceu por 1×0. Coube a Kleberson o primeiro gol.

  • Estádio Governador Plácido Castelo (Castelão)
  • Inauguração: 11/11/1973
  • Primeiro jogo: Ceará 0x0 Fortaleza
  • Primeiro gol: Erandy, na partida seguinte, Ceará 1×0 Vitória.
  • E agora, como Arena Castelão
  • Capacidade atual: 63.903 torcedores
  • Reinauguração: 27/01/2013
  • Primeiro gol: Kleberson (Bahia) 

As fotos abaixo, do Portal da Copa, mostram como ficaram a fachada e o interior do Castelão, com público mais perto do gramado e a nova cobertura.

FOTO Glauber Queiroz / Portal da Copa / ME
FOTO Glauber Queiroz / Portal da Copa / ME

Continuar lendo “Rodada dupla”

Pacaembu, 70 anos de classe

Capa do livro do professor João Fernando Ferreira

Celebramos os 70 anos do Pacaembu, onde o Santos venceu o Santo André no primeiro jogão da final do Paulista 2010 (3×2, decisão muito mais disputada do que se esperava) e no próximo domingo deve sacramentar o título. O estádio municipal Paulo Machado de Carvalho foi inaugurado em 27 de abril de 1940, com a presença de Getúlio Vargas (ditador, no período do Estado Novo, 37-45), Adhemar de Barros (interventor federal em SP) e Prestes Maia (prefeito), mas a bola só rolou no dia seguinte. Rodada dupla. O Palmeiras ainda se chamava Palestra Itália. Na primeira partida, goleou o Coritiba, então campeão paranaense, por 6×2. Mas coube ao ponta Zequinha, do Coxa, a honra de marcar o 1º gol do estádio. A partida de fundo reuniu os campeões paulistas e mineiros: Corinthians 4×2 Atlético. São informações que estão no livro “A Construção do Pacaembu”, de João Fernando Ferreira (mestre em História que pesquisa futebol), lançado na Coleção São Paulo no Bolso da editora Paz e Terra. O pocket-book do professor contextualiza o nascimento do Pacaembu na história do futebol na cidade de São Paulo, com jesuítas, Charles Miller, clubes de elite x clubes populares, amadorismo x profissionalismo, uso do esporte por políticos. Para chegar à rodada dupla que inaugurou o estádio municipal. João Fernando Ferreira também dedica algumas páginas à estreia no São Paulo de Leônidas da Silva, o diamante negro, homem de borracha da Copa de 38. Foi num Majestoso contra o Corinthians, em 1942, que terminou em 3×3 e tem até hoje o recorde de público do Pacaembu: 72.018 pagantes. E olha que no lugar do horroroso tobogã de hoje, havia uma lindíssima concha acústica. No texto Pacaembu, 70 anos de emoção,  o blog Memória EC, de Marcelo Monteiro, lista os 6 jogos da Copa de 50 que o Pacaembu recebeu. E reproduz excelente reportagem do Esporte Espetacular sobre o jogaço entre Santos e Palmeiras, no Rio-São Paulo de 1958, e com suas três reviravoltas no placar, fez com que cinco torcedores sofressem infartos. Palmeiras saiu na frente, Santos virou, chegou a vencer por 5×2, Palmeiras virou para 6×5, mas o Peixe virou de novo. Santos 7×6 Palmeiras.