Bis no Gigante

O Sport Club Internacional, que comemorou 105 anos ontem, está reinaugurando o seu estádio. Neste domingo, o Inter reabre o Beira-Rio reformado contra o Peñarol, exatamente um dos times participantes do torneio de inauguração do estádio, em 1969.

IMAGEM: http://www.internacional.com.br/pagina.php?modulo=2&setor=18&codigo=22689
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Os colorados de Gainete, Valdomiro e Claudiomiro deram de 4×0 nos carboneros. E olha que o Peñarol tinha os saudosos Mazurkiewicz e Pedro Rocha, o lateral Pablo Forlán, o artilheiro Spencer e don Elías Figueroa – que depois seria o capitão do timaço do Internacional de Rubens Minelli no meio dos 70. Foi bicampeão brasileiro. Inclusive marcou o gol do título na grande final do Brasileirão 75 contra um Cruzeiro também muito forte, no mesmo bat-estádio, o Beira-Rio. O chamado ‘gol iluminado’. Com a camisa colorada, Don Elías foi hexacampeão gaúcho, entre 71 e 76.

35 anos do bi colorado no Brasileirão

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Beira-Rio, 12 de dezembro de 1976. Mais de 84 mil pessoas superlotaram o estádio colorado na finalíssima do Campeonato Brasileiro num domingo de muito calor. O Corinthians vinha em busca de seu primeiro Brasileirão, embalado pela classificação heroica contra a máquina do Flu de Riva no Maracanã lotado – o jogo da “invasão corintiana”. O time treinado por Duque era pura raça. Que o Internacional, em busca do bicampeonato consecutivo, também tinha de sobra. Tinha Falcão em campo. E Minelli no banco. Dario- o Dadá Maravilha-, no primeiro tempo, e Valdomiro, no segundo, marcaram os gols do Inter. Bicampeão brasileiro. Continuar lendo “35 anos do bi colorado no Brasileirão”

Chile no Blog da Bola do Museu do Futebol

Você pode ter visto no Show do Intervalo que o Palmeiras entrou em campo nesta superquarta com uma bandeira do Chile. Chile de Valdívia, mago que ainda é ídolo dos alviverdes. Chile de Figueroa, lateral-direito que não chegou há muito tempo do Colo-Colo e ainda disputa posição no time titular. E leva o mesmo sobrenome de grande ídolo da La Roja (seleção chilena) e do colorado – fez o gol que deu Internacional o Brasileiro de 75. Chile de Maldonado, polivalente jogador de marcação importante por onde passou no Brasil. Há quem diga que o título do Flamengo em 2009 deve muito à chegada do chileno. Flamengo que também tem Gonzalo Fierro.
Já deu para perceber que este post é uma lembrança ao país que sofreu o grande terremoto na madrugada do último sábado de fevereiro, certo?

A imagem ao lado eu descobri no excelente Blog da Bola, do Museu do Futebol. Que publicou ainda no domingo, 28/02, o post Porque Nada Tenemos, Todo Lo Haremos, assinado por André Assis. O título remete à frase do cartola Carlos Dittborn, depois do  terremoto de 9,5 graus na escala Richter que matou 5.700 pessoas em maio de 1960. A Copa do Mundo estava marcada para menos de 2 anos depois. Pois o Chile a realizou a contento, e você sabe, o Brasil ganhou o bi, com show de Garrincha (o México também promoveu uma Copa, a de 86, um ano depois de um tremor que matou 10 mil pessoas). O Blog do Juca acrescenta que Dittborn morreu 32 dias antes do campeonato do mundo de 62.

Bem, e a imagem acima? O Blog da Bola explica que é um LP em homenagem à seleção chilena, de 62, que fez boa campanha no Mundial disputado em casa.  Selo Odeon. Um disco com narração de gols, músicas, lembranças do Mundial, como os que eram lançados no Brasil antes ou depois das Copas, como este aqui, de 1958.

Fica a dica: o Blog da Bolabraço virtual do Museu do Futebol – vale a visita, como o museu propriamente dito. O atalho está sempre na coluna da direita, debaixo da retranquinha Links/Mundo Curioso da Bola.

“Os dez mais do Internacional”

coloradoManga, Figueroa, Oreco, Carpegiani, Falcão, Valdomiro, Carlitos, Tesourinha, Claudiomiro e Fernandão. Esses são “Os dez mais do Internacional“, segundo os colorados que participaram da votação do próximo livro da coleção Ídolos Imortais, da Maquinária. Uma escolha bem ofensiva, com atacantes do Rolo Compressor, o ponta Valdomiro, Claudiomiro (autor do primeiro gol no Beira-Rio) e Fernandão. Com Manguita Fenômeno e Figueroa lá atrás, Carpegiani e Falcão no meio, fica fácil… Segundo o site Futebooks, o livro estará disponível em 8 de setembro.

É Data Fifa. Mas tem rodada. Cheia de clássicos!

O Brasileirão não para nem para jogo da Seleção. A quinta rodada começou bem, com muitos gols. Grêmio 3 a 0 no Náutico, que estava invicto. Showza! No ABC, o Santos marcava … e o Santo André buscava a igualdade… três vezes. 3 a 3. No sábado de Eliminatórias para a Copa 2010, um único jogo pelo Brasileiro. Corinthians x Coritiba, no Pacaembu. Mesmo que Ronaldo não jogue (deve ser poupado por Mano), não estranhe se o Paulo Machado de Carvalho ficar lotado às 9 da noite de um sábado.  No domingo, mais clássicos. Choque rubro-negro no Recife: o Flamengo visita o Leão (Sport) do Leão (o técnico). Na Arena da Baixada, encontro atleticano:  Paranaense e Mineiro. O Furacão deve apresentar Paulo Baier! No Palestra Itália, certamente de uniforme novo, o Palmeiras recebe o Vitória. Confronto que já decidiu Brasileirão (leia sobre a decisão de 1993 e veja os gols de Evair e Edmundo no GloboEsporte.com). O Mineirão deve abrir para um jogaço: Cruzeiro contra o líder Internacional (dupla que decidiu o Brasileirão de 75, Inter 1×0 Cruzeiro, célebre gol iluminado de Figueroa). No jogo das 18h30 no Maraca, o Clássico Vovô, pois Flu e Bota se enfrentam desde 1905! A rodada ainda tem Goiás x Barueri. E em Floripa, às 16h, na casa do Avaí, do técnico Silas (ex-Menudo de Cilinho, no São Paulo) será que o tricolor repete o bom futebol?