Já imaginou uma mesa de pebolim (totó) no formato do seu estádio preferido?

Carlitos Tévez deixou o futebol europeu pra jogar de novo pelo time de coração. Não só voltou pro Boca, como agora tem uma Bombonera em casa. Em formato de metegol, nome do pebolim na Argentina (matraquilhos em Portugal, futbolín na Espanha, onde o jogo foi inventado). A Metegol Superclásico, da Argentina, faz há quatro anos as mesas de pebolim (ou totó, pros cariocas) com o visual das canchas do Independiente, do Huracán e do Boca Juniors- estádio Libertadores de América, Palácio Tomas Adolfo Ducó e La Bombonera, claro.

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As mesas de metegol da Superclásico estão disponíveis em dois tamanhos. A maior tem 165 x 126 cm com 130 cm de altura. O Metegol chico mede 70 x 70 cm com 90 cm de altura. E mais: para jogos noturnos, tem iluminação de led. Tem som: dá pra ouvir as músicas das hinchadas enquanto rola o jogo. Os “jogadores” são estilizados, de alumínio. Contato pelo e-mail martin.setula@gmail.com, pelo Twitter ou Facebook. Veja mais imagens dentro do post.

Craques de alumínio do Huracán
Craques de alumínio do Huracán

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Para Eduardo Galeano, não havia estádio vazio.

Para Eduardo Galeano, não havia estádio vazio.

O escritor Eduardo Galeano, que morreu em abril de 2015, tinha quase 10 anos quando a seleção de seu país ganhou a Copa do Mundo de 1950 (era de 3 de setembro de 1940). “Hincha” do “bolsillo”, o Nacional, tricolor de Montevidéu, e amante do futebol, mesmo que a camiseta do jogador não tivesse um bolso e fosse aurinegra, Galeano convida o leitor do clássico “Futebol ao Sol e à Sombra(L&PM) a entrar num estádio vazio.

… Pare no meio do campo e escute. Não há nada menos vazio que um estádio vazio. Não há nada menos mudo que as arquibancadas sem ninguém. O estádio Centenario, de Montevidéu, suspira de nostalgia pelas glórias do futebol uruguaio. O Maracanã continua chorando a derrota brasileira no Mundial de 50. Na Bombonera de Buenos Aires, trepidam tambores de há meio século. Das profundezas do estádio Azteca, ressoam os ecos dos cânticos cerimoniais do antigo jogo mexicano de pelota. Fala em catalão o cimento do Camp Nou, e em euskera conversam as arquibancadas do San Mamés, em Bilbao…

Não tem como entrar mais num estádio em dias sem futebol,  ou naquelas tours que alguns clubes fazem, sem lembrar de Eduardo Galeano, craque do sonhos (“jogava muito bem, era uma maravilha, mas só de noite, enquanto dormia”). O texto acima é um dos muitos gols do seu livro Futebol ao Sol e À Sombra.

Dentro do post, o texto do site da editora sobre o livro. Continuar lendo “Para Eduardo Galeano, não havia estádio vazio.”