
“Bahêa Minha Vida – O Filme”, documentário nacional mais visto em 2011, está disponível em DVD (Paris Filmes) – edição normal e edição especial numa caixa (imagem acima), que vem com uma camiseta com a marca do filme. O diretor Marcio Cavalcante e equipe conquistaram a Taça CINEfoot, na recente edição paulista do festival de filmes de futebol. Opa, o filme ganhou taça, tinha gente falando muito bem, a editoria Bola na Tela aqui do Fut Pop Clube não podia deixar de ver. E eu vi nesta tarde. Marcio Cavalcante fez uma ópera-pop sobre a paixão do torcedor de futebol, de modo geral, e em especial, do torcedor do Bahia… Bahêa!
É um filme muito musical, e vindo de Salvador não poderia ser diferente. Despertam atenção e emoção os cinematográficos clips – vários – presentes no documentário, do hino oficial do Bahia, da música “O Campeão dos Campeões”, da adaptação do sucesso dos Mamonas Assassinas que outras torcidas cantam, com outras letras, dos gritos de guerra da massa tricolor na antiga Fonte Nova e no “caldeirão” de Pituaçu. Armandinho (de A Cor da Som, do trio elétrico) arrebenta, pra variar. Aliás, acho que minha primeira memória sobre essa produção foi um teaser de Armandinho tocando o hino do Bahia.
É um filme de imagens impressionantes: arquivo da primeira Taça Brasil (Bahia campeão em cima do Santos), em 1959, o reencontro dos heróis, Fonte Nova com 110 mil pessoas na reta final do Brasileirão de 1988, um Ba-Vi com 97 mil pagantes, a multidão do lado de fora de uma Fonte Nova já lotada, a invasão e a tragédia no dia do acesso à Série B, a implosão do estádio para a reforma e, em Pituaçu, os torcedores de mãos dadas rezando Pai-Nosso, depois que um jogador contou a imagem de um sonho.
Beijoca, no filme: “Torcer pelo Bahia é ser louco. Você perde a sua própria identidade”
É, claro, um filme de bons depoimentos -120 entrevistas! – e personagens, como o torcedor Lourinho e aqueles bonequinhos de arrepiar, como o do Taffarel amarrado e de mãos atadas, na final do Brasileirão de 1988, em que o Bahia superou o tricampeão Internacional. Emocionado o reencontro de Bobô, herói do Brasileirão de 1988, com Lourinho, um dos torcedores à memória de quem o filme é dedicado.
A fotografia é algo excepcional. E tem uma pá de minidocs nos extras.
Um filme de torcedores, sobre torcedores, para torcedores. E quem torce para um time desde pequeno, sabe que é impossível largar essa paixão, seja na Série A, nas vitórias, nas derrotas, nas quedas, nos sete anos de purgatório, até a volta à divisão principal do futebol brasileiro – o lugar certo do Esporte Clube Bahia.
Veja o trailer do documentário sobre o Esquadrão de Aço.
- Alguns dos depoimentos mais interessantes do filme são os do jornalista Marcelo Barreto, que lê trechos de um texto de seu blog, “Quando o Bahia Subir” (confira aqui).
- Mais alguns filmes sobre torcidas e torcedores:
- “Bichos Criollos” (Argentinos Juniors), ainda inédito no Brasil
- “Blue Moon Rising” (Manchester City), também inédito no Brasil
- “Coração Pontepretano”, curta sobre torcedores da Ponte Preta
- “Football is God” (Boca Juniors) – Fut Pop Clube já viu
- “Juventus Rumo a Tóquio”, que o bonequinho já aplaudiu
- “Loucos de Futebol“, um Fortaleza x Ceará em curta-metragem
- “Manyas – La Película” (Peñarol) os pitacos do Fut Pop Clube
- “Unido Vencerás” (América do Rio)
- Site oficial de “Bahêa Minha Vida – O Filme“
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Nos 82 anos do Tricolor de Aço, republico o texto sobre este filme maneiríssimo! Recomendado para todos que gostam de filmes de futebol. Feliz aniversário, Bahêaaa!
Feliz 2013!
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