Frevo do Bi

Ao som – imaginário – de Frevo do Bi, sucesso arretado na voz de Jackson do Pandeiro, depois regravado por Tom Zé e Gereba e ainda por Silvério Pessoa, vamos lembrar também neste 17 de junho da finalíssima da Copa do Mundo de 62, disputada no Chile. Brasil 3, Tchecoslováquia 1. O tchecos abriram o marcador, com Masopust. Os canarinhos viraram com Amarildo, Zito e Vavá, diante de 69 mil pagantes. Brasil bicampeão mundial. Sem Pelé, machucado, Garrincha comandou o show. Taí uma conquista verde-amarela que poderia ser ainda mais documentada. 1958 já tem até filme. Bem, Garrincha, Alegria do Povo, primeiro filme de Joaquim Pedro de Andrade, que acaba de sair numa caixa de DVDs com a obra do diretor, mostra algo. Ambos filmes já foram abordados aqui no Fut Pop Clube.
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Nesta quinta-feira, 11 da manhã, tem Brasil contra Estados Unidos, segunda rodada do grupo B da Confederations Cup. As duas seleções já se enfrentaram 11 vezes (veja a lista na página da CBF), com 10 vitórias brazucas e uma ianque. A partida mais importante entre Brasil x EUA sem dúvida foi a de 4 de julho de 94. Polêmico 1×0 pra Seleção, no caminho do tetra. Ah, para quem não sabe, o portal globoesporte.com está transmitindo os jogos dessa Copa ao vivo pela internet!

P.S. – peço desculpas pela falta de links e imagens dos textos abaixo, mas a provedora de internet me deu um cano hoje e estou num cyber.

“Futebol Musical Brasileiro Social Clube”

capaCDPara saudar o chocolate canarinho (4×0) em pleno estádio Centenário, um disco que saiu na época da última Copa do Mundo, creio. Futebol Musical Brasileiro Social Clube, terceiro disco-solo do botafoguense Pedro Lima. O vocalista escala 11 golaços da MPB que celebra o futebol-arte. Um a um é o rojão de Edgar Ferreira arretado por Jackson do Pandeiro. Em Meio de Campo, de Gilberto Gil, também conhecido na voz de Elis, Pedro faz dupla com Nilze de Carvalho. Um a zero é o choro campeão de Pixinguinha e Benedito Lacerda com a letra artilheira do Nelson Angelo. Na vez de O que é… O que é (Moraes Moreira), Pedro tabela com Zezé Motta. Mais clássicos da MPB boleira: Geraldinos e Arquibaldos, de Gonzaguinha, Camisa 10 (Hélio Matheus e Luis Wagner) e O Campeão (Meu Time), sambão de estádio com canja do próprio Neguinho da Beija-Flor. Gol de placa do rubro-negro Benjor, a versão Pedro Lima para Ponta de Lança Africano (Umbarauma)  ganhou clip (veja). Com a camisa 9, vem a regravação de Aqui é o País do Futebol, samba de Milton Nascimento e Brant, neste jogão com passe de Roberto Menescal. A 10, Pedro Lima deixa para a cover de O Futebol, do tricolor Chico Buarque. E na ponta-esquerda, com a 11, claro, o cantor/treinador convoca  Canhoteiro, sensacional balada gravada primeiro por Fágner (fã do Fortaleza) e Zeca Baleiro, que é Peixe. As 11 músicas não são inéditas, mas os arranjos ficaram bem diferentes e interessantes.Dá para ouvir trechinhos dos 11 clássicos no site da gravadora Sala de Som (clique aqui). Ou algumas faixas na página do Pedro Lima no My Space.

Chama a atenção o projeto gráfico bacana, com referências a futebol de botão e totó, ou pebolim, ou fla-flu etc. Vale a pena ouvir a reportagem sobre o disco Futebol Musical Brasileiro Social Clube no blog O Gol de Letra, de Jana e Nanda. Quer saber mais sobre a MPB artilheira? Leia textos do Fut Pop Clube sobre a pesquisa do Beto Xavier, que resultou no livro Futebol no País da Música.

Um a um

Parafraseando o forró de Edgard Ferreira, gravado por Jackson do Pandeiro e regravado por Paralamas do Sucesso (em estúdio e disco ao vivo) e Mestre Ambrósio (versão altamente recomendada pelo blog)… “este jogo não poderia ser um a um”. Estou falando de São Paulo x Independiente de Medellin. O atual tricampeão brasileiro abusou de perder gols. Tanto que o goleiro Bobadilla, paraguaio, foi o melhor em campo (ao menos uma defesa foi espetacular). Torcida e cronistas perderam a paciência com Zé Luís, que só uma vez foi à linha de fundo. Insistiu demais com balões inúteis para Washington. Os colombianos, com sete na defesa, levavam perigo no contra-ataque – e num deles, no segundo tempo, abriram o placar. Na base do desespero, depois dos 40 minutos, Muricy chegou a ter quatro atacantes em campo. Washington, Borges, Dagoberto e André Lima. E no finzinho da partida, Borges fez um golaço. 1×1. Empate em casa na Taça é péssimo negócio, mas nas circusntâncias foi muito comemorado pelos tricolores. O grupo é pedreira e agora o São Paulo terá de recuperar esses pontos perdidos em Cáli e no Uruguai.